Rádio colaborativa: quatro experiências em emissoras públicas

Desde que aparecemos com a proposta de fazer uma emissora de rádio com a participação da audiência, a equipe da Cultura AM tenta imaginar como isso funcionaria. Pesquisando sobre modelos para apresentar a eles, encontrei um artigo tão bacana que decidi investir algumas horas para traduzi-lo e distribuir para as pessoas envolvidas no Radar Cultura.

O artigo apresenta o caso do Open Source, um programa inicialmente transmitido pela NPR feito junto com a audiência com o intermédio de um blog. Quais os desafios de se lidar cotidianamente com uma audiência que quer participar, doar seu tempo e inteligência para melhorar um programa, mas não tem treinamento para isso? Como reage a equipe, que já tem uma rotina carregada de trabalho e resiste a dedicar seu tempo interagindo com usuários? E ainda, como estabelecer um modelo de negócio para viabilizar esse produto novo e quais os desdobramentos possíveis para esse conceito? É curioso ainda notar como a tecnologia pode, neste caso, apontar para um caminho de renovação das emissoras públicas, que estão na vanguarda desses experimentos.

Esses pontos aparecem no excelente artigo do Mark Glaser, um especialista em novas mídias responsável pelo MediaShift Idea Lab, um guia para a revolução digital mantido pelo Public Broadcasting Service - PBS dos Estados Unidos.

Aqui está o link para o artigo original. A tradução a seguir foi autorizada pela PBS.




Primeiro relato sobre o Radar Cultura

Emoção. Fizemos hoje o primeiro ensaio valendo da nova rádio Cultura. Só a equipe participou. A emissora ficou com conteúdo gravado e ensaiamos a dinâmica de funcionamento do Radar - âncora fazendo a programação ao vivo a partir do material postado e votado no site.




Fim do silêncio

Algumas pessoas sabem por alto, mas a maioria ainda não está sabendo. Como queríamos fazer uma surpresa, seguramos a informação até agora.

A novidade é que fomos - eu e o André Avorio do Blaz - convidados para ajudar a transformar a Rádio Cultura AM em um veículo de comunicação 100% colaborativo. Isso quer dizer que o usuário será co-produtor que todo o conteúdo transmitido, tanto a seleção musical como escolha das pautas de programas e matérias jornalísticas.

O site só vai entrar no ar na segunda, 17, dia do lançamento, mas o release já saiu para a imprensa e estou repassando abaixo.

Estamos muito contentes pela oportunidade e vamos agradecer de coração o feedback para aperfeiçoar o projeto (assim que ele estiver no ar).




Convergência de mídias é tema de palestra na ECA-USP

De Beth Saad: Para discutir o que significa realmente convergência, relatar casos de sucesso como as recentes transformações implantadas pelo Daily Telegraph, na Grã Bretanha ou o The New York Times nos Estados Unidos, discutir sobre o novo tipo de relacionamento com o público e usuários, o Grupo de Pesquisa em Mídias Digitais da ECA-USP convidou a professora Charo Sábada, especialista no tema.

Sábada é professora da Universidade de Navarra, na Espanha, integrante do Laboratório de Mídias da Faculdade de Comunicação – MMLab e vem se dedicando como pesquisadora e consultora ao tema convergência nas empresas informativas.

Leia a íntegra da mensagem aqui.




Yochai Benkler na sessão final do Ciclo Temático sobre a Riqueza das Redes

O Benkler, autor do The Wealth of Networks, um dos estudos mais lúcidos e profundos sobre as transformações produzidas pela popularização da internet, participará por video-conferência da última sessão do ciclo de debates sobre seu livro promovida pelo IEA na USP.

O evento acontecerá amanhã, quinta-feira, a partir das 14:30, e recomendo enfaticamente a participação de quem esteja estudando o assunto e possa tirar a tarde livre.




Que semaninha, hein...

Uma nota rápida para dizer que esta semana foi uma das mais corridas da minha vida e que por isso não deu para publicar nada por aqui. Mas certamente muitas coisas que acontecerem renderão posts no futuro próximo. Saudações!




Quer um site de sucesso, tenha uma boa idéia

Qual é a coisa mais cara na produção de um site de sucesso? Programadores? Designers? Serviços jurídicos? Registro de domínios? Equipe para atualização e manutenção? Na minha modesta opinião, isso tudo não vale uma boa idéia, ao mesmo tempo original e realista, que circunscreva uma brecha ainda inexplorada e que desperte o interesse de usuários. Conheça a seguir três exemplos: Truemors, The Huffington Post e Brijit.




Um dos motivos porque eu quero um celular novo

Estou querendo comprar um telefone celular novo, que tenha uma câmera fotográfica legalzinha (2 MP mínimo) e também faça vídeos de qualidade razoável. Faz tempo que venho vislumbrando a possibilidade de usar esse equipamento para produzir mini-vídeos caseiros registrando declarações espontâneas, opiniões e acontecimentos que vou presenciando no dia-a-dia. Nada necessariamente fantástico ou espetacular, apenas coisas que eu considere relevantes.

Hoje encontrei este vídeo, que vai bem ao encontro do que eu imaginava como resultado desse experimento. Não me refiro ao conteúdo especificamente, ao posicionamento político da pessoa retratada, mas ao tamanho e ao formato do material. E fico imaginando o YouTube como também repositório desses arquivos de centenas de milhares de pontos de vista, narrativas de experiências e histórias contadas, recolhidas caoticamente em todos os lugares e disponíveis para quem quiser re-usar.

Acho que é questão de hábito. Seria muito bacana um curso de laboratório de produção desse tipo de material. Cada semana os participantes levam uma coisa nova pra mostrar.

Que tal?




Paul Graham e a vingança dos nerds

Capa do livroEstou sobretudo me divertindo com o Hackers & Painters, livro de 2004 do alfa-geek Paul Graham, publicado pela O'Reilly. Aqui vão duas das minhas passagens favoritas. (Encontrei o livro inteiro - ou boa parte dele, não chequei - disponível no Google Books.)




Por que algumas vezes a coisa flui e outras, trava?

Tenho sido convidado para falar, principalmente para estudantes universitários, particularmente para áreas da comunicação, sobre colaboração online. Acho que fiz minha melhor apresentação neste último sábado, no Seminário Tecnologias contectadas nas mídias sociais, promovido pela Faculdade Cásper Líbero.

Tem ocasiões em que a conversa dá certo. Isso acontece em parte por causa de treinamento, também por estado de espírito - se estou cansado, nervoso, ou tranquilo e concentrado. Mas tenho tido a impressão de que existe um elemento meio místico que também contribui. Veja se você concorda e observa isso na sua vida.




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