Faz sentido tuitar por SMS no Brasil? - exemplo de uma reportagem que substitui entrevista por conversa

O que voce vai ver a seguir exemplifica como dá para montar um texto substituindo a entrevista pela conversa.

O Twitter surgiu nos EUA para facilitar que grupos de conhecidos conversassem entre si - posto de outra forma, eles estava explorando o promissor filão resultante do cruzamento entre sites de redes sociais e plataformas móveis. Nesse contexto, ao invés de mandar o mesmo SMS para todo mundo, você mandava um SMS e a mensagem ficava publicada na Web para todos lerem. Faz todo o sentido e, no entanto, eu nunca tinha ouvido falar de pessoas que usassem SMS para atualizar o Twitter aqui no Brasil. Resolvi perguntar: voce acha que teria alguma vantagem mandar e receber updates pro Twitter via SMS? #duvida. (Continue lendo.)

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Wave: se essa é a proposta do Google para dominar o mundo, me diz onde eu assino

O email é a plataforma de comunicação online mais usada hoje, mas é uma ferramenta que existe há mais de 40 anos. O que aconteceria se pegássemos tudo o que foi desenvolvido nessas últimas décadas em termos de técnologia de comunicação em rede para criar uma versão atual do email? Vamos pegar blogs, fóruns, chat, wiki e o que mais existir por aí para montar alguma coisa que ocupe o lugar do email.

O problema do email é que ele copia informação. Quando voce manda um email para alguém, essa pessoa receberá no computador dela uma cópia do arquivo de texto que você escreveu. Nenhum problema nisso até você adicionar outros participantes na conversa e cada pessoa começar a ter versões diferentes de um monte de mensagens (des)organizadas umas sobre as outras, com comentários feitos em cores diferentes entre frases e parágrafos, muitas variedades de formatação e tudo mais que quem usa email conhece bem. O email é inspirado na carta, que serve para a comunicação entre duas pessoas. Como torná-lo mais eficiente para conversas em rede? Esse é o desafio da equipe que desenvolve o Wave. (Continue lendo - é mais rápido - ou assista a apresentação de 1h20 em inglês a seguir.)

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A internet me deu a sensação de encontrar um caminho

Quando me convidam para participar de aulas em faculdades, é comum eu contar como eu entrei para a internet. E sempre conto a história incluindo elementos meio sobrenaturais ou, pelo menos, irracionais, para explicar o que me motivou a, aos 26 anos, me aventurar para dentro de uma nova indústria sem ter nenhum treinamento específico na área.

A internet apareceu para mim não apenas como uma maneira de ganhar dinheiro. Essa história envolve uma sensação de ter descoberto um propósito, de estar me encontrando ao dar vazão à curiosidade pela comunicação em rede. E estou contando isso agora porque acabo de encontrar um relato do cara - Jack Dorsey - que teve a idéia do Twitter.

O relato dele também inclui uma espécie de vidência, uma visão sobre algo muitos anos antes daquilo se materializar. Colei um trecho a seguir e o conteúdo integral está aqui:

That’s because Twitter didn’t really start in 2006. It started in Jack’s head back when he was fifteen years old. He was iust a geeky kid living in St. Louis in the 1990s who had an unnatural obsession with the dispatch industry. Particularly the armies of couriers who physically took something, put it in their messenger bags, and dropped the packages off somewhere else. He thought about it the way other fifteen-year-olds think about half-naked girls or Star Wars—with sheer awe that never seemed to end. And when he thought of dispatchers, he would picture a huge map of New York city with blinking lights of couriers all acting like a flock of birds navigating the city individually, but also as one. A symphony of bikers fanning out in different corners of the city, crossing paths seamlessly, each on their own route, then coming back to the same place at the close of business. All controlled by one conductor; one master plan. “I wanted to write software to do it,” Jack says, “I just had to.”

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Não faço idéia de quem seja e você?

No restaurante onde eu geralmente almoço tem uma tv que passa shows de artistas. Hoje eu estava comendo e prestando atenção na apresentação de uma cantora brasileira. Fiquei espantado pela qualidade da produção, figurino impecável, projeções no palco, orquestra acompanhando. E fiquei ainda mais espantado por eu não saber o nome dela e nem reconhecer seu rosto ou as músicas.

Fiquei pensando se, antes da internet, era possível alguém ignorar tão integralmente a existência de um artista-celebridade dessa grandeza. OK, voce podia não gostar da música, mas sabia o nome, reconhecia o rosto e as músicas ou pelo menos a voz. E não era o caso hoje. Se ela tivesse tomado ônibus comigo e se sentado do meu lado, eu não teria idéia de que se tratava de uma pessoa famosa. Me perguntei o motivo disso e a única resposta razoável é a internet.

Por causa da internet, eu não dependo dos meios tradicionais para me informar sobre o que escutar. Tenho a oportunidade de receber recomendações diretamente de pessoas que eu conheço, da mesma forma como acontece nas mesas de bar. - “Conhece tal pessoa?”, “Já ouviu o disco novo de Fulano?”. E mais, nem preciso conhecer a pessoa, existem mil serviços que acompanham os gostos de pessoas e são capazes de fazer recomendações.

Por coincidência, esbarrei hoje com o Live Plasma - link a seguir. Ele mapeia nomes de artistas relacionados segundo características comuns:

http://www.liveplasma.com

Não estou repetindo o que todo mundo que usa a Web sabe, ou seja, que pela Web a gente abre canais de conhecimento e informação menos massificados, homogenizados. Estou só registrando a surpresa ao notar o grau de alienação que isso provoca. De repente, vou estar vivendo ao lado da pessoa, no mesmo país, e não ter mais assunto para conversar.

E se você também não reconheceu o rosto da moça, na saída do restaurante eu perguntei, o nome dela é Ana Carolina.

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Aécio Neves recebe comitiva de representantes do campo das mídias sociais

Na segunda-feira vou a Belo Horizonte, a convite do Rodrigo Mesquita, do Peabirus, para participar de um encontro do governado do Estado, Aécio Neves, com pessoas ligadas às mídias sociais no Brasil. No mesmo dia será anunciado um acordo entre na área da educação entre Minas Gerais e o Google.

O anúncio que circulou dizia de um encontro entre o governador e blogueiros. Não acho que isso seja preciso, primeiro porque cada um está responsável por pagar as próprias despesas e, em função disso, só os blogueiros mineiros poderão ir representando eles mesmos, os outros vão patrocinados pelas instituições que cada um representa. Além disso, não sei se existe uma unidade entre blogueiros e, mesmo se existir, não acredito que nós, especificamente, sejamos representantes da blogosfera.

O que na verdade está acontecendo - e não vejo nenhum problema nisso, ao contrário - é uma demonstração pública de que o governador presta atenção na internet, sente que esse será um elemento importante para quem for disputar a presidência em 2010 e quer se familiarizar mais com o assunto conversando com quem vem realizando ações na área, tanto no âmbito acadêmico como empresarial.

O mais importante de tudo, na conversa com o governador na segunda e com outros representantes do poder público no futuro, é deixar claro que o item mais caro de uma campanha online de sucesso não é tecnologia, mas entendimento. Se o candidato entender que ficou muito mais barato e acessível estabelecer conversas grupais e estiver disposto ouvir e participar, já estará com meio caminho andado, pelo menos. E quem estiver se perguntando por onde começar, recomendo a leitura deste texto do Moriael, meu colega na Talk, que é veterano da Web e também do marketing político.

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Saem 2 livros brasileiros sobre comunicação online com versões free e impressa

Ontem a @raquelrecuero anunciou pelo Twitter que o novo livro dela - redes Sociais na Internet - já está sendo pré-vendido pela Livraria Cultura.

Conversamos online na sequência e eu disse a ela que estava feliz pela notícia do novo livro. Falei que achava que todo mundo devia escrever livros e aquilo deve ter soado estranho. Não consegui me explicar bem na hora.

Hoje baixei o livro novo do @cavallini e, lendo o texto da orelha, encontrei isto:

Onipresente, o terceiro li­vro de Ricardo Cavallini, fala das mudanças que estão ocorrendo com o consumidor, nas agências, na comunicação. Não apresenta fórmulas mágicas, mas colabora com conhecimento, tão importante nesses tempos empíricos.

Se você ainda não entendeu essa tênue relação entre o “gut felling” e o conhecimen­to, vale lembrar a frase antológica de Lee Trevino, um dos golfistas de maior sucesso no mundo. Após uma tacada longa e precisa, uma voz feminina gritou da arquibancada: “Que sorte!”. E Trevino respondeu em voz baixa, mas perto dos microfones: “É minha senhora…quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho.”

Mais consistência

É o que eu tentei dizer para a Raquel ao falar que todo mundo devia escrever livros. Não que todo livro seja bom, mas fazer um livro para ser publicado é um experimento de aprendizado exaustivo que passa pelo confronto entre gutt feeling e conhecimento. Você “sente” que as coisas funcionam de uma maneira e precisa pesquisar para ver se outras pessoas chegaram a resultados parecidos e aprender com elas.(Continue lendo.)

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Conexão Obama: o presidente americano já não depende da imprensa (nem do governo) para falar com as pessoas

O Barack ("The Man") Obama acaba de me escrever!... OK, é uma mensagem enviada a milhares de pessoas, todos os que se inscreveram para receber as newsletters dele durante a campanha, mas aproveito a oportunidade para compartilhar a mensagem - abaixo - e chamar a atenção para alguns aspectos dela. (Continue lendo.)

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Traduza um parágrafo e ganhe um convite para assistir a palestra do Peter Senge em SP

Tenho um convite mas não poderei assistir a palestra do Peter Senge, professor do MIT e autor de A Quinta Disciplina, sobre organizações que aprendem - será no Hotel Transamérica, em SP, na segunda-feira (1/6), à noite. Como posso repassar esse convite, decidi fazer o seguinte: sorteá-lo entre pessoas que ajudarem na tradução atual do Adote um Parágrafo.

Para participar, é só seguir as instruções: 1) entrar no documento e, no final da página, pedir autorização para editá-lo; 2) escolher um parágrafo e fazer a tradução seguindo as regras de funcionamento do projeto; 3) colocar, ao lado do seu nome, a tag #petersenge para eu saber que você quer o convite.

Você poderá traduzir quantos parágrafos quiser para aumentar as suas chances de ganhar. (Se faltar parágrafos, colocamos outro texto no ar para tradução.) Importante: os administradores do Adote se reservam ao direito de desclassificar participações quando considerarmos que a tradução estiver mal-feita.

O sorteio será na sexta-feira e o vencedor será informado por email sobre como retirar o convite.

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Peter Senge palestrará em SP sobre organizações que aprendem

O Banco Real está trazendo um intelectual americano, o professor Peter Senge, do MIT, para palestrar no primeiro Encontro de Sustentabilidade de 2009, dia 1 de junho, 19:30h. Não conheço o trabalho dele, mas o MIT é uma instituição importante mundialmente na área da tecnologia e o assunto da palestra também me chamou a atenção: organizações inteligentes, que aprendem e resolvem problemas coletivamente. Honestamente tenho um pouco de preguiça do tipo de livro que traz regras - tipo: as nove passos para o sucesso, coisas assim. E no livro dele, segundo o verbete da Wikipedia em inglês, "The five disciplines represent approaches (theories and methods) for developing three core learning capabilities: fostering aspiration, developing reflective conversation, and understanding complexity." Mas quero tirar as minhas conclusões.

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O boato é a gripe da internet, a gente precisa cair de vez em quando para ficar esperto

Ontem uma amiga também bastante envolvida com Web compartilhou por email a "notícia" de que a RIAA - a associação das gravadoras dos EUA - tinha pedido a pena de morte para três adolescentes do país por eles terem copiado música.

O link veio de uma fonte confiável - minha amiga estuda direito autoral na Web -, o site pareceu direitinho, li as primeiras linhas rapidamente e, sem pensar mais, repassei pelo Twitter. E na sequência várias pessoas retuitaram indignadas, umas até incrédulas, se perguntando como aquilo podia ser verdade. Até que um amigo se deu ao trabalho de ler o texto - o básico - e notar que um executivo da Sony não citaria Mel Brooks em uma declaração à imprensa.

Thomas Richardson, a Sony Music sales manager remarked, “I’ve been pushing for the RIAA to ‘work up a Number 6′ on those hoodlum kids for the longest time”, referring to a scene from the Mel Brooks flick Blazing Saddles where “we go a-ridin’ into town, a-whompin’ and a-whumpin’ every livin’ thing that moves within an inch of its life.” (Continue lendo.)

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