Estou passando o chapéu para fazer uma coisa muito bacana

Entre 2010 e 11 eu fiz uma pesquisa antropológica sobre o YouTube - saiba mais. Mesmo estando disponível para download, pouca gente pode aproveitar porque está escrita em inglês acadêmico.

Estou me propondo a transformar as partes mais interessantes e relevantes dessa pesquisa em uma série de vídeos a serem publicados no YouTube. Será uma tradução radical: do inglês para o português, do academiquês para a língua do dia a dia e do texto para o vídeo.

Para conseguir fazer isso, inscrevi esse projeto em um site de captação de recursos chamado Catarse. É fácil, seguro e você pode ajudar doando qualquer valor a partir de R$ 10. Outro resultado disso será uma oficina presencial de dois dias sobre esse assunto, aqui em São Paulo, para quarenta pessoas que doarem a partir de R$ 200.

Além de doar, vai ser muito útil ter a sua ajuda para divulgar estas informações para o seu círculo de amigos. E eu já agradeço pelo esforço!

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Os segredos do YouTube: série de vídeos e oficina

Entre 2010 e 11 eu mergulhei como antropólogo no dia a dia das pessoas comuns que se comunicam via vídeos publicados no YouTube e isso rendeu uma pesquisa de mestrado.

Na pesquisa antropológica a gente tenta se transforma naquilo que está estudando e não apenas observa de longe. A meta é entender as lógicas internas da cultura do outro.

Olhando o mundo a partir do YouTube, fiquei surpreso com a falta de entendimento que as pessoas de fora têm sobre esse ambiente de comunicação.

Conceitos como o que é "amador" e "profissional" ou "privado" e "público" deixam de fazer sentido no YouTube. Por exemplo: uma pessoa pode ser famosa no YouTube e continuar anônima. Os vídeos que ela faz atraem centenas de milhares de visualizações, mas a gente diz que são "amadores".

O grande segredo de quem adotou o YouTube como plataforma para falar com o mundo é que existe, sim, uma técnica para a produção de vídeos de sucesso. Mas ela está tão fora do nosso campo de visão sobre o que um vídeo deva ser que só aprende quem se envolve com isso.

Já ouvi muita gente se queixar do mundo acadêmico, de como a contribuição científica, especificamente nas ciências humanas, dificilmente chega para a sociedade. Eu também fico puto com isso. Depois de por tanta energia pesquisando, o trabalho recebe uma nota e pronto.

- Parabéns, você está aprovado...

Não quero que seja dessa forma. A pesquisa já está feita. Com um pouco mais de trabalho ela sairá dessa casca de palavras difíceis para ficar muito mais acessível. E você pode ajudar isso a acontecer.

A minha meta é trabalhar um mês transformando os principais insights da minha pesquisa sobre o YouTube em vídeos a serem publicados no próprio YouTube. E pelo site Catarse, esse esforço pode ser compartilhado entre muitas pessoas.

O vídeo lá em cima explica tudo isso direito. O ponto é que com muitas pessoas oferecendo um pouquinho este projeto vai levantar vôo. E quem quiser ter esse conhecimento ao vivo e a cores em uma oficina presencial, é só doar a partir de R$ 200. Mas nesse caso as vagas são limitadas.

Vamos?

Informação complementar:

O programa de mestrado que eu fiz de chama Antropologia Digital - link.

Você pode baixar a minha pesquisa em PDF nesta página.

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A Enciclopédia da Nuvem de Luli Radfahrer

O Luli é um dos poucos que vai além do óbvio na hora de falar de internet e comunicação digital.

Ele é também um cara na academia que não se contenta em conversar com seus pares; ele sempre buscou se comunicar com o grande público.

Temos aí uma boa mistura: ele tem conteúdo e busca incrementar o conhecimento da sociedade sobre um assunto importante como é a comunicação depois da rede.

Esse livro novo dele é, em certo sentido, um filho autêntico da rede. O mundo online adora listas e esta é uma listona. (Lançamento em SP: segunda, 9 de maio.)

Sua grande contribuição é organizar o assunto. Você quer saber como a computação em núvem pode te ajudar nos mais diversos âmbitos. Lá você encontra vários caminhos a seguir.

Não precisa ser futurologista para saber que este livro será um grande sucesso. Merecido. A importância da internet na vida do brasileiro ainda está subrepresentada nas prateleiras das livrarias.

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Wikipédia: um mundo dentro do mundo e as tensões para que ele exista

A Wikipédia é um mundo à parte, dada a complexidade da operação e o fato de esse projeto acontecer prioritariamente pela participação de voluntários. Só quem chega perto percebe isso de verdade.

Quantas pessoas refletem, ao acessar um artigo dessa enciclopédia, sobre a teia de negociações e de esforços que está por trás de sua existência? E quantos se dão ao trabalho de imaginar quem são os protagonistas desse projeto? Como a gente imagina que eles sejam e como eles são de verdade?

Pedi para entrevistar a Jurema por ela não se encaixar na imagem desse internauta típico e estereotipado a quem creditamos muito do que acontece nos bastidores da internet. Mas o assunto principal da nossa conversa foi a polarização dos wikipedistas entre aqueles que defendem filtros rigorosos para a entrada de conteúdo e os opositores a essa visão que denunciam uma postura anti-democrática e até racista na lógica usada para aprovar ou apagar contribuições.

A entrevista aconteceu ao longo de um mês e consumiu mais de cinquenta emails trocados. Você pode escolher ir direto à íntegra da entrevista ou ler a síntese dos assuntos principais indicados pelos links neste texto.

Aproveito a ocasião para mencionar o nome de Pietro Roveri, um wikipedista engajado e com atuação intensa como participante da comunidade e estudioso do tema Wikipédia, que faleceu enquanto esta entrevista estava sendo produzida.

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Um outro sentido para relacionar "nuvem" com "Internet"

A metáfora da nuvem como o lugar onde se guarda informação fora da própria máquina não é óbvia.

Por que uma nuvem? Porque ela está sempre lá em cima, é "ubiqua"? Ou porque ela está carregada? É algo etéreo de onde se desprende coisas materais - assim como é simbolicamente etéreo esse lugar onde armazenamos as nossas coisas?

É essa não obviedade junto com a sugestividade que talvez tenha disseminado a noção de "nuvem" com esse sentido. Talvez usar esse termo entre não-iniciados provoque um sentimento de superioridade em quem consegue conectar os sentidos.

Mas estou falando de nuvem e internet porque me peguei agora fazendo uma relação nova entre internet e essa palavra. Faz duas horas que estou fazendo "coisas" na frente do computador. Estou encarando a tela, interpretando informação e interagindo, oferecendo algo de volta.

São duas horas em que aparentemente estou fora do meu corpo. Existo apenas como uma ideia tendo como o horizonte um monitor e, por controle remoto, aciono dedos para agirem sobre o teclado.

O que eu fiz? "Coisas". Coisas úteis, de certa forma, mas mais ou menos indefinidas. Um pouco de faxina, um pouco de leitura e armazenamento de coisas para "ver depois", enfim, nem saberia direito de bate pronto dizer o que foram essas coisas.

E a sensação foi essa: de estar diante de uma nuvem (metafórica) de insetos, que não terminam, que ficam circulando, que eu não sei bem o que são e que vou (passivamente?) catando com hashis e engarrafando. E lá se foram mais duas horas.

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If a Tree Falls: fiquei com um documentário entelado na garganta

Ontem à noite assisti um documentário que mexeu comigo por vários motivos. Veja o trailer abaixo e, se quiser, leia esse registro que eu precisei fazer - como um desabafo, mesmo - mas que saiu na forma de impressões soltas.

A constatação de como o Estado aprendeu a lidar com protestos não-violentos. Em vez de tiros e cassetetes, spray de pimenta espalhado pelo corpo – não só no rosto – de quem protesta.

Noventa e cinco por cento da floresta nativa dos Estados Unidos já foi cortada. O grupo defende a preservação do que sobrou.

As indústrias atuam na política, ganham direitos à exploração. A polícia chega para fazer valer a vontade do Estado. A defesa da produtividade a qualquer custo.

O pano de fundo do 11 de setembro. Os veículos de comunicação apelidam de “eco-terrorismo” ataques sem vítimas. Uma oportunidade de perceber: o heroísmo para uns é o terrorismo para outros.

O testemunho do agente da polícia. Sua felicidade ao “quebrar” o grupo de ativistas fazendo uns se virarem contra os outros. Orgulho sereno de ser cão de guarda.

A beleza discreta de quem escolheu preservar a própria consciência contra o terrorismo de Estado. O veneno na alma de quem escolheu colaborar com o inimigo. Calçar as sandálias de Judas.

Resultado: amanhã tudo voltará ao normal. Mas do olho do furacão veio a notícia: o documentário foi indicado ao Oscar.

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Library.nu não pode ser comparada a outros sites de compartilhamento ilegal

É sempre interessante notar as coisas que ecoam pela internet. No caso do fim do Library.nu, estou com a impressão que a análise que melhor capturou o entendimento e o sentimento dos usuários desse site foi a do antropólogo americano Chris Kelty, da Universidade da California, Berkeley - leia aqui, em inglês.. Para quem não sabe, o Library.nu disponibilizava gratuitamente entre 400 mil e um milhão de livros.

Kelty chama a atenção para o fato de que a saída do ar do Library.nu atenta contra o desejo de se adquirir conhecimento. A maior parte do conteúdo compartilhado é do tipo que estudantes e cidadãos em geral de países desenvolvidos têm acesso nas bibliotecas públicas. A Library.nu era o que vinha balanceando essa relação ao permitir ao resto do mundo ter contato com obras científicas de todas as áreas. (Note a quantidade de mensagens sobre o fim do site publicadas via Twitter e que não estão em inglês.)

Legalmente havia violação de direito autoral, mas o assunto fica confuso na medida em que a gente para de pensar no livro como um produto voltado ao entretenimento para vê-lo como algo fundamental para o desenvolvimento dos potenciais da sociedade. (Buscando uma comparação na medicina: pense na Aspirina e nas vacinas, uma vendida e a outra dada gratuitamente e obrigatória.) Kelty argumenta que o Library.nu não pode ser classificado junto com outros sites semelhantes por esse motivo.

Imagino que uma pessoa qualquer convidada a avaliar a situação teria mais facilidade para chamar de "furto" a apropriação não remunerada de softwares, filmes ou músicas do que de um livro de filosofia ou química. Talvez a gente tenha consciência de que o livro é um produto diferente e que a sociedade já dispõe de uma solução para fazer o livro chegar a quem não pode adquiri-lo: a biblioteca. É por isso, Kelty lembra, que o site se chamava "library".

Fico pensando em como essa situação pode ser comparada aos casos em que o Brasil licenciou compulsoriamente patentes de medicamentos para o tratamento da AIDS. Podemos argumentar, sim, que ninguém vai morrer por falta de acesso a livros. Também podemos argumentar que a disponibilidade no Brasil não comprometeria o comércio dos mesmos medicamentos em outros países. De certa forma, é verdade que não se morre (diretamente) de desnutrição de conhecimento. E a existência do Library.nu estimulava o acesso gratuito não apenas a quem não tinha alternativas, mas a qualquer pessoa. Por que comprar o livro físico se o exemplar digitalizado está online e grátis?

Ainda assim, a resposta a esse dilema não é obvia. Primeiro, uma grande parte das obras disponibilizadas no Library.nu ainda tem direito autoral vigente mas está fora de catálogo; ou seja, nem querendo se pode comprar o exemplar. Segundo, há indícios de que a disponibilização do arquivo do livro tende a estimular a venda do volume impresso. E ainda deve-se considerar que boa parte do conteúdo disponibilizado lá não é comprado pelo consumidor comum, mas principalmente por instituições, especialmente por bibliotecas e centros de pesquisa. E essas instituições continuarão comprando pelo mesmo motivo que elas não usam software ilegal.

Tentei resumir os argumentos do Kelty, mas acabei escrevendo bastante também. Mas não rivaliza com o dele porque é uma alternativa para quem preferir ler em português.

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Library.nu foi o Napster dos livros? (Catch me if you can: o ciclo de vida da informação na rede) #RIP

Desde que fiquei sabendo do fechamento do site alemão library.nu, a imagem que tenho cabeça é a de um cogumelo que, ao secar, libera seus esporos na atmosfera e isso faz brotar centenas de fungos semelhantes. O fim não é o ponto final, mas o momento de renovação.

Para quem não ouviu falar ou não conheceu, o Library.nu cumpriu, mais do que outros similares até o momento, uma função para os livros como a que o Napster teve para a música. Imagine uma espécie de Amazon.com com 400 mil arquivos de livros em formato digital disponíveis gratuitamente para quem quisesse baixar e ler. Era isso.

Não ouvi jornais comentando sobre o fim desse projeto. Em parte, possivelmente, porque a comunidade de usuários agia com discrição para não precipitar o encerramento do projeto. Mas imagino que as dezessete empresas do ramo editorial responsáveis pelo fim do Library.nu também tenham sido instruídas para evitar dar publicidade ao caso.

Se os veículos não ficaram sabendo ou escolheram não promover a pauta, a rede está falando do mesmo jeito. Encoste o ouvido no Twitter por esses dias e você acompanhará o lamento passando como uma procissão ou um velório, de boca em boca, nas mais diversas línguas. A sensação repetida é que o fim do Library.nu corresponde, em prejuízo para a humanidade, a um segundo incêndio da Biblioteca de Alexandria. Isso porque muitos dos títulos disponíveis ou não existem comercialmente em formato digital ou, por questões contratuais, não podem ser vendidos para determinadas regiões do planeta.

Com a notícia do passamento do Library.nu, se espalha também o conceito a partir do qual o site funcionava e que é simples. Tratava-se de um ponto de encontro onde se publicava o link para arquivos armazenados em sites especializados como o Ifiled.it. A mistura dessas duas plataformas é poderosa porque junta a possibilidade de arquivamento para fins pessoais com o compartilhamento não do arquivo em si, mas do link para o download. Assim fica ainda mais difícil juridicamente combater a disseminação.

O problema (em termos*) para a indústria editorial é que a multiplicação desses arquivos leva à formação de acervos privados que circulam dentro de bolsões controlados como grupos de estudo ou alunos de um determinado curso. A disseminação dos arquivos, por sua vez, facilita a reconstituição dos espaços abertos para a circulação de livros como era a Library.nu.

* E, finalmente, digo que esse é um problema em termos para a indústria do livro porque: 1) uma boa parte dos arquivos trocados circulam entre pessoas que não podem ter acesso ao livro de outra forma; 2) a circulação do livro também funciona como maneira de promover a venda entre as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a obra e decidem adquirir o volume impresso.

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Você quer pagar pelo livro, até aceita as restrições de uso, mas a Amazon não vende. Por que?

Esta é a história de um cara que queria muito ler um livro.

Queria tanto que visitou um site chamado Amazon.com e encontrou o livro em formato Kindle, o que permitiria a ele ter o arquivo imediatamente.

Tudo bem que o livro viria em formato fechado, com várias restrições de uso, para emprestá-lo, por exemplo. Não importa, ele queria ler.

Daí o nosso leitor procurou um botão de compra que não estava na página. Devia ser por ele ter se mudado de país recentemente. Mas isso é fácil resolver: ele alterou seu endereço e inseriu os dados do novo cartão de crédito para cobrança.

Feliz por ter resolvido o problema, nosso heroi fez uma nova busca pelo nome do autor e estranhou encontrar uma outra lista, menor e menos interessante, de obras. Foi, então, ao histórico de navegação no site, achou o livro novamente e acessou sua página. Foi quando se deu a grande revelação na forma de uma frase:

- "This title is not available for customers from your location in: Latin Am. & Caribbean".

E tinha mais: - "Due to copyright restrictions, certain Kindle Titles are not available everywhere. If the country or region displayed is incorrect, you may change it at http://www.amazon.com/manageyourkindle."

E ele entendeu tudo e também não entendeu nada. Por que, oh Senhor Deus, impor essa limitação? O que pode justificar a existência desse obstáculo injusto e aparentemente irracional?

Seria para forçar a compra de exemplares impressos? Ou será uma restrição imposta pela editora ou pelo autor? Mas por que, se o livro não está disponível nesta região do mundo, só o exemplar impresso encomendado?

Alguém tem outra hipótese para iluminar a situação?

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14 maneiras como a Internet está afetando a produção e o consumo de livros

Este não é um post com previsões sobre o futuro do livro. A maioria dos itens listados a seguir já são realidade. Reuni-os aqui porque contempla-los em conjunto permite à gente perceber as várias interligações das partes, ou seja, a já delineação de uma dinâmica produtiva para substituir ou pelo menos completar a que existe hoje.

Longe de estar provocando a morte do livro - nem a TV conseguiu a façanha -, a existência da plataforma digital com suas peculiaridades está criando novas oportunidades inclusive para se fazer dinheiro. E a vantagem será maior se a norma se confirmar e as editoras ficarem presas ao modelo anterior e não tirarem proveito da posição que têm hoje para ocupar novos espaços.

Seu comentário é bem-vindo para contestar ou adicionar outras perspectivas a este panorama.

  1. Redução do tamanho – para “caber” no ritmo de uso dos dispositivos móveis; é um livro condensado, com capítulos do tamanho de uma ou duas páginas, para ser lido em trânsito.
  2. Modular – vários autores contribuem com pedaços pequenos para a constituição de coletâneas. Exemplo: Para Entender a Internet - baixe o PDF. Professores montam seu livro didático como oferece o CK12.org com os "flexbooks".
  3. Reciclagem - Existe muito material disponível, mas disperto pela Rede. Ele precisa ser identificado, selecionado e ordenado para virar livro. Uma seleção de posts de diversos blogs é um livro esperando para acontecer.
  4. Grátis e vendido – documento integral fica disponível em formato digital, indicando ao leitor o link para compra de exemplar impresso, caso haja interesse. Aqui um exemplo.
  5. Leitor faz a divulgação – como o livro é grátis, o leitor se encarregará de recomendar a leitura dentro de seus círculos de relacionamento. A promoção espontânea reduz ou substitui o custo de promoção.
  6. Impressão sob demanda – O livro em papel será impresso sob demanda em sites que oferecem a possibilidade de compra sob demanda como, no Brasil, faz o www.clubedeautores.com.br.
  7. Produção facilitada – versões do programa IBooks que facilita a edição e formatação de livros, devem se popularizar oferecendo condições de uso ainda menos restritivas do que as do produto da Apple.
  8. Divulgação – da mesma maneira como o músico faz discos mas ganha dinheiro com shows, o autor fará livros para divulgar seu trabalho e expandir suas oportunidades de trabalho.
  9. “One-man publisher” – Com tanto conteúdo disponível, o curador que garimpa produtos bons para determinados públicos pode existir independente da estrutura produtiva da editora. Ele terá um selo de qualidade para referendar produtos.
  10. Publicidade – um livro grátis e com potencial para se tornar popular abre a possibilidade para a venda de espaço promocional (de forma mais comedida, não como em revistas). O anunciante se torna o “mecenas” que dá as condições para o trabalho ser feito.
  11. Assinatura – outro recurso para a remuneração do autor é pela venda de assinaturas para exemplares impressos como faz a revista Orsai.
  12. Participação – o "monólogo" do autor nas páginas do livro pode ser incrementado com a possibilidade de interação de leitores entre si e destes com os autores.
  13. Atualização dinâmica - O livro não precisa esperar uma tiragem se esgotar para ser revisado; o(s) autor(es) pode(m) manter o conteúdo revisado e atualizado no mesmo ritmo dos softwares.
  14. Conteúdo multimídia - Livros oferecem a possibilidade de explorar temas usando recursos multimídia como vídeos e animações.
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