Campanha #inconfundivel, jornalismo nem tanto

Nesta terça o jornalista Maurício Stycer do iG me procurou pedindo para eu comentar a campanha #inconfundivel - mais sobre a campanha - e ficou óbvio desde o começo da conversa que ele não pretendia apurar a notícia, não queria ouvir, ele só precisava de declarações do "outro lado" para dar a impressão de imparcialidade.

No dia seguinte chega a matéria falando de "propaganda velada" e acusando as agências de "usar publicidade disfarçada de informação" e de "aliciamento de tuiteiros em troca de bonés e camisetas". Tire as suas conclusões:

. A campanha tem site - bem explícito - apresentando a ação e informando os nomes e dando o perfil dos curadores. Os curadores inclusive assinaram documentos para autorizar que suas imagens fossem veiculadas ali.

. A estratégia não obrigava os curadores a esconder sua participação na campanha e vários deles anunciaram isso por seus canais. A ação não teria conseguido reunir esse grupo de curadores se houvesse a condição de agir em segredo.

. Os curadores não compartilham links para o produto do patrocinador disfarçado de informação. Os links são para informação mesmo e vão tagueados com o nome da campanha.

Os curadores são profissionais da Web, atuantes, conhecidos, que receberam uma proposta e assinaram contratos por concordar com os termos e aceitar a remuneração oferecida. Não houve aliciamento e nem pagamento com "bonés e camisetas" e sim uma relação trabalhista, como a que o Maurício tem com o empregador dele.

Comparando o que é a campanha e o que o Maurício a faz parecer, parece que ele é culpado do mesmo crime que acusa a agência de ter cometido. Ao invés de trabalhar para o leitor e ajudá-lo a entender um determinado assunto, ele opta por gerar polêmica a qualquer custo para aumentar as visitações e valorizar os espaços publitários do portal que ele representa.

Se o Maurício está tão empenhado em refletir sobre o tema da transparência nos meios de comunicação, ele poderia também questionar o material publicado no iG sobre a Brasil Telecom, principalmente as notícias que vão em manchete na capa do portal. Não vai precisar nem gastar telefone para isso.

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O guia sobre o Twitter é um sucesso e a "culpa" é do Talk Labs

Você viu? A Talk criou e lançou um guia sobre o Twitter. Eu escrevi, o Pedro Albuquerque criou a capa, outras pessoas participaram. Foram 40 dias de trabalho. Juntamos todo esse conhecimento, organizamos, testamos e, ao invés de ficar só para a gente, ou para os nossos clientes, ou até vender, foi tudo para a rede, integralmente, junto com um repositório de conteúdo em português sobre o Twitter.

O resultado disso: mídia espontânea nos principais veículos, milhares de recomendações espontâneas e isentas apontando para o blog da Talk e - o principal indicativo de sucesso - 7 mil downloads em menos de 24 horas. Imagine que um livro como esse, se fosse sair impresso no Brasil, teria provavelmente 3 mil cópias que se esgotariam, com sorte, em um ano. O livro da Talk alcançou o dobro disso em menos de um dia. Interessante, não?

Mas esse livro não é um produto solto, ele está no contexto de uma iniciativa da Talk chamada TalkLabs. É ao mesmo tempo o playground, o lugar de experimentação, e também aquilo que promove a empresa para clientes potenciais e para a sociedade pelo compartilhamento de conhecimento.

O TalkLabs não é uma iniciativa rasteira. Veja o investimento para a criar e lançar o guia do Twitter: três semanas e mais uns quebrados do meu trabalho, mais o trabalho do nosso designer & artista Pedro Albuquerque, mais o trabalho de revisão e correção, mais o pagamento do cachê do Tas para produzir o prefácio. Mais infra, equipamento. É um investimento.

Esse tipo de ação é tão incomum no meio empresarial que o site Ciência Hoje de Portugal, ao anunciar o lançamento do guia, se referiu à Talk como uma editora. Desde quando empresa faz livro?

Nem o Orkut, maior sucesso da história da internet no Brasil, porta de entrada para a internet e "casa virtual" de 26 milhões de brasileiros motivou outras agências a produzirem um guia com as mesmas características. E quantas pessoas conhecem colegas de área que já "ganharam" três semanas de trabalho remunerado para produzir um livro?

O TalkLabs serve para isso: para promover a empresa de maneira diferenciada, oferecendo conhecimento e experiências relevantes e úteis para usuários da internet. O livro é um exemplo, mas existem outros.

Foi pelo Talk Labs que chegamos ao TalkShow, uma solução para produzir podcasts e entrevistas online usando o Twitter como plataforma de interação ao vivo com a audiência. E tem ainda o Adote um Parágrafo, uma ação para realizar traduções colaborativas de textos importantes sobre internet, e o MobileCamp, uma encontro presencial para as pessoas envolvidas com projetos mobile se conhecerem e trocarem idéias.

Enfim, esse é o TalkLabs e eu gostaria de ver mais empresas seguindo essa trilha.

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Tudo o que você precisa saber sobre Twitter, em português e grátis

capa do livro: Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

“Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” será lançado na rede esta semana pela Talk Interactive e ficará disponível gratuitamente na Web - faça o download aqui.

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” será lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro (http://www.twitter.com/lets_talk). O conteúdo ficará disponível na internet com uma licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas. “O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”, afirma.

A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço. “É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:
- O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson
- O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando "sozinho", eventualmente alguém responde. @saintbr
- Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte
- O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
- Criação: Talk Interactive
- Páginas: 110
- Licença: Creative Commons
- Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

Sobre a Talk

A Talk (www.talkinteractive.com.br) é uma agência especializada na formulação de estratégias de marketing digital, mídias sociais e tecnologias 2.0 para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.

O texto acima é o release oficial. Agora, algumas considerações

Eu queria tanto escrever um guia sobre o Twitter - tanto, tanto, tanto - que estimei que conseguiria fazer isso em uma semana: 5 dias úteis! Agora que ele finalmente está pronto, penso na corrida de montanha-russa que foram os últimos 40 dias e me pergunto como eu cheguei a esse prazo tão otimista / sem noção.

Um livro em 5 dias

Em parte, estimei que conseguiria produzi-lo em uma semana pelo desejo de fazer o que eu gosto: pesquisar e escrever sobre um assunto que vem sendo a minha vida há 12 anos, e também pela noção de que uma semana é o que dá para garantir na rotina acelerada das agências de publicidade.

Também fiz essa estimativa partindo da premissa de que o livro demandaria relativamente pouco esforço criativo já que toda a informação sobre o Twitter está disponível na Rede. O esforço se resumiria a encontrar, escolher e organizar o conteúdo.

É claro que seria possível fazer um guia do Twitter em uma semana, até em um dia, mas ele não teria 110 páginas, nem cobriria a mesma extensão de temas, teria uma diagramação mais básica, uma capa simples e, consequentemente, menos utilidade e chamaria menos a atenção de eventuais interessados.

De volta da montanha-russa

Foi uma pauleira - sábado, domingo, madrugada, fim de semana, férias -, mas consegui fazer o livro que eu queria. Se eu tivesse mais tempo, acredito que o resultado não seria muito diferente disso, principalmente porque o Twitter continua evoluindo e se reformulando. Um livro maior ou mais reflexivo correria o risco de ficar desatualizado (mais) rápido e não compensaria o esforço.

O conteúdo está há duas semanas sendo revisado e corrigido e durante esse tempo me preocupei em inserir informações relevantes que foram aparecendo. A última modificação foi feita hoje para incluir uma menção ao ataque que paralisou o Twitter por algumas horas ontem - e espero que não aconteça nada até segunda =)

Tudo o que você precisa no mesmo documento

É um livro prático onde todo usuário deverá encontrar alguma novidade para aperfeiçoar a maneira como usa a ferramenta. Você pode gastar horas procurando e filtrando informações sobre o Twitter na Rede ou pode baixar o livro e encontrar quase tudo de relevante publicado sobre o serviço, voltado para pessoas e também para organizações.

Concordo com o Steven Johnson quando ele escreve que daqui a dois anos é possível que tenhamos trocado o Twitter por alguma outra novidade, mas mais importante que o Twitter - e daí a motivação para produzir este guia - são as novidades que ele traz para o usuário comum da Web e a maneira como o serviço acompanha a tendência de usarmos o celular como computador portátil.

Nesse contexto, o objetivo do livro é trazer mais gente para o Twitter, apostando que mais pessoas experimentando e registrando suas descobertas ajudará a amadurecer o mercado da internet aqui e em lugares culturalmente próximos como o restante da América Latina e os países lusófonos.

Talk, thanks ;-)

Finalmente, é importante ressaltar que esse livro não existiria hoje do tamanho e com a qualidade que está sem o apoio integral da Talk a este projeto. Em uma indústria muito frequentemente movida por resultados financeiros, não deixa de me surpreender a demonstração de interesse em fazer um guia "pra valer", com função exclusivamente educativa. É o que faz a diferença.

Depois devo escrever mais sobre isso, mas este manual foi mais uma experiência em relação à produção de livros digitais. Ele foi ainda mais artesanal que o Para Entender a Internet, no sentido que, além de escrever, eu fiz a pesquisa de imagens, a diagramação do texto e das imagens, além de coordenar a correção e também a negociação para contratar o mestre Marcelo Tas para produzir o prefácio.

Uma das consequências curiosas desse processo intenso é que eu praticamente parei de tuitar depois que concluí a fase de pesquisa. Fiz isso para evitar ver coisas interessantes e me dispersar das metas e também para não me confrontar com as dezenas de notícias relacionadas ao Twitter que são tuitadas diariamente.

Agora e acabou e espero voltar à correria normal de trocas de links, conversas e debates.

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Facebook pode ameaçar o Orkut no Brasil, mas precisa se manter relevante no mundo

Mark Zuckerberg veio ao Brasil por reconhecer que se trata de um mercado importante, pela quantidade de usuários de internet no país e também pela quantidade de pessoas que já usam redes sociais - em função da adoção massiva do Orkut.

Perguntado sobre como pretende disputar espaço com o Orkut, ele explicou que o Google parou de investir no Orkut há dois anos e que, por isso, o Facebook poderá atrair usuários por oferecer um serviço melhor. Faz sentido: enquanto o Google tem muitas iniciativas para administrar, o Facebook só pensa em rede social e tanto está acertando que tem 250 milhões de pessoas registradas no mundo.

A seguir, compartilho algumas considerações sobre o FB argumentando que, sim, ele é hoje o principal concorrente do Orkut no país, mas que terá que se manter na crista da onda da Web nos próximos anos para ser um serviço importante no Brasil.

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Encontrei um pérola que mostra como o amor move as grandes realizações da internet

Clay Shirky diz no Here Comes Everybody que o grande valor da internet é expandir a capacidade das pessoas de fazerem coisas por amor. Pode parecer esquisito falar de amor no contexto da internet, dos computadores, de um mundo em que uma parte significativa da colaboração acontece entre pessoas que não se conhecem e, por isso, vou explicar rapidamente o que ele diz - ou assista ele mesmo falando disso.

Nós fazemos coisas por dinheiro e fazemos coisas por amor. Uma festa de aniversário é um ato de amor: convidar dez, vinte amigos da turma do seu filho ou filha para se encontrarem em um lugar para celebrar brincando e comendo doces. A construção de uma usina hidroelétrica não acontece da mesma forma, com alguns telefonemas ou o envio de emails nas horas vagas, é um empreendimento que envolve muito knowhow e esforço coordenado. E para acontecer, é necessário haver planejamento e gestão.

Para o Shirky, a internet oferece uma infraestrutura de comunicação que transfere a coordenação para o código, para o software e para a rede, o que permite que os eventuais participantes não precisem se preocupar com a gestão - ou precisem, mas dedicando muito menos energia a isso. Veja, por exemplo, a discrepância entre o esforço e o tempo gasto pela Microsoft até oferecer seus produtos ao mercado em comparação com o das organizações que cuidam do Linux ou da Wikipedia. Encontrei uma pérola que ilustra com perfeição essa reflexão. Continue lendo.

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Você não precisa gastar tempo para ler o livro Free - aqui um resumão de quem também não leu

Nessa última Campus Party, ouvi o Luli Radfahrer usando o termo "livro de 240 por 5" ou alguma coisa perto disso. Ele se referia às publicações como o Cauda Longa que têm algumas centenas de páginas para explicar algo que caberia em 5.

Lembrei disso hoje por conta do livro Free do Chris Anderson, autor do best seller Cauda Longa. Depois de ler a resenha do Wall Street Journal sobre a obra, me ocorreram duas coisas:

1) apesar de estar disponível grátis, vai vender pra caramba porque é um produto feito com requinte para atender às demandas de leitura leve e ligeira dos frequentadores habituais dos saguões de aeroportos e também a expectativa de atualização dos currículos dos cursos de MBA; e

2) o mote do livro seguramente foi explorado pelo autor com inteligência e riqueza de exemplos por todos os ângulos imaginaveis, mas cabe em três parágrafos. Se você tem tempo sobrando, pode ler no monitor as 288 páginas, é grátis, se não, invista dez minutinhos para terminar de ler este post.

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Agora sem as mãos: como um projeto que eu abandonei continua vivo, mais do que nunca

Criei o Viva São Paulo em 2003, na véspera da celebração dos 450 anos da cidade. A idéia era aproveitar a data redonda e o clima propício às recordações para fazer um projeto de história oral online onde a cidade conversasse consigo através das histórias de seus moradores. Graças à participação da rádio Eldorado, que transmitia uma história tirada do site por dia, a ação criou massa crítica e começou a andar sozinha. Passados seis anos, já não tenho mais nenhum envolvimento com o projeto mas a comunidade recusa-se a fechar o site. (Continue lendo.)

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Faz sentido tuitar por SMS no Brasil? - exemplo de uma reportagem que substitui entrevista por conversa

O que voce vai ver a seguir exemplifica como dá para montar um texto substituindo a entrevista pela conversa.

O Twitter surgiu nos EUA para facilitar que grupos de conhecidos conversassem entre si - posto de outra forma, eles estava explorando o promissor filão resultante do cruzamento entre sites de redes sociais e plataformas móveis. Nesse contexto, ao invés de mandar o mesmo SMS para todo mundo, você mandava um SMS e a mensagem ficava publicada na Web para todos lerem. Faz todo o sentido e, no entanto, eu nunca tinha ouvido falar de pessoas que usassem SMS para atualizar o Twitter aqui no Brasil. Resolvi perguntar: voce acha que teria alguma vantagem mandar e receber updates pro Twitter via SMS? #duvida. (Continue lendo.)

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Wave: se essa é a proposta do Google para dominar o mundo, me diz onde eu assino

O email é a plataforma de comunicação online mais usada hoje, mas é uma ferramenta que existe há mais de 40 anos. O que aconteceria se pegássemos tudo o que foi desenvolvido nessas últimas décadas em termos de técnologia de comunicação em rede para criar uma versão atual do email? Vamos pegar blogs, fóruns, chat, wiki e o que mais existir por aí para montar alguma coisa que ocupe o lugar do email.

O problema do email é que ele copia informação. Quando voce manda um email para alguém, essa pessoa receberá no computador dela uma cópia do arquivo de texto que você escreveu. Nenhum problema nisso até você adicionar outros participantes na conversa e cada pessoa começar a ter versões diferentes de um monte de mensagens (des)organizadas umas sobre as outras, com comentários feitos em cores diferentes entre frases e parágrafos, muitas variedades de formatação e tudo mais que quem usa email conhece bem. O email é inspirado na carta, que serve para a comunicação entre duas pessoas. Como torná-lo mais eficiente para conversas em rede? Esse é o desafio da equipe que desenvolve o Wave. (Continue lendo - é mais rápido - ou assista a apresentação de 1h20 em inglês a seguir.)

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A internet me deu a sensação de encontrar um caminho

Quando me convidam para participar de aulas em faculdades, é comum eu contar como eu entrei para a internet. E sempre conto a história incluindo elementos meio sobrenaturais ou, pelo menos, irracionais, para explicar o que me motivou a, aos 26 anos, me aventurar para dentro de uma nova indústria sem ter nenhum treinamento específico na área.

A internet apareceu para mim não apenas como uma maneira de ganhar dinheiro. Essa história envolve uma sensação de ter descoberto um propósito, de estar me encontrando ao dar vazão à curiosidade pela comunicação em rede. E estou contando isso agora porque acabo de encontrar um relato do cara - Jack Dorsey - que teve a idéia do Twitter.

O relato dele também inclui uma espécie de vidência, uma visão sobre algo muitos anos antes daquilo se materializar. Colei um trecho a seguir e o conteúdo integral está aqui:

That’s because Twitter didn’t really start in 2006. It started in Jack’s head back when he was fifteen years old. He was iust a geeky kid living in St. Louis in the 1990s who had an unnatural obsession with the dispatch industry. Particularly the armies of couriers who physically took something, put it in their messenger bags, and dropped the packages off somewhere else. He thought about it the way other fifteen-year-olds think about half-naked girls or Star Wars—with sheer awe that never seemed to end. And when he thought of dispatchers, he would picture a huge map of New York city with blinking lights of couriers all acting like a flock of birds navigating the city individually, but also as one. A symphony of bikers fanning out in different corners of the city, crossing paths seamlessly, each on their own route, then coming back to the same place at the close of business. All controlled by one conductor; one master plan. “I wanted to write software to do it,” Jack says, “I just had to.”

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