Quais assuntos pretendo abordar no blog

Quero atacar assuntos que repercutem na minha vida e na das pessoas que trabalham e atuam neste campo. A vantagem é que o conteúdo para essa discussão vem da experiência, da vivência de cada um, e não depende de se ficar o dia inteiro garimpando novidades. No ônibus, em casa assistindo televisão, numa mesa de bar - em qualquer desses lugares podemos refletir sobre assuntos que digam respeito a nossa condição, e compartilhar isso com outras pessoas.




Um blog profissional continua sendo um blog?

Acho que eu até gostaria de ficar o dia todo navegando pela rede em busca das novidades. De repente isso até aumentaria a visitação deste blog. Mas, como eu estava conversando com o Alexandre Matias, será que um blog profissional continua sendo um blog?




Para uma nova maneira de entrevistar

Por conta do livro, tenho dado algumas entrevistas. Os repórteres geralmente, por conta da pressa das redações, leram superficialmente algumas partes estratégicas do Conectado - a quarta-capa, a orelha, talvez até o prefácio e a introdução. Isso acaba produzindo perguntas mais ou menos previsíveis e repetitivas, que levam a respostas improvisadas e mais superficiais do que eu gostaria.

Ou invés disso, me ocorreu propor um encaminhamento diferente.




Trabalhar para quem e trabalhar para que?

Tenho observado dois tipos de impacto da internet na produtividade. Para alguns, a Web significa expansão da capacidade de registro e comunicação. Para outra porção, ela dispersa. Se você tiver paciência, quero saber a sua experiência. A Web está te tornando mais produtivo (até demais) ou você está com dificuldades para cumprir as suas obrigações?




A piada que faltou no debate de lançamento

Quem foi ao debate de lançamento do Conectado, se lembra das duas vezes que me deu branco. Eu tinha desencanado de ler o texto de abertura e me perdi. Primeiro fez-se um silêncio meio constrangedor, quebrado por comentários engraçados. Normal. Logo eu me encontrava e prosseguia. Mas meu querido amigo Gustavo Rocha deixou de fazer A Gozação Da Noite, que certamente teria arrancado aplausos e urras da platéia (pelo menos dos geeks), talvez não necessariamente por concordar, mas pela analogia sutil entre o que aconteceu comigo e aquilo que perturba a turma do Linux. Ele me contou depois que pensou em dizer, nos momentos que travei, o seguinte:

- Poizé, o Juliano está rodando Windows. Apareceu a tela azul!

Apesar de ter perdido o timing, ainda assim acho que vale a pena registrar.




Quem é o profissional da Web?

Esta semana combinei de visitar a Colméia para bater um papo com Kazi e Passamani, dois caras que definitivamente sacam de web e mídia online. Devemos gravar um papo em áudio e o Kazi me pediu um mote. Propus que a conversa seja sobre o profissional da internet. Kazi é formado em editoração. Passa é jornalista. Nenhum dos dois fez curso superior para desempenhar suas funções hoje. Nem eu.

Designer e programador são profissionais que podem aplicar seus conhecimentos para o desenvolvimento de sites. Mas quem é o profissional que atua exclusivamente na Web? Existe uma profissão nova sendo moldada? Quais são as áreas de conhecimento que poderiam ser combinadas para formar um profissional para atuar na internet? O Kazi falou de editoração, eu lembrei da biblioteconomia. Quem quiser dar pitacos aqui, vamos aquecendo a troca de idéias até a gravação que deve acontecer nasta quarta (12).




De cara nova

Se você já esteve aqui antes, deve ter notado que mudamos a decoração. ;-) Minha "presença virtual" agora conta com identidade desenvolvida a partir de um estudo de marca que ainda está em processo. O presente chegou semana passada, junto com o lançamento. Agradeço publicamente à equipe do Blaz, particularmente à Paula Pereira, designer, e ao André Avorio. Ele fizeram: identidade visual do NZ, aplicação da marca em website, layout e codificação do website.




Algumas imagens e comentários sobre o lançamento de Conectado em SP

Ainda não aprendi direito a publicar imagens neste blog turbinado. Mas nem será necessário. Segue alguns links de amigos que estiveram no lançamento e no pós-lançamento, e registraram em imagem e texto.

O Renato Targa colocou tudo na mesma página, em sequência, identificando a maioria das pessoas. Aqui, dois comentários que ele mandou com o link: "Faltou só lembrar que, além de apagarem as luzes, desligaram o ar condicionado. E na quarta-feira estava uma noite quente! =)... Subi umas fotinhos no Flickr, em Creative Commons, use e abuse."

O Marcelo Antunes do Repositório também flickrou algumas imagens e aproveitou esse material para contar sua história do evento. Uma observação dele e certamente de outras pessoas sobre o debate: "A conversa descambou demais para problemas de capitalismo x qualquer outra coisa (eu não entendo como esse pessoal acha que viveria sem que alguém fabricasse papel higiênico - limpariam a bunda com urtiga?), mas no geral foi proveitosa. Faltou, obviamente, tempo."

E o velho mano Acquarone também mandou o link de fotos do álbum no Picasa. Mas não sei se dá para acessar sem convite.

A Lilian Starobinas, ex-orientanda do mestre José Carlos Sebe, participou do debate e registrou impressões no Discurso Citado. Comentário dela em relação ao debate: "Achei divertido que alguém lembrou de 'rádio amador'. Na verdade, o rádio-amadorismo foi uma das primeiras redes de comunicação multi-polar e interativa, muito antes da internet."

A Madalena Barranco, participante do Viva Sp e do Leia Livro também deixou suas impressões em blog.




Quarta-feira, 5 de setembro, o que eu vi e vivi

São 11:11 da manhã. Agora faz aproximadamente 12 horas que eu estava descendo a rampa em direção ao estacionamento. O evento terminava mais de uma hora depois da livraria ter fechado. Minha voz está começando a voltar, mas meu corpo está pesado, finalmente relaxando depois dessa overdose de emoções, ansiedade e esforço.

Engraçado que parece ter acontecido rápido demais. Foi meio como um passeio de montanha-russa com rostos novos aparecendo a cada segundo, conversas fragmentadas, muitas memórias e estímulos pipocando. A sensação contrária de como tinham sido os meses anteriores, muito trabalho, muitas ruminações e espera. O dia 5 de setembro, marcado desde antes do livro entrar na gráfica, parecia sempre longe, impalpável, fora do alcance.

Bottom-up providencial

Fora a família e alguns amigos que confirmaram presença, não dava para saber quantas pessoas apareceriam. Saiu um pouco nos jornais, notinhas. Mas às vésperas da Bienal do Rio, não deu tempo para fazer muita promoção. E afinal quem é esse autor? De onde ele apareceu? E sobre o que é mesmo esse livro? A própria Livraria Cultura o colocou na seção de informática. A Fnac nem se interessou por comprar - agora já tem. De onde vieram tantas pessoas, auditório cheio? Justamente da tal da Cauda Longa, da comunicação em rede, do assunto do livro.

Contei apenas quatro pessoas das que resistiram à demora na fila para o autógrafo que eu não conhecia pessoalmente. E elas vieram recomendadas por amigos em comum. Ter estado no BarCamp e no BlogCamp foi crucial. Os blogueiros espalharam a informação pela rede, acompanhando a divulgação boca-a-boca e por emails e o aparecimento da informação em sites estratégicos como UpDateOrDie e BlueBus. Meio sem querer, presenciamos uma experiência de coordenação descentralizada, bottom-up, na divulgação.

Aos que foram e aos que ficaram

Muita gente acabou desistindo da fila do autógrafo por causa da demora. O gargalo é incômodo. Vontade de atender cada pessoa, conversar, trocar idéias, tendo um cronograma meio apertado de 2:30h incluindo o tempo para o debate. Depois das 22h, a livraria fechando, as luzes sendo gradativamente apagadas, os funcionários inquietos para encerrar o expediente, a fila dos rostos conhecidos constantemente se renovando.

Eu, que estava confortavelmente sentado recebendo o carinho das pessoas, também paguei uma cota de incômodo. Me sentindo responsável pelo atraso e querendo atender os amigos, segurei a vontade de urinar como nunca na vida. A ponto de sentir os rins latejando depois de ir ao banheiro. Meus salvadores, Lúcia Freitas e Pedro Markun, articularam uma ação guerrilheira bem aos moldes da Web para que eu escapasse sem ser notado.

Falar, escutar

Mas este é um blog e eu não pretendo escrever tudo. Passo a palavra a quem tiver ido (ou não) e quiser deixar pelo comentário um registro de memória, alguma observação, falar do que tiver e não tiver gostado, ou apenas deixar seu oi. Também espero os links para quem subiu fotos no Flickr ou em outros sites.

Agradeço ao Luli e ao Matias por se darem com tanta vontade no debate. A conversa emergiu, apesar da arquitetura top-down da sala de conferências. À Zahar, de quem sou assumidamente fã. À Livraria Cultura e aos funcionários, pelo profissionalismo e paciência. À Tati, minha cúmplice de sonhos e realizações. E às pessoas que apareceram. Me desculpem pela correria. Foi sensacional.

Debate by Edu Acquarone




Rouco, sem dormir, e com tique no olho (mas respirando)

Hoje é o Dia. À noite, das 19h às 22h, vai acontecer o lançamento do Conectado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Para variar, não dormi. Faz parte. E fiquei rouco depois de quase gripar na segunda-feira. Mas de resto, tudo OK. Espero chegar na livraria umas 18h. Matias e Luli ficaram de estar lá mais cedo. O debate começa às 19:30h. Antes das 21h encerramos a parte séria e vamos jogar conversa fora até a livraria fechar. Quem puder e estiver por perto, apareça!




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