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arte | Não Zero

arte

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O que é criatividade para mim - o case do Minimix, o DJ marionete

Eu estava caminhando esses dias pelas ruas do Soho e dei de cara com a apresentação desse artista.

Fiquei tão fascinado pelo conceito e pela execução, que investi algumas horas para tentar melhorar o registro em vídeo que eu fiz na hora, sem tripé, gente passando, etc. O resultado não ficou mal.

Só quis poder compartilhar com quem se interessar essa experiencia explícita de encontro com a criatividade.

Todas as partes do que você vai ver já existiam - a ideia da marionete, do DJ, etc -, mas o produto final, a reunião dessas partes e a construção da linguagem corporal do boneco - isso é único. E é isso que produz a fascinação.

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A prima da capoeira

Esse post e' em homenagem ao meu irmao Boricua.

Me lembro de uma conversa com a entao diretora do escritorio da StarMedia em Porto Rico e de escutar ela dizer que na Ilha nao tinham negros, so brancos e mesticos.

Depende de onde voce vai.

Porto Rico e' uma colonia por vontade propria. Foi tomada da Espanha pelos Estados Unidos - historiadores, me corrijam - mas acabou acostumando-se e hoje tem um estatus de governo hibrido, a politica interna eh administrada pelos caciques locais e a externa por Washington.

Dinheiro, telecomunicacoes, exportacao, etc, sao controlados pelos EUA. A ilha serve para testes de armas que sao proibidos em territorio americano. Em troca, os porto-riquenhos tem o direito aa cidadania e aos beneficios - seguro social, etc.

Eh curioso porque esse estado de coisas, na pratica, faz com que muitos boriquas escolham deixar a ilha para crescer na vida. Os que ficam, nao tem motivo para crescer porque o salario desemprego eh muito melhor que o emprego de segunda disponivel aos pobres.

Isso eh so o contexto para eu falar de uma manifestacao cultural tao viva e genuina e que nasce do meio desse estado ambiguo. Para mim, parece ser o unico primo ou irmao conhecido da capoeira, se chama Bomba.

Digo primo ou irmao da capoeira porque a bomba nao e' o que parece. A capoeira eh uma luta disfarsada de danca e a bomba, um telegrafo disfarsado de danca. Os cantos da bomba circulavam pelos terreiros da ilha levando mensagens que so quem era de dentro sabia interpretar.

Eh possivel cruzar Porto Rico de ponta a ponta em menos de tres horas, mas em cada area da ilha existe um traco cultural peculiar e que se nota pelo estilo da bomba.

Loisa era um manguesal que virou quilombo - o escravo que fugisse para la, escapava de ser perseguido pelos cachorros. Eh a Bahia ou Havana. E eh onde a bomba eh mais malandra e travessa.

Eh engracado como a bomba consegue existir e ser tao relevante para quem a conhece e completamente desconhecida do resto do mundo.

Gracas ao Youtube, isso tudo que eu falei pode deixar de ser blablabla. Vou por so dois videos, um de Loysa, recente, e outro que me comoveu a ponto de querer escrever este post: a uniao de duas coisas muito particulares da minha vida, a bomba e o programa Vila Sesamo. A sensibilidade dos criadores fica mais uma vez manifesta na sofisticacao do quadro, que inclui musica, danca e apresentacao.

O ponto a ser notado eh a conversa do bailarino ou da bailarina com a percussao. Isso, alias, me fez lembrar tambem da maneira surpreendente que comeca o livro Information, escrito pelo renomado James Gleick e lancado recentemente nos Estados Unidos. O primeiro capitulo eh sobre a tradicao - hoje aparentemente extinta - de comunicacao a distancia por tambores, uma especie de telegrafo auditivo com funcionamento muito mais sofisticado do que a gente imagina.

Agora, a bomba de Loysa:

E a bomba no Sesame Street:

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Fuerza Bruta é legal, mas Noé Noé é imperdível

Fui à última apresentação do espetáculo Fuerza Bruta, no Parque Villa Lobos, em São Paulo.

Mistura de rave e performance, visualmente surpreendente, mas comportado, não mudou a minha vida. Senti falta de provocação, de ficar mobilizado sem saber direito o motivo.

Com todo o respeito a quem gostou, achei o Furza Bruta um espetáculo circense-pirotécnico para adolescentes. (Quem mais se diverte, tenho certeza, são os artistas. Recebem para brincar, dar piruetas pelas paredes, escorregar em piscinas transparentes, atravessar superfícies como super heróis. Mas nem dança propriamente tem na performance.)

Contraste com o Noé Noé, que fui ver no final de semana passado, me deixou babando e com o desejo de rever outras vezes.

Noé Noé me lembrou um pouco o Asdrúbal Trouxe o Trombone, pela mistura de influências e técnicas como pela proposta de construção "orgânica" do espetáculo, com coreógrafos, roteiristas e artistas participando da criação.

Artistas circenses, atores, bailarinos e até uma cantora lírica e uma bailarina de dança indiana tradicional compartilham o palco.

O roteiro consegue a proeza de ser denso, sugestivo e alegre. Não é aquela viagem hermética, nem apela para soluções fáceis.

Noé Noé é um espetáculo onírico, é como sonhar de olhos abertos, e está melhor agora, que já passou a estréia, o nervosismo, e a convivência deixou os artistas mais a vontade entre eles e com o público.

Não perca. Inclusive porque, em função do tamanho da montagem, é improvável que o espetáculo vá para outras cidades. E a temporada termina no fim do mês.




Reactable, a música voltou para o corpo

Reactable. Música táctil. Peças dispostas sobre uma superfície circular - cada uma tem símbolos que uma câmera disposta sobre a mesa identifica e localiza na mesa. Um computador processa essa informação, transformando-a em imagem e em som. A imagem é projetada, dando forma visual à música.

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