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Conectado no GoogleBooks - dá pra ler quase tudo

Ontem fiquei sabendo pela Zahar que o Conectado e vários outros livros da editora estão parcialmente disponíveis na Web.

Em relação ao Conectado, tive a impressão que ele está quase todo lá. Confira. Dá para ir até a última página.

Fui saltando de tantas em tantas páginas e só uma vez encontrei uma mensagem de que uma determinada sequência não podia ser lido.

E outra coisa, esse mesmo conteúdo já aparece no site da Livraria Cultura.

Não dá para copiar nem imprimir (que eu saiba), mas quem quiser ler e só tiver o computador, já tem acesso a uma boa parte do conteúdo.

Bom proveito ;-)

Bancos, saiam do armário e assumam a Lei Azeredo

Caro Sérgio Amadeu, me diga se estou deixando alguma coisa de fora neste raciocínio. (Os dados deste post vêm desta reportagem da Folha.)

1) Todos os anos os bancos pagam R$ 500 milhões às vítimas de fraudes na rede, clonagem de cartões e golpes em caixas automáticos. (O código de defesa do consumidor determina que é responsabilidade do banco, e nao do cliente, investigar a denúncia.)

2) A campanha de Eduardo Azeredo ao Senado em 2002 recebeu uma doação de R$ 150 mil da empresa Scopus, que pertence ao Bradesco e cuida da área de internet banking dessa instituição.

3) Se a chamada Lei Azeredo for aprovada na Câmara, os provedores de acesso deverão armazenar os registros de acesso dos usuários por três anos ou pagar multa de até R$ 100 mil. (Ou seja, os bancos terão como informação para fazer investigações e possivelmente os provedores se tornem co-responsáveis pelos crimes, tendo que assumir o pagamento da indenização.)

Faz sentido: os bancos querem instalar "câmeras de dados" na Web para funcionar como as câmeras internas em estabelecimentos comerciais e inibir a prática de crimes online. E ajudar a eleger o Azeredo e patrocinar a campanha de convencimento para que essa lei passe deve ficar mais barato do que pagar R$ 500 milhões ao ano.

Acho que os bancos têm o direito de defender os interesses deles. Nada contra, sou cliente de três e uso constantemente caixas automáticos e internet banking. São uma mão na roda.

A única conta que não fecha nesse quadro é o senador negar qualquer favorecimento aos bancos na nova lei quando inclusive técnicos da federação que representa os bancos (Febraban) reconhecem informalmente isso.

E pior: que a Lei Azeredo seja promovida como se fosse combater crimes como a pornografia infantil na internet.

Ao se falar em pornografia infantil a sociedade - especialmente quem não entende os detalhes técnicos e jurídicos da lei - naturalmente tende a ser receptiva. Não seria tão simples dizer que os bancos querem que os indivíduos abram mão de sua privacidade na rede para que eles, bancos, gastem menos.

Esse, na minha opinião, é o problema desta lei. É sabido que a Febraban foi a instituição mais ativa nas discussões no Congresso e no entanto a lei é vendida como se fosse motivada por sentimentos cristãos visando a defesa da moral e dos bons costumes dos cidadãos honrados e honestos do país.

Se os bancos consideram que estão sendo lesados, OK, tomem as providências legais inclusive para se protegerem, mas não por meio da desinformação.

Nova versão do Descolando! quer mediar a comunicação entre estudantes

Em maio de 2007 publiquei no meu blog anterior um post apresentando o Descolando!, um site para estudantes universitários avaliarem os professores deles. Dei as boas vindas ao projeto particularmente por sua ousadia, por explorar o potencial desestabilizador da internet.

Esses dias recebi uma nova mensagem do Fábio Cardoso, que é um dos sócios do Descolando! e foi a pessoa de quem eu tive contato antes de escrever sobre o site. Ele me avisava que estão lançando uma nova versão que fará do site um espaço para os universitários trocarem informações, materiais e experiências.

De cara achei ruim porque pareceu que a ação tinha aberto mão da ousadia para oferecer um serviço que concorre com Orkut e outros sites de relacionamento estabelecidos. Por que um universitário trocaria o Orkut onde ele já tem uma rede de contatos para ir a um ambiente novo desenvolvido e mantido por uma equipe pequena?

Apesar da falta de tempo, fomos conversando por email. O Fábio foi atencioso, respondeu às minhas questões, e acabei contente pela evolução do Descolando! Continuo achando que o nome deveria ser outro, mas já não duvido que eles estejam na trilha para produzir um case e conquistar seu lugar ao sol como o pessoal do Videolog.

Leia a seguir a entrevista em que o Fábio explica porque eles estão apostando na versão nova do projeto, como eles estão sobrevivendo enquanto não entra dinheiro, como funciona a incubadora onde eles trabalham, o processo para a criação do Plano de Negócios e sobre as perspectivas de monetização do Descolando!

Ruffles quer ser anfitriã das conversas de seu público

Já escrevi sobre uma conversa importante que tive com a Thiane da Edelman no ano passado. Deve ter sido nessa ocasião que ela me contou, em off, sobre o projeto de lançar um blog para a batata Ruffles.

Registrei a informação e perguntei se já poderia publicar sobre esse assunto na entrevista que fiz com ela no começo do ano. Mas só agora o projeto está sendo anunciado.

A proposta é simples. Eles garimparam no Orkut e pela Web uma garotada ativa e que de certa forma é referência dentro de suas redes de relacionamento. Eles recebem uma mesada pra fazerem as coisas que gostam - sair, ir ao cinema, baladas, etc - e, em contra-partida, vão registrando suas experiências no blog. (Pelo menos a proposta era essa há um ano.)

Justo quando eu tenho tudo para blogar muito, preciso reduzir o ímpeto

Desde 1996 eu batalho para ter um emprego para fazer o que eu faço hoje.

Finalmente esse emprego apareceu. A única coisa que eu me ocupo do momento que entro no escritório até sair é pensar em internet social, conteúdo gerado por usuário, essas coisas.

E justo quando isso acontece, quase parei de blogar.

Muita gente desencanou do Twitter por não ter pego a finalidade da ferramenta

Já escutei muita gente reclamando que o problema do Twitter são as mensagens em que o cara fala o que está fazendo no momento. Tipo:

- Comendo pastel na feira.

Eu fazia coro com essas pessoas. Para mim, o ideal seria usar o Twitter apenas pra fazer circular coisas interessantes que vamos pescando na rede ou também abrir conversas maiores publicando links para posts do meu blog.

Mas esses dias caiu a ficha em relação a essa ferramenta.

Quem quer entender melhor a internet deve estudar antropologia

Não tem muito curso sobre internet.

Outro dia, conversando com o Michel da 10 Minutos, ouvi ele dizer que essa é uma das áreas com mais oportunidades.

Até onde eu sei, tem a Jump dando cursos curtos, e mais programas de graduação. A PUC tem o antigo TMD - nao sei o novo nome - e também o MultiMeios.

Nas faculdades de jornalismo já é comum se encontrar cursos específicos para jornalismo online.

Mas curiosamente, o que eu, particularmente, gostaria de estar fazendo, é estudar antropologia. E na sequencia, sociologia.

Por que a internet é regulamentada como rádio e TV?

Estou processando o post do Pedro Dória sobre a lei que limita o uso da internet no período eleitoral.

Em resumo:

1) Rádio e TV são concessões públicas e portanto são fortemente regulamentadas para evitar o favorecimento de candidatos em época eleitoral.

2) A imprensa - jornais, revistas - é privada e portanto pode falar o que quiser.

3) Internet é vista juridicamente como rádio/TV.

O problema está nos sites de jornais e revistas; segundo a lei revisada, esses sites só podem reproduzir o que foi publicado literalmente pelo veículo.

Um blogueiro vinculado a uma empresa de comunicação não pode se manifestar sobre candidatos durante o período eleitoral. Os leitores também não podem comentar o conteúdo disponibilizado.

Minha dúvida é: Por que a internet é vista como rádio e TV, se a internet não utiliza ondas públicas regulamentadas pelo Estado?

Por que não separar a empresa da maneira como ela veícula a informação. A empresa proprietária de um canal de TV ou estação de rádio deve ter o mesmo direito da empresa jornalística de se expressar livremente pela internet.

Lei Azeredo: acho que estou dando menos atenção a isso do que deveria

Pelo veto ao projeto de cibercrimes. Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira

Se você é contra o atentado à liberdade na web nos moldes que estão a ser propostos pelo projeto de lei do Azeredo, senador do PSDB mineiro, veja as assinaturas de quem já se manifestou contra, assine também e/ou divilgue pra seus conhecidos:

http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

Já são quase 60 mil assinaturas.

Blogs de aluguel: profissionais online defendem ação da Coca com blogueiros

Resolvi sondar alguns profissionais do mercado de comunicação online para ver a percepção deles sobre conteúdo publieditorial e particularmente sobre a ação da Coca-Cola. Muitas delas responderam acrescentando perspectivas originais a uma discussão geralmente viciada e previsível.

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