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Estados Unidos | Não Zero

Estados Unidos

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Entrevista com Ricardo Dominguez, um dos fundadores do Movimento Zapatista no ciberespaço

Fiz essa entrevista entre 2000 e 2001. Estou republicando-a aqui para quem tiver interesse no assunto ativismo e internet.

Quando encontrei Ricardo Dominguez, numa tarde ensolada de sábado em Nova York, estava determinado a fazer uma entrevista curta, de no máximo 15 minutos, para escrever uma crônica de duas páginas sobre personagens novayorkinos.

Ricardo parece um personagem de revista em quadrinhos. Veste roupas escuras - mesmo em tardes de sábado ensolaradas -, usa um óculos meio quadrado e de aro grosso que tem um ar antipático de algumas professoras primárias que eu tive. É 'xicano', filho de mexicanos nascido nos EUA, mas não tem características particularmente indígenas.

O cabelo dele, escuríssimo, é engomado no estilo anos 50 e sua franja é moldada num discreto espiral do lado direito da testa. É difícil, pela aparência, acreditar que ele seja um dos militantes mais ativos do movimento internacional de apoio aos zapatistas de Chiapas, no México.

Apesar dessa look estranho, Ricardo é muito cordial e bem humorado. Tem uma voz funda que - denunciando sua formação de ator - ele explora dramaticamente enquanto conversa.

Antes de começar a gravar, expliquei a ele que eu - e provavelmente a maioria dos possíveis leitores da entrevista - sabíamos o que adultos de classe média com formação universitária no final do século 20 sabem sobre internet e computadores.

Ele entendeu a proposta e narrou sua história desde o princípio, de uma forma quase elementar, permitindo pacientemente que eu o interrompesse quando tivesse dúvidas. Isso possibilitou que assuntos tão diferentes como Movimento Zapatista, Pós-modernidade, desobediência civil e ciberespaço se entrelaçassem e juntos se explicassem.

No começo, eu queria contar uma história curiosa. Mas duas horas depois, quando a entrevista terminou, percebi que o conteúdo gravado pode ajudar pessoas que, como eu, ainda não encontraram um conceito e uma prática para exteriorizar o desgosto pela miséria e a violência do mundo hoje.

Dedico essa entrevista à minha amiga Andrea Paula dos Santos, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, que por alguns motivos óbvios e outros não tão óbvios, esteve na minha cabeça durante todo o processo de gravação e edição deste texto. Clique para abrir o texto completo.

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A diferença entre ser melhor e ser maior: algumas empresas não querem crescer

Será que o caminho natural de uma empresa de sucesso é crescer? A gente tende a achar que sim, mas encontrei este livro cujo autor defende o contrário. Ele foi atrás e descobriu uma série de empresas nos Estados Unidos, atuantes nos mais diversos segmentos, que optaram coinscientemente por não crescer.

Lendo o livro, fez sentido pensar a multinacional como anomalia organizacional sem identidade ou compromisso além de se espalhar movida pelo retorno financeiro, mas existem alternativas a isso. A empresa não precisa ser o contra-ponto da vida, o lugar onde pessoas são peças sobressalentes. (Continua.)

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Y Combinator transforma hackers em empresários

Hackers e bancos de investimento não tem nada em comum mas precisaram começar a conviver mais intensamente por causa da Web. Um precisa do outro para inventar o próximo twitter ou Facebook e ficar rico com isso. Descobri uma empresa que está se especializando em suavizar o choque de culturas decorrente desse encontro.

É curioso registrar que a maioria das startups de sucesso surgiram de rejeições e também que as idéias que elas tiveram tem a ver com a experiência cotidiana buscando resolver problemas, mais do que com genialidade. (Continue lendo.)

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Dreams from Obama - o que eu sei sobre o possível candidato democrata à presidência dos EUA

Há uns dois ou três anos, ganhei de uma amiga negra americana o primeiro livro do atual senador Barack Obama. Mergulhei no livro, fascinado pela prosa ao mesmo tempo elegante e consistente, das melhores que eu já li em inglês, e também pela história desse homem, talvez futuro presidente dos Estados Unidos, com chances reais de ser eleito.

A história do Obama parece ter fundido a cuca de todo mundo. Se você fechar os olhos e escutar ele falando, é um homem branco, educado nas universidades de elite dos Estados Unidos. E no contexto norte-americano, talvez ele esteja mais para branco do que para negro, porque sua mãe era branca do Sul e seu pai, negro africano, apenas viveu nos América nos anos de estudante.

Daí você abre os olhos e vê que aquele homem carismático e refinado com as palavras é atualmente - corrijam-me se eu estiver enganado - o terceiro senador negro da história do Senado americano. Ou seja, ao longo da história do país, apenas três pessoas com ascendência africana conseguiram votos - acho que cada estado tem direito a dois senadores - para entrar ali como homens públicos a serviço dos cidadãos.




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