Fui ao encontro do grupo fundador do The Hub

Novembro passado o André me apresentou a um projeto de coworking chamado The Hub - aqui o blog. Já existe em outras cidades do mundo. A idéia é criar um escritório aberto que, além de oferecer uma infra bacana para se trabalhar, aproxime pessoas com interesses convergentes.

Bom, me apaixonei pela proposta, é meio como viver num Barcamp contínuo, ao mesmo tempo aprendendo coisas novas e abrindo oportunidades de negócio. Trabalhar, aprender e viver não precisam ser coisas excludentes. O fato é que hoje aconteceu o primeiro encontro do grupo piloto fundador e foi positivamente surpreendente.

todos menos eu

Para que se entenda o que aconteceu nesse evento e o que ele significou, é preciso contextualizar: o Hub é uma mistura de empresa com organização sem fins lucrativos. O empreendimento tem três sócios, mas eles não lucram, são remunerados como se fossem funcionários. Criaram o Hub por um motivo até certo ponto "individualista": eles queriam um lugar desses para trabalhar. E espera-se que os participantes sejam mais que clientes e aproveitem os elementos intangíveis dessa oportunidade, como será habitar um ambiente vivo cuidado pelo grupo e as chances de trocar idéias e expandir redes de contato.

Fomos convidados a trazer um lanchinho para dividir. Ambiente tranquilo, simples e receptivo. A claridade de outono e o espaço abertíssimo - apesar de ser um prédio - ajudaram. O encontro estava marcado para ir das 10 da manhã às 2 da tarde. As pessoas foram chegando, comendo, os conhecidos conversavam, as pessoas iam se apresentando. Até o momento, por volta de 11 horas, que começaram as atividades.

Existe sempre um desconforto nessas situações em que muitas pessoas desconhecidas entre si se reúnem. A primeira dinâmica para quebrar o gelo foi dançar uma ciranda. A sensação é meio esquisita, mas funciona. Vamos embalados pela música olhando os outros, soltando o corpo, relaxando. Isso durou menos de dez minutos, foi a abertura.

A partir daí, ao invés de fazer um rodão e cada um se apresentar dizendo o que faz e por que está ali, nos dividimos em mesas de em média cinco pessoas. Tínhamos dois minutos cada para contar a história que nos levou a estar naquele encontro. Cada um organizava sua narrativa como quisesse, alguns começavam falando da semana passada, outros se remetiam ao Big Bang. Depois que todos acabavam, mudávamos de mesa para repetir o processo com outras pessoas.

Fizemos isso umas quatro vezes. Não deu para conhecer todo mundo, mas eu já tinha uma idéia mais clara do perfil daquelas pessoas. Pensei que haveria mais gente de start-ups de tecnologia, mas a maior parte está ligada ao terceiro setor ou tem pelo menos o desejo de fazer um trabalho diferenciado, prazeiroso. Alguns exemplos de ramos de atividade dos empreendedores que dividiram mesa comigo: story telling, coaching, comunicação e articulação de grupos, produção de documentários e inclusão social.

O bacana dessa atividade foi refletir, a partir das histórias dos outros, sobre a própria trajetória. Eu ia falar sobre a descoberta do The Hub há uns meses, mas na hora percebi que faria mais sentido contar como a internet apareceu na minha vida e como vem sendo um processo de auto-descoberta seguir essa trilha. Nem precisei falar do The Hub porque aquilo é a materialização de vários aspectos dessa experiência, como a vontade de juntar valores tangíveis e intangíveis e a crença de que as novidades gostam de ambientes meio caóticos e abertos.

Depois de uma pausa breve, repetimos o esquema de conversar e mudar de mesas. Mas dessa vez, a proposta era que cada um dissesse suas expectativas em relação ao espaço. E mais uma vez a inteligência grupal se manifestou, cada um juntando seus pedacinhos de percepção, as idéias se aglutinando, até mapearmos os assuntos que mais ou menos interessavam a todos. Essas questões variavam do últra-material como controle de ruído e formas de garantir a segurança dos equipamentos deixados lá à noite até a preocupação de se estabelecer vínculos com a vizinhança e de propiciar momentos para cultivar o senso de comunidade dentro do espaço.

No final dessa atividade, escrevemos em folhas de papel esses assuntos e, em roda, fomos agrupando essas tags em núvens de tópicos. Os tópicos foram: segurança, infra, espaço relacional, condutas e serviços. Aqui essa informação passada a limpo.

No encerramento, ficamos sabendo que o espaço estará aberto a partir desta quarta. Será um soft launch com o mínimo de infra: ainda sem janelas, mas com um pouquinho de mobília, além de eletricidade e conexão à internet. E mais uma vez percebo como o projeto é diferenciado: vamos pagar proporcionalmente ao estado de adiantamento das obrar, se houver 60% pronto, pagamos 60% do aluguel.

Quem quiser saber mais sobre o The Hub, aqui vão as informações de contato:

t 11- 3232.1113
c 11- 8177.2645
w www.the-hub.net
b hubsp.wordpress.com
e pablo.handl@the-hub.net
e rua bela cintra 409, cerqueira césa, são paulo




Comments

pô, me deixou curioso. bom ver esse tipo de coisa acontecendo... volto no meio do ano, tô de olho em coisas interessantes em sampa.

valeu pelo relato!

efefe, é a tua cara ;-)

bom saber que estás voltando.

abraçao

q maluco! adorei!

Juliano, aqui é o Bruno da Storytellers.

Deve ser o terceiro meio pelo qual te envio essa mensagem, mas é só para garantir, afinal, precisamos conversar! Acho que existem muitos pontos de conexão entre o que fazemos.

Meu e-mail: bruno@storytellers.com.br

Nosso blog (ainda em fase de teste): http://www.storieswelike.blogspot.com

Ah, e não se esqueça de encaminhar esses contatos para a sua esposa, que também ficou interessada.

Abraço,
Bruno

Ju,

Que boa notícia ler que o The Hub chegou à SP.
Descobri o projeto inglês há um tempo e tentei articular com alguns conhecidos para trazê-los para cá, mas emperrei no aspecto financeiro...

Bacana saber que o fator motivador dos 3 sócios (Quem são eles, aliás?) é o mesmo que o meu (e de muita gente, acredito): Preciso de um espaço assim...

Vou contactá-los para saber mais a respeito.

Abraço

Ale

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