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Netflix para livros: a maior biblioteca do mundo no seu tablet

Fiquei me perguntando hoje porque a indústria do livro não abraçou um modelo de distribuição semelhante ao da Netflix. Curiosamente, a Mashable informou no mês passado que a Amazon está trabalhando nesse projeto. O assinante paga um valor definido por mês e tem acesso a todo o acervo do catálogo. Pode ler o que quiser, quando quiser, sem pagar mais por isso. Este post apresenta algumas vantagens desta solução.

No caso da TV, a gente paga para assistir 100% do conteúdo de canais a cabo, mas, na prática, fica subordinado ao que é transmitido em determinados horários. Uma alternativa é se dar ao trabalho de encontrar cópias de boa qualidade do conteúdo que se quer ver e baixar esse material. Há um preço nisso: o trabalho de procurar, a frustração por descobrir que o arquivo é ruim e se expor a infestar a máquina com cookies e virus.

A Netflix considerou que a internet traz oportunidades de economia. Eles podem concorrer com locadoras sem precisar se preocupar com os custos relacionados à produçao, transporte e armazenamento da mídia física. Isso significa que, por R$ 15, o assinante nao precisa sair de casa e pode assistir quantos filmes ou séries quiser sem sair de casa.

Não se trata apenas da empresa economizar dinheiro usando a rede, mas de outro cálculo que o consumidor faz. Quantas vezes voce já se arrependeu de ter pago para assistir um filme no cinema ou ter comprado um livro ou um disco?

Há dois tipos de conteúdo: o que se quer provar e o que se quer ter. Já li relatos de casos indicando o efeito benéfico da distribuição livre para a comercialização de certos produtos. É que quem prova e gosta quer ter. Quem gosta muito de um filme que baixou quer ter a melhor versão e também prestigiar os responsáveis por disponibilizar o conteúdo.

Fico me perguntando como isso pode fazer sentido para livros. Eu pagaria R$ 15 por mês para baixar e ler os livros que quisesse. Qualquer um! É uma mudança de perspectiva. Vou poder experimentar livremente e sem ter a obrigaçao de ficar com alguma coisa.

Sim, porque ficar não é sempre a melhor solução. Ficar com alguma coisa implica em mante-la em um lugar (de preferencia, acessível): uma estante, uma pasta em disco rígido, etc. Quantos livros da sua estante você não devolveria para o livreiro para ter mais espaço se soubesse que poderia acessar essa cópia a qualquer momento?

A possibilidade de acessar qualquer produto, no caso do livro, aponta para uma outra vantagem: ela dá sentido ao livro impresso. O impresso é aquilo que a gente gosta tanto que quer ter fisicamente, quer pegar, fazer anotações, etc. O resto nao precisa ser impresso.

Esse ambiente novo traz consigo um catálogo muito maior do que o disponível hoje pelas editoras. A gente sabe da quantidade de livros que não é reimpresso porque nao tem demanda e que novos leitores nao tem acesso porque o prazo do direito autoral ainda nao expirou. Se eu pago por qualquer arquivo, se a editora recebe um valor proporcional ao número de livros baixados, faz sentido que a editora queira disponibilizar a versão digital dos livros que estão fora de catálogo. Isso torna o ambiente de leitura mais interessante em função da diversidade de conteúdo.

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E se tratarmos livros como softwares e eles evoluirem com o tempo?

Editoras precisam lançar livros novos para gerar receita. Uma vantagem do livro recém lançado é que pouca gente leu, então, se a capa for caprichada e a resenha aparecer nos veículos certos, a venda acontece. Daí o consumidor chega em casa e percebe que o título não é aquilo que esperava, mas daí é tarde. Nem todos conseguem voltar para trocar.

E os ótimos livros que saem de catálogo porque a demanda baixa não justifica a reimpressão? Se eles não estão vendendo tanto, por que não disponibilizá-los bem baratinho online? Isso não está dando certo com a música/vídeo via iTune/Netflix e similares? O problema é que disponibilizar o conteúdo fora de catálogo pode saciar o desejo do leitor e reduzir os gastos com as novidades.

Parece que há um grande silêncio no mercado editorial em relação a esse assunto. As editoras querem continuar vendendo papel impresso apesar das inúmeras vantagens e facilidades do formato digital, para si e para o consumidor, e o consumidor vai descobrindo o crescente mercado de livros compartilhados ilegalmente online.

E fico me perguntando se não podemos pensar no livro da mesma forma como pensamos o software. A gente não compra o pacote inteiro do Windows quando uma nova versão sai, a gente atualiza o programa, e quando isso não é de graça, custa apenas uma fração do preço integral.

Livros também são sequências de código. A editora pode começar a pensar nele como tal. O custo de impressão e distribuição hoje não existem. Por que não concentrar recursos na curadoria para oferecer um produto sensacional?

Por que esse produto não pode ser vendido bem baratinho ou de graça, como os apps para IPhone ou IPad, e terem modelos alternativos de rentabilização? Sim, o preço é um dólar, mas sim, você não paga nada para copiar ou distribuir, e se é barado, é mais fácil comprar do que procurar no "black".

Pense em uma editora que lança livros em formato de apps. Os livros continuam sendo aperfeiçoados porque cada vez que ele melhora, mais pessoas querem comprar e também se fideliza quem já comprou. O sucesso do livro conduz ao desenvolvimento e isso traz novas vendas.

O livro não precisa ser do tamanho que tem hoje. Pode ser adaptado à falta de tempo. Pode ser mais compacto e distribuído em mais capítulos.

Se for ficção, seções da história podem ser modificadas ou acrescentadas. O bacana passa a ser acompanhar esse processo produtivo. Se for não-ficção, a conteúdo pode ser expandido, aprofundado, aperfeiçoado a partir do que o leitor demonstrar ter interesse.

O livro não precisa acabar. Antes ele acabava porque custava muito dinheiro imprimir e distribuir. Era melhor ou mais garantido fazer outro.

Pense em um autor que voce gosta muito. No meu caso, é o Rubem Braga. É claro que eu compraria o livro do R.B. para ter o prazer de ver o livro vivo, em movimento; me surpreender com descobertas de como ele desdobrou uma cronica ou uma parte da cronica que tenha sido particularmente popular. Eu pagaria, sim, para estar mais perto do autor que eu admiro.

O autor é um programador também, mas o código dele é a cultura e ele programa a maneira como a gente percebe e entende o mundo. Como isso se apresenta não obedece a fórmulas. A fórmula traduz o momento em que ela foi adotada.

Hoje, a versão atualizada de um livro é algo que acontece raramente. O livro precisa ser um sucesso para ganhar uma "versão atualizada e expandida". Agora, em vez de gastar com o papel e tinta e distribuiçao e promoçao, por que nao pagar o autor? Afinal é ele a parte essencial do produto.

Antigamente, também, a comunicação do público com o autor e do público com o público acontecia dentro do espaço escasso das seções de cartas dos leitores nos jornais. Hoje é só abrir um fórum de discussão e, se o livro for incrível, o espaço vai se encher com gente falando a respeito dele. Monitores podem ajudar a processar a conversa para retirar dessa participaçao o filé que poderá retro-alimentar o autor para ele, sabendo como está sendo lido, desenvolver a obra.

Escrevo isso e eu mesmo me censuro pensando: "É absurdo, livro não funciona assim, tem que acabar na última página." Quem disse? As coisas se reinventam. Existe o modelo atual e o que ainda não foi inventado e que a grande promessa que ninguém ainda tenha ousado fazer.

Um dos maiores motivadores na hora de se comprar um livro é conhecer o autor. Ter gostado de um livro anterior reduz a perspectiva de se desapontar. Então, por que não reinventar o livro fazendo com que ele possa ser reescrito e republicado tantas vezes quanto ele seja capaz de encantar os leitores.

E isso nao vale apenas para o livro cujo autor é vivo. Fico imaginando a delícia de poder me interagir com outros adoradores do R.B. e da possibilidade de reler os textos dele dessa maneira. A editora pode ter um "curador" que se encarregue de fazer os updates no "código". Não estou sugerindo que ele reescreva os originais, mas a criaçao de conteúdos novos junto com o original.

É isso: eu curtiria a ideia de pagar R$ 1,00 por um livro e ter experiencias como essa.

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Transaforme a sua câmera digital em um scanner de livros

Neste último sábado, meu amigo e colega Cosimo Lupo e eu mostramos pela primeira vez em público o projeto de um scanner de livros chamado Homer. Homer é uma solução fácil de instalar no computador e fácil de usar para transformar uma câmera digital comum em um scanner de livros.

O resultado da aplicação dessa solução produz uma versão digital do livro que ao mesmo tempo mantém sua formatação original mas acrescenta sobre a imagem do texto o mesmo texto em formato digital. Isso significa que o leitor não apenas terá uma cópia digitalizada do livro, mas que poderá copiar porções do texto e fazer buscas em seu conteúdo. Veja o protótipo funcionando neste clipe.

Assista a seguir o vídeo de dez minutos e em inglês em que apresentamos o scanner, gravado durante o evento Whatever is to become of books?, parte do calendário de atividades do London Design Festival de 2011. Ou confira a documentação do projeto, inclusive a instrução para construir o protótipo e o passo a passo para instalação e uso dos programas. Ou assista o depoimento de Aquiles Alencar-Brayner, curador do acervo digital da British Library, sobre o scanner.

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A antropologia tem hoje um grande divulgador?

Publiquei em maio um post entitulado Sobre o fato de os executivos da ONU não "sacarem" a antropologia. Esse texto gerou um comentário bacana do Rafael Barba. Demorei para responder para dar a atenção merecida, mas, tendo respondido, achei que vale a pena transformar esse conteúdo em um novo post.

O assunto debatido é a (falta de) divulgação de pesquisas antropológicas fora do ambiente acadêmico.

Comentário do Barba:

"Antropologia e’ tipo uma psicologia para grupos - antropologos, nao me apedrejem! -, mostra como somos iguais na diferenca e diferentes na semelhanca - nao vou poder elaborar mais sobre isso agora, mas e’ verdade."

Acho que essa de mostrar esse tipo de coisa é uma das consequências do fazer antropológico, não seu pressuposto como ciência. O primeiro motivo que você enumerou ilustra melhor. Acho que o melhor define o que é antropologia é a expressão cunhada pelo Lévi-Strauss: antropologia é a ciência do observado. O que está em jogo é apreender aquele que se observa em seus próprios termos, claro, sempre traçando analogias, comparações. E no final é porque o antropólogo quer conhecer a diferença que é possível que ele afirme que "somos iguais na diferenca e diferentes na semelhanca". "Raça e História" talvez seja o melhor texto feito nesse sentido, um grande tratado contra o racismo.

Já sobre a austeridade dos textos eu não sei muito bem o que dizer. Alguns autores têm textos difíceis porque tentar apreender complexidades que parecem estar fora das nossas noções cartesianas de pensamento. Outros só escrevem mal mesmo, rs. Mas eu só comecei a gostar de antropologia porque passei a ler mais etnografias. É que ficamos lendo livros que contém teorias elaboradas posteriormente a ótimos trabalhos de campo, mas quase nunca lemos as etnografias que os originaram. Aí complica!

Acho que a questão que você levanta no post não é exatamente algo que é sintomático da antropologia. Temos problemas similares com outras áreas da academia, cujo trabalho é super mal compreendido e divulgado. De toda forma, a antropologia precisa de divulgação e escrita para um público maior sim. Os antropólogos precisam escrever mais na imprensa, divulgar seu trabalho para um público não especialista, trabalhar para dissipar um senso comum perverso - por má fé ou desinformação - sobre alguns conceitos e políticas balizadas pelo fazer antropologia.

Quem sabe assim a gente chega a algum lugar!

Minha resposta:

nunca li levi-strauss - a minha entrada para a antropologia aconteceu de uma maneira meio torta -, mas registrei a recomendacao.

tambem acho que as outras disciplinas enfrentam o problema de nao divulgarem ou divulgarem mal seus resultados, mas tenho a impressao que a antropologia é um caso a parte por trabalhar com um tema potencialmente tao interessante (universal?) e ao mesmo tempo manter essa pesquisa murada - particularmente pela linguagem.

veja, por exemplo, o caso dos grandes best-sellers de divulgacao cientifica como Steven Pinker para linguistica e cognicao, Richard Dawkins e Matt Ridley para biologia e genetica, ou Oliver Sacks para a neurologia. existe um antropologo nessa mesma posicao de divulgador e nessa mesma posicao como grande "guru" do assunto? se existe, eu nao conheco.

de todo modo, ja estou muito contente por ter encontrado o blog sevage minds, que cumpre um pouco e com muitas qualidade essa funçao de divulgar e debater as pesquisas e os temas da antropologia com o leitor nao especialista.

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Ebook “Para Entender as Mídias Sociais” será lançado no dia 25 de abril

Obra reúne 36 autores e terá download gratuito

Nos últimos dois meses, pesquisadores e profissionais de mídias sociais de diversas áreas reuniram-se, de modo voluntário, para a produção do ebook “Para Entender as Mídias Sociais”. O lançamento acontece no dia 25 de abril, segunda, às 17h, com a divulgação do link para download gratuito da obra nos sites:

http://paraentenderasmidiassociais.tumblr.com

http://paraentenderasmidiassociais.blogspot.com

Com o objetivo de estimular o debate em torno deste universo em plena ascensão, o livro é composto por artigos curtos, cada um deles abordando temas que atravessam as redes de relacionamento como Política, Educação, Celebridades, Jornalismo, Mobilidade, Relevância, Mercado de Agencias e tantos outros.

A publicação está dividida em 5 núcleos: Bases, sobre plataformas, linguagens, tecnologias e ambientes por onde as redes acontecem; Mercado, enfatizando assuntos ligados à comunicação e empresas; Redação, com foco ao uso das mídias sociais pelo jornalismo e seus desdobramentos; Persona, dedicado à cultura pop e seus subprodutos e, por fim, Social, tocando em temas fundamentais para a sociedade que estão presentes de modo significativo nas redes de relacionamento.

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As motivações diferentes de quem copia e compartilha livros ilegalmente na Internet

Há diferenças marcantes na maneira como a tecnologia digital está afetando a indúsitra do livro em relação a como o mesmo aconteceu para músicas e filmes.

- Dá trabalho: está cada vez mais fácil digitalizar um livro em casa, mas mesmo assim o esforço é muito maior do que o de copiar um CD ou um filme. Isso quer dizer que o produto que será compartilhado pela internet será diferente.

O livro a ser copiado não é o mais popular, não é o bestseller, mas o mais necessário.

Um estudante anglo-americano se dá ao trabalho de digitalizar um livro porque vai precisar muito dele e não pode ou não quer gastar os tubos para comprá-lo.

Estamos falando de manuais de referência caros e livros relacionados nas listas bibliográficas dos cursos universitários.

As opções dele são: A. Investir para tê-los em casa; B. Depender do exemplar disponível na biblioteca; C. Gastar uma tarde para escanear, página a página, o conteúdo para o formato digital e poder: 1. ter o material à disposição, 2. sem peso físico para transporte, 3. e com a possibilidade de fazer busca direta de conteúdo.

Depois de digitalizado, a cópia passa a ter as mesmas propriedades de qualquer outro arquivo digital: pode ser copiado com mínimo esforço e sem prejuízo de qualidade em quantidade ilimitada.

O próximo passo desse arquivo, portanto, pode ser ele ser distribuído nas redes de colegas de curso. De lá, dependendo de sua importância, ele chega a sites de compartilhamento abertos e o conteúdo passa a ser facilmente encontrável.

Quanto maior for a importância desse título para estudantes, mais ele será distribuído e copiado.

- "Motivo nobre": A justificativa principal de quem baixa ilegalmente um livro é mais nobre do que a das pessoas que baixam música e filme. O livro, no caso, não será usado para diversão, mas será um auxiliar precioso para a melhora da performance acadêmica do estudante.

Ele ou ela baixam o livro porque querem estudar, porque têm interesse, porque querem ser melhores profissionais, porque são pressionados para disputar lugar no mercado de trabalho, porque querem ter as citações corretas e completas em suas pesquisas.

É difícil argumentar para o estudante que mora onde não existem bibliotecas públicas de qualidade e que tem pouco poder de compra que ele não pode ter acesso a livros que os ajudariam a prosperar.

Ele ou ela podem inclusive responder para você que, ao baixar livros grátis, está se investindo no crescimento do mercado consumidor porque, melhor formadas, essas pessoas terão mais poder de compra.

A indústria do livro é mais identificada com idealismo e amor à arte do que gravadoras e grandes estúdios de cinema, vistos como empresas comuns interessadas apenas em fazer dinheiro. Mas o cálculo que o usuário faz é: como eu já não ia comprar, ninguém terá prejuízo se eu baixar a obra.

Esse raciocínio pode não ser verdade para editoras universitárias e editoras de menor porte que publicam obras contando com a demanda de compra do público universitário. Livros acadêmicos e pesquisas com menor apelo comercial poderão deixar de ser disponibilizadas ao público dessa forma.

Boca a boca - Parece que existe um receio, por parte do usuário, pela fragilidade dos espaços online para o compartilhamento ilegal de livros. Parece que os usuários preferem tirar proveito desses serviços e falar sobre isso apenas dentro de seus círculos de relacionamento, para reduzir o risco do espaço em questão ganhar notoriedade, seus organizadores começarem a ser investigados e a fonte secar.

Mas o fato é que as ferramentas de digitalização de livros estão disponíveis para usuários comuns e que o volume de obras disponíveis pela internet tende a crescer, favorecido pela disponibilidade de serviços anônimos de compartilhamento de arquivos, muitos deles usados e aprovados por representantes de outra indústria, a da pornografia, acostumada a existir nos cantos escuros da internet.

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Download grátis do Para Entender a Internet, Manual do Twitter e parte do Conectado

Estou envergonhado com a bagunça pública que está este blog. Não tenho podido escrever, por um motivo ou outro, depois explico. Esta notinha é só para dizer que em breve pretendo retomar o uso deste espaço para compartilhar ideias, conversar. Por agora, tenho recebido emails de pessoas dizendo que não estão conseguindo baixar o manual do Twitter e o Para entender. Aproveito, então, para republicar esse material.

Prefácio e alguns capítulos do meu Conectado

Manual do Twitter

Para Entender a Internet

Logo nos falamos ;-)

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Guia mostra erros e acertos na criação de um projeto 2.0

Um dos meus textos favoritos sobre o futuro da comunicação compara a física da colaboração à física do clima. A gente sabe as forças que estão atuando, mas ainda não podemos prever o que vai acontecer em função da abundância de complexidade.

A maneira que temos hoje de explorar ecossistemas complexos "é testando um montão de coisas, e você torce para que as pessoas que falharem, falhem de maneira informativa para que pelo menos você encontre os crânios nas estacas próximos de onde você estiver indo."

Essa frase me veio à cabeça logo que comecei a folhear pelo computador o livro do Paulo Siqueira, Web 2.0 – Erros e Acertos – Um guia prático para o seu projeto, que acaba de ser lançado online e com licença Creative Commons.

Todo mundo que trabalha com tecnologia sabe que a parte mais chata do processo é a documentação. Um programa pode ter milhares de linhas de código, um projeto geralmente tem centenas de etapas até ficar pronto, e a documentação é o que permite que aquele território conquistado possa ser mantido.

Tudo o que estamos fazendo de maneira colaborativa e descentralizada depende disso. Cada experiência vivida é compartilhada, muitas vezes em forma de tutorial, tanto para permitir que outros sigam a diante como para indicar que aquele é um beco sem-saída, que é perda de tempo fazer daquela forma.

No começo deste ano o Paulo colocou no ar um projeto pessoal para criar um serviço, o digi.to, para integrar Twitter a SMS. Algumas coisas funcionaram, outras não. Todos conhecemos dezenas ou centenas de projetos nessas condições. A diferença é que o Paulo se deu ao trabalho de fazer um mapa de sua aventura como empreendedor dizendo por onde ele andou, onde o terreno era firme, onde havia armadilhas.

Esse é o grande mérito do livro e um grande exemplo de como, em tempos de internet, transformar um limão em limonada. Por isso estou participando do lançamento e desejo sucesso à obra e ao autor.

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Procura-se bons tutoriais sobre Internet

Quero montar um livro em PDF - registrado com licença Creative Commons - reunindo tutoriais sobre como usar serviços como WordPress, Flickr, Delicious, Twitter, etc. A aposta é que, fazendo uma pequena triagem e reunindo esse material em um só arquivo, a utilidade do conteúdo se multiplicará.

Se você tem tutoriais prontos no seu blog ou conhece algum existente em português, publique-o no Delicious com a tag livrotutorial. Se você não sabe usar o Delicious, pode aprender lendo este tutorial do MeioBit ou me passar o link por email.

Existem tutoriais feitos em vídeo e também em apresentações, mas, para este formato, é necessário que ele seja prioritariamente em texto, de preferência incluindo links e imagens ilustrativas.

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Tudo o que você precisa saber sobre Twitter, em português e grátis

capa do livro: Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

“Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” será lançado na rede esta semana pela Talk Interactive e ficará disponível gratuitamente na Web - faça o download aqui.

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” será lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro (http://www.twitter.com/lets_talk). O conteúdo ficará disponível na internet com uma licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas. “O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”, afirma.

A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço. “É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:
- O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson
- O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando "sozinho", eventualmente alguém responde. @saintbr
- Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte
- O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
- Criação: Talk Interactive
- Páginas: 110
- Licença: Creative Commons
- Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

Sobre a Talk

A Talk (www.talkinteractive.com.br) é uma agência especializada na formulação de estratégias de marketing digital, mídias sociais e tecnologias 2.0 para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.

O texto acima é o release oficial. Agora, algumas considerações

Eu queria tanto escrever um guia sobre o Twitter - tanto, tanto, tanto - que estimei que conseguiria fazer isso em uma semana: 5 dias úteis! Agora que ele finalmente está pronto, penso na corrida de montanha-russa que foram os últimos 40 dias e me pergunto como eu cheguei a esse prazo tão otimista / sem noção.

Um livro em 5 dias

Em parte, estimei que conseguiria produzi-lo em uma semana pelo desejo de fazer o que eu gosto: pesquisar e escrever sobre um assunto que vem sendo a minha vida há 12 anos, e também pela noção de que uma semana é o que dá para garantir na rotina acelerada das agências de publicidade.

Também fiz essa estimativa partindo da premissa de que o livro demandaria relativamente pouco esforço criativo já que toda a informação sobre o Twitter está disponível na Rede. O esforço se resumiria a encontrar, escolher e organizar o conteúdo.

É claro que seria possível fazer um guia do Twitter em uma semana, até em um dia, mas ele não teria 110 páginas, nem cobriria a mesma extensão de temas, teria uma diagramação mais básica, uma capa simples e, consequentemente, menos utilidade e chamaria menos a atenção de eventuais interessados.

De volta da montanha-russa

Foi uma pauleira - sábado, domingo, madrugada, fim de semana, férias -, mas consegui fazer o livro que eu queria. Se eu tivesse mais tempo, acredito que o resultado não seria muito diferente disso, principalmente porque o Twitter continua evoluindo e se reformulando. Um livro maior ou mais reflexivo correria o risco de ficar desatualizado (mais) rápido e não compensaria o esforço.

O conteúdo está há duas semanas sendo revisado e corrigido e durante esse tempo me preocupei em inserir informações relevantes que foram aparecendo. A última modificação foi feita hoje para incluir uma menção ao ataque que paralisou o Twitter por algumas horas ontem - e espero que não aconteça nada até segunda =)

Tudo o que você precisa no mesmo documento

É um livro prático onde todo usuário deverá encontrar alguma novidade para aperfeiçoar a maneira como usa a ferramenta. Você pode gastar horas procurando e filtrando informações sobre o Twitter na Rede ou pode baixar o livro e encontrar quase tudo de relevante publicado sobre o serviço, voltado para pessoas e também para organizações.

Concordo com o Steven Johnson quando ele escreve que daqui a dois anos é possível que tenhamos trocado o Twitter por alguma outra novidade, mas mais importante que o Twitter - e daí a motivação para produzir este guia - são as novidades que ele traz para o usuário comum da Web e a maneira como o serviço acompanha a tendência de usarmos o celular como computador portátil.

Nesse contexto, o objetivo do livro é trazer mais gente para o Twitter, apostando que mais pessoas experimentando e registrando suas descobertas ajudará a amadurecer o mercado da internet aqui e em lugares culturalmente próximos como o restante da América Latina e os países lusófonos.

Talk, thanks ;-)

Finalmente, é importante ressaltar que esse livro não existiria hoje do tamanho e com a qualidade que está sem o apoio integral da Talk a este projeto. Em uma indústria muito frequentemente movida por resultados financeiros, não deixa de me surpreender a demonstração de interesse em fazer um guia "pra valer", com função exclusivamente educativa. É o que faz a diferença.

Depois devo escrever mais sobre isso, mas este manual foi mais uma experiência em relação à produção de livros digitais. Ele foi ainda mais artesanal que o Para Entender a Internet, no sentido que, além de escrever, eu fiz a pesquisa de imagens, a diagramação do texto e das imagens, além de coordenar a correção e também a negociação para contratar o mestre Marcelo Tas para produzir o prefácio.

Uma das consequências curiosas desse processo intenso é que eu praticamente parei de tuitar depois que concluí a fase de pesquisa. Fiz isso para evitar ver coisas interessantes e me dispersar das metas e também para não me confrontar com as dezenas de notícias relacionadas ao Twitter que são tuitadas diariamente.

Agora e acabou e espero voltar à correria normal de trocas de links, conversas e debates.

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