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As motivações diferentes de quem copia e compartilha livros ilegalmente na Internet

Há diferenças marcantes na maneira como a tecnologia digital está afetando a indúsitra do livro em relação a como o mesmo aconteceu para músicas e filmes.

- Dá trabalho: está cada vez mais fácil digitalizar um livro em casa, mas mesmo assim o esforço é muito maior do que o de copiar um CD ou um filme. Isso quer dizer que o produto que será compartilhado pela internet será diferente.

O livro a ser copiado não é o mais popular, não é o bestseller, mas o mais necessário.

Um estudante anglo-americano se dá ao trabalho de digitalizar um livro porque vai precisar muito dele e não pode ou não quer gastar os tubos para comprá-lo.

Estamos falando de manuais de referência caros e livros relacionados nas listas bibliográficas dos cursos universitários.

As opções dele são: A. Investir para tê-los em casa; B. Depender do exemplar disponível na biblioteca; C. Gastar uma tarde para escanear, página a página, o conteúdo para o formato digital e poder: 1. ter o material à disposição, 2. sem peso físico para transporte, 3. e com a possibilidade de fazer busca direta de conteúdo.

Depois de digitalizado, a cópia passa a ter as mesmas propriedades de qualquer outro arquivo digital: pode ser copiado com mínimo esforço e sem prejuízo de qualidade em quantidade ilimitada.

O próximo passo desse arquivo, portanto, pode ser ele ser distribuído nas redes de colegas de curso. De lá, dependendo de sua importância, ele chega a sites de compartilhamento abertos e o conteúdo passa a ser facilmente encontrável.

Quanto maior for a importância desse título para estudantes, mais ele será distribuído e copiado.

- "Motivo nobre": A justificativa principal de quem baixa ilegalmente um livro é mais nobre do que a das pessoas que baixam música e filme. O livro, no caso, não será usado para diversão, mas será um auxiliar precioso para a melhora da performance acadêmica do estudante.

Ele ou ela baixam o livro porque querem estudar, porque têm interesse, porque querem ser melhores profissionais, porque são pressionados para disputar lugar no mercado de trabalho, porque querem ter as citações corretas e completas em suas pesquisas.

É difícil argumentar para o estudante que mora onde não existem bibliotecas públicas de qualidade e que tem pouco poder de compra que ele não pode ter acesso a livros que os ajudariam a prosperar.

Ele ou ela podem inclusive responder para você que, ao baixar livros grátis, está se investindo no crescimento do mercado consumidor porque, melhor formadas, essas pessoas terão mais poder de compra.

A indústria do livro é mais identificada com idealismo e amor à arte do que gravadoras e grandes estúdios de cinema, vistos como empresas comuns interessadas apenas em fazer dinheiro. Mas o cálculo que o usuário faz é: como eu já não ia comprar, ninguém terá prejuízo se eu baixar a obra.

Esse raciocínio pode não ser verdade para editoras universitárias e editoras de menor porte que publicam obras contando com a demanda de compra do público universitário. Livros acadêmicos e pesquisas com menor apelo comercial poderão deixar de ser disponibilizadas ao público dessa forma.

Boca a boca - Parece que existe um receio, por parte do usuário, pela fragilidade dos espaços online para o compartilhamento ilegal de livros. Parece que os usuários preferem tirar proveito desses serviços e falar sobre isso apenas dentro de seus círculos de relacionamento, para reduzir o risco do espaço em questão ganhar notoriedade, seus organizadores começarem a ser investigados e a fonte secar.

Mas o fato é que as ferramentas de digitalização de livros estão disponíveis para usuários comuns e que o volume de obras disponíveis pela internet tende a crescer, favorecido pela disponibilidade de serviços anônimos de compartilhamento de arquivos, muitos deles usados e aprovados por representantes de outra indústria, a da pornografia, acostumada a existir nos cantos escuros da internet.

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Marcelo Camelo fala sobre internet e cultura; eu fui a 1999 e voltei para a Virada Cultural

Esse último sábado, eu estava no centro de São Paulo, eu e a Tati, já era madrugada, milhares de pessoas, tribos misturadas, carecas e cabeludos, um festa popular, assistindo o show do Marcelo Camelo na Virada Cultural. Fiquei admirando o improvável, aquele cara meio desengonçado, finão, acompanhado de uma banda sofisticada, que passava na mesma canção da melodia de caixinha de música para solos abstratos, um trompetista muito do abusado, a voz dele Camelo às vezes encharcando tudo, uns timbres raros, desafinado, gritado, folk, sendo assistido por uma molecada, garotada de faculdade, que literalmente entrava em extase durante algumas canções. Um cara atrás de mim gritava, como se estivesse possuído: "CARALEO!", dava saltos e repetia "CARALEO!", várias vezes, falando sozinho. (Continue lendo.)

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será que a tv a cabo será a próxima vítima da internet?

é bacana estar testemunhando o desenvolvimento da internet. as coisas estão sendo inventadas, ninguém sabe direito o que funciona. esses dias eu via um documentário sobre o desenvolvimento da aviação na passagem do século 19 para o 20 e era assim. voar com um instrumento mais pesado que o ar não existia inclusive conceitualmente e isso atraía pessoas interessadas em construir a ponte entre a imaginação e a realidade.

estou falando disso agora por ter acabado de tomar conhecimento de um serviço novo chamado hulu, um dos destaques da Web em 2008 junto com Facebook e Twitter segundo a PC Magazine. mas, afinal, para que serve o hulu?

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Ronaldo Lemos fala de xerox ilegal, registro de livros em CC e sobre a guinada de Lawrence Lessig

Mês passado, Ronaldo Lemos, advogado e presentante do Creative Commons no Brasil, distribuiu por email o vídeo de uma apresentação que ele fez a convite do Google nos Estados Unidos.
Não assisti até o fim - overload informativo, correrias -, mas me chamou a atenção o momento em que ele disse que as leis aqui não permitiam o "fair use" de conteúdo registrado, ou seja, aqui, a pessoa que compra um CD e ripa as músicas para escutar no tocador de MP3 é um criminoso. Isso tem consequências, por exemplo, para blogueiros e para as pessoas que usam a internet como veículo de comunicação em geral, na medida em que elas ficam expostas a serem acionadas judicialmente por violação de direitos autorais.

Encontrei rapidamente com o Ronaldo na semana do Campus Party e aproveitei para pedir que ele falasse um pouco sobre a ausência do "fair use" (parte 1 da entrevista) no Brasil e as maneiras para resolver esta situação. Não foi uma entrevista jornalística no sentido ruim do termo, eu não pretendia criar conteúdo, mas me esclarecer sobre o assunto partindo de experiências e vivências como a de lançar um livro. E por conta disso surgiram outras dúvidas e a conversa se desenvolveu, sempre tratando da questão do direito autoral.

Eu quis saber como ele se posicionava em relação às empresas fotocopiadoras (parte 2 da entrevista) que funcionam dentro das faculdades e universidades públicas. É um debate antigo e que está relacionado à maneira como a constituição regula o direito autoral. E o bacana das respostas do Ronaldo é que elas não soam fundamentalistas, "xiitas" em favor da abertura irrestrita do uso de conteúdo registrado. Ele está pensando no bem comum, e não em alimentar disputas com as indústrias que vivem do direito autoral - como gravadoras, estúdios de cinema e editoras.

Do xerox, a conversa evoluiu para as vantagens de se lançar livros pela internet com uma licença Creative Commons - parte 3 da entrevista. Desde o lançamento do Conectado, algumas pessoas me cobram em relação a isso, e eu respondo que estou de acordo - inclusive porque isso beneficiaria a distribuição do livro - contanto que a editora esteja de acordo. E mais uma vez, o Ronaldo traz uma perspectiva razoável e pragmática sobre as situações em que isso valeria a pena.

Finalmente, aproveitei para perguntar a ele sobre a decisão do Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, de mudar o foco de seu trabalho da questão do direito autoral e passar a estudar a corrupção - parte 4 da entrevista. E esse tema fechou bem nossa conversa porque mostrou que o Lessig se refere a uma definição jurídica de corrupção, que é diferente do sentido que usamos no dia a dia. Isso mostra que essa mudança aparente na verdade representa uma abertura do escopo da pesquisa para entender o motivo dos governos não estarem abraçando como deveriam - na medida em que isso beneficia a sociedade - alternativas mais flexíveis de licenciamento autoral, condizentes com o mundo interconectado.

PS. Apesar de ter sido relativamente simples editar os vídeos, ainda assim investi boas quatro horas fazendo isso. Tentei tirar as minhas participações fazendo perguntas, inclusive para reduzir o tamanho do arquivo final. Espero que o resultado tenha ficado compreensível mesmo para quem não entende do assunto.




Meu capítulo favorito do Conectado está disponível em PDF

Um dos meus capítulos favoritos do Conectado é o "Impactos da rede na mídia". Ele foi escrito pensando no profissional da comunicação que aprendeu a trabalhar usando o broadcasting e que agora está tendo que se reinventar com a internet.

É justamente esse capítulo que agora está disponível em PDF para ser distribuído livremente.

Ele tem 3 mega e pode ser carregado neste link:
http://www.4shared.com/file/38020138/b26e2957/Conectado_cap16.html

Quem não tiver lido poderá ter uma idéia do que é o Conectado e quem já tiver o livro, pode repassar a informação para amigos e conhecidos interessados no assunto, especialmente jornalistas e outros profissionais da comunicação.

O arquivo inclui o prefácio do Caio Túlio, a introdução, o índice, o glossário, notas de roda-pé e referências bibliográficas.

Quem não conseguir baixar e quiser receber o arquivo por email, é só me escrever clicando aqui.




Campus Party: trocar arquivos é como trocar figurinhas

Engraçado: às vezes a gente só percebe que tem um assunto interessante para contar quando conversa distraidamente com outra pessoa.

No caminho para cá hoje, jogando conversa fora com o Dória, contei a ele do meu jantar ontem com dois campuseros no refeitório do prédio. Eles estavam empolgadíssimos com a banda de acesso à internet - 5 giga. Acho que um deles falou que tinha conseguido mais de um mega por segundo de velocidade de download. (Não sei exatamente quanto, mas era uma cifra estupida para o que estamos acostumados.)

Contei para eles do primeiro capítulo do livro The Big Switch, em que o autor compara o desenvolvimento da eletricidade ao do acesso à internet, especulando que logo a oferta de acesso será parecida com a distribuição de eletricidade. Internet saindo da tomada, quanto você quiser e puder consumir... Isso me deixou pensando nesse horizonte menos óbvio em relação a como deveremos em poucos anos viver trocando milhares de terabites por segundo.

Que tanta informação será essa? O que faremos com ela?

Mas voltando à conversa de ontem com os campuseros, eles relataram ter visto a farra do download. (Eu já tinha ouvido falar que a possibilidade de baixar coisas da internet era um dos principais atrativos, junto com a oportunidade de jogar, de eventos como o CP.) Viram um pessoal com dezenas de DVDs virgens, gravando quilos de todo tipo de informação.

Contei isso pro Dória e ele fez uma comparação interessante. Eu me perguntava sobre a função desse conteúdo todo. O que fazer com tanto filme, tanta música, tantos livros e capítulos de seriados, tantos programas? E ele respondeu: eles trocam, esses arquivos são como as figurinhas que a gente colecionava e trocava as repetidas para completar o album.

A diferença é que este é um álbum interminável.




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