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estratégia | Não Zero

estratégia

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PT está fazendo internet de verdade nesta campanha em SP; já era tempo

O PT veio para essa disputa pela prefeitura de SP para ganhar. Demonstrou isso ao corresponder à tentativa de aproximação de Kassab, depois ao confirmar a coligação com Maluf. Mas há mais coisa acontecendo. Sua campanha na internet está ousando de maneira inteligente. Já era hora disso acontecer.

Soninha não pode ser avaliada porque ainda não lançou sua presença online oficial. Russomano, Chalita e Paulinho vieram com o trivial sem brilho. Quem garimpar o que se fez há quatro anos na disputa paulistana vai encontrar as mesmas soluções: sites com muito texto e algumas promessas vãs de dar protagonismo ao eleitor.

Sobram Serra e Haddad disputando a atenção dos paulistanos na internet e a diferença entre eles é gritante. O primeiro faz bem-feito, mas não faz bem. Nota-se que há dinheiro na sofisticação visual e em alguns elementos como a integração de comentários com o Facebook, mas não passa disso.

A internet da campanha Serra continua subordinada à comunicação tradicional. Por subordinada, quero dizer que ela vive de reprocessar o conteúdo feito para outras plataformas. É uma comunicação de massas que aposta na TV e no relacionamento eficiente com os veículos de imprensa.

Não dá para dizer que a internet seja o centro da plano de comunicação da campanha Haddad, mas ela não é tratada como subordinada. E isso tem a ver com a aparência e ainda mais com o conteúdo. A seguir vou mencionar alguns itens que eu encontrei a partir de uma exploração rápida:

- Domínio: A gente espera aquela monotonia de ter nome-do-candidato e número. O site de Haddad é pensenovo.tv e, por isso, a gente já se desarma da expectativa de encontrar propaganda eleitoral.

- Layout: Eu pelo menos nunca tinha visto um site de político todo feito em fundo escuro. Ficou ousado e ajudou a afastar a simbologia de material promocional repetitivo e óbvio.

- Vídeo: Com 70 milhoes de internautas da classe C e muitos estímulos brilhantes na internet, é inteligente oferecer uma forma de comunicação menos exigente do que o texto escrito. E o site de Haddad é fundado em vídeos que têm o tamanho e o jeito do vídeo online.

- Conteúdo viralizável: Haddad não pede para usuários "participarem". A campanha petista sabe que as pessoas vão falar de seu candidato, bem ou mal, em seus espaços de socialização. E para quem quiser falar bem, há no site um arsenal de conteúdo que pode ser viralizado, especialmente vídeos.

- Temperatura: O conteúdo do site é quente. Tanto em termos cronológicos - feito recentemente - como em termos de formato, ou seja, é editado para chamar e manter a atenção. Tem movimento, rua, gente falando, emoção, informação, tudo isso junto e misturado.

Fica a pergunta: o tamanho do orçamento da campanha está fazendo a diferença? E a resposta é: sim e não. Dinheiro serve para fazer uma coisa bem-feita, mas não impõe que se faça o certo.

A maior parte do que Haddad faz não está fora do alcance mesmo de candidatos com orçamentos modestos: conteúdo quente em vídeos curtos, que podem circular nas redes e que humanizam e aproximam o candidato de seu eleitorado. Isso é fazer certo hoje.

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Eleições e internet: lições de 2010 e desafios de 2012

O Bito Teles, amigo querido da época da Talk, me pediu um depoimento sobre eleições e internet e, especificamente, para eu falar sobre lições da eleição de 2010 e desafios deste ano, que temos as disputas municipais.

Escolhi refletir sobre o problema que é, para a internet, termos que nos enquadrar no modelo de comunicação que separa "falar" e "ouvir" e, em seguida, defendo a importância de a indústria da internet superar o preconceito pelo usuário das classes CDE, conforme argumento neste post recente.

Aliás, acho que a segunda parte do problema proposto está desenvolvido, mas a primeira ainda não. Veja: se a internet é caracterizada por ser uma plataforma para conversas grupais, qual é a consequência de colocá-la junto com as equipes que praticam a comunicação tradicional?

Eu vejo uma conformação que divide a internet e impõe a esse canal que ele só fale a não dialogue.

As equipes de internet nas campanhas fazem isso: ficam junto com equipes de jornalistas e o resultado é que há uma ênfase em gerar informação enquanto despreza-se a outra perna da comunicação dialógica que é escutar.

O que estou querendo dizer aqui é muito simples: colocar a equipe de internet junto com outros jornalistas denuncia a maneira como a internet é vista. Está-se impondo a quem é contratado para realizar esse pedaço do trabalho que el@ foque sua atenção em falar e reduza sua atenção para o aspecto da troca, da interação.

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Parte 4: o problema da relevância

Volte ao artigo principal ou leia a íntegra da entrevista

Jurema é uma defensora da causa do "inclusionismo", a parte que defende maior tolerância dos editores. Sua militância nesse sentido está vinculada à sua atuação criando artigos relacionados à temática do candomblé. Apesar de seguir as regras editoriais que determinam, entre outras coisas, que o conteúdo do artigo seja sustentado usando fontes confiáveis, é comum ela precisar "rodar a baiana" para evitar que eles sejam apagados.

Pelas regras, para um artigo ser aceito, o tema deve ser notório, verificável e relevante. O problema é que não existe uma noção única de relevância e o conteúdo aprovado acaba sendo aquele que é entendido como relevante pela maior parte dos voluntários. Um caso exemplar foi o do artigo sobre a expressão "mekmande" - um fenômeno da interet no Quênia parecido com o nosso "Menos Luiza que está no Canadá". Mesmo o caso tendo virado notícia no Wall Street Journal, editores quenianos tiveram problemas para criar e manter o artigo na Wikipédia em inglês.

O mesmo vale para quem acusa Jurema de ter uma noção pessoal de relevância ao querer publicar perfis de sacerdotes e sacerdotizas de religiões afro-brasileiras. Para a maioria na Wikipédia que não se interessa pelo assunto, essas são figuras obscuras e sem relevância para a história do país. Mas para Jurema, essa postura algumas vezes é uma maneira velada de racismo e discriminação social.

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Wikipédia: um mundo dentro do mundo e as tensões para que ele exista

A Wikipédia é um mundo à parte, dada a complexidade da operação e o fato de esse projeto acontecer prioritariamente pela participação de voluntários. Só quem chega perto percebe isso de verdade.

Quantas pessoas refletem, ao acessar um artigo dessa enciclopédia, sobre a teia de negociações e de esforços que está por trás de sua existência? E quantos se dão ao trabalho de imaginar quem são os protagonistas desse projeto? Como a gente imagina que eles sejam e como eles são de verdade?

Pedi para entrevistar a Jurema por ela não se encaixar na imagem desse internauta típico e estereotipado a quem creditamos muito do que acontece nos bastidores da internet. Mas o assunto principal da nossa conversa foi a polarização dos wikipedistas entre aqueles que defendem filtros rigorosos para a entrada de conteúdo e os opositores a essa visão que denunciam uma postura anti-democrática e até racista na lógica usada para aprovar ou apagar contribuições.

A entrevista aconteceu ao longo de um mês e consumiu mais de cinquenta emails trocados. Você pode escolher ir direto à íntegra da entrevista ou ler a síntese dos assuntos principais indicados pelos links neste texto.

Aproveito a ocasião para mencionar o nome de Pietro Roveri, um wikipedista engajado e com atuação intensa como participante da comunidade e estudioso do tema Wikipédia, que faleceu enquanto esta entrevista estava sendo produzida.

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Telefonica reconhece publicamente que errou com consumidores - é uma vitória, em parte, da internet

Existem empresas que pisam tanto na bola com o consumidor que a gente passa a fazer propaganda contra. Entre as que têm esse comportamento, bem alto na minha lista, está a Telefonica.

Telefonica, para mim e para muitas pessoas, é sinônimo de péssimo atendimento ao cliente. E não é só ruim por falta de qualidade, eu sou levado a pensar que a dificuldade imposta ao cliente faz parte do plano de retenção.

Estou falando isso porque ontem eu participei, junto com um grupo de blogueiros nerds, do anúncio de um serviço novo da Telefonica, o Xtreme, que oferece entre 8 e 30 mega de banda para acesso à internet e TV à cabo. Fui sem expectativas e saí surpreso pela estratégia que a empresa deu a entender que está adotando. (Continue lendo.)

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Sistemas emergentes não são intrinsecamente melhores que os top-down

Percebo que acontecem aproximações simplistas como, por exemplo, entre open source e socialismo. Tem aspectos do open source que podem ser profundamente liberais e individualistas. Fala-se em meritocracia mas isso pode ser lido como a sobrevivência do mais forte. Quanto mais o sujeito se entrega ao trabalho, mais oportunidades ele tem.

Mas estou apontando para o outro lado dessa moeda para falar sobre outra questão que, na minha opinião, costuma ser tratada com essa mesma superficialidade. Sinto que a idéia de sistemas emergentes - bottom up - também é percebida como uma espécie de evolução do sistema com controle central chamados de top-down. Segue abaixo um fragmento da entrevista do Steven Johnson falando sobre as vantagens de um e outro.




DVD de Tropa de Elite libera arquivo MP4 do filme

Esta última quarta-feira, 27, chegou às locadoras aqui de SP o DVD oficial do filme Tropa de Elite. E eu, por acaso, passei por uma e decidi alugar para fazer uma sessão para amigos no fim de semana.

Fenômeno entre marreteiros, ganhou quatro "continuações" antes mesmo de entrar em cartaz. Só não comprou a versão pirata quem não quis. Também sucesso de bilheteria. Agora ele provavelmente sumirá das prateleiras das locadoras nos próximos dias, até saciar a curiosidade de quem ainda não viu e também daqueles que pretendem rever com direito a pausa e repeteco.

OK, o que mais esperar desse consumidor que teve tantas oportunidades de assistir o filme? É para ele, depois de alugar, comprar o DVD? Bom senso: quem for fazer isso, vai fazer por vontade, para ter em casa o "original" e mesmo para prestigiar os realizadores. Não por escassez.

Ao invés de assumir uma postura hipócrita e contra-producente em relação à realidade da tecnologia de reprodução e transferência da informação digital, os responsáveis pelo filme facilitaram a vida de quem ainda quer ter uma cópia da história do Capitão Nascimento. Nada de baixar e instalar programas para ripar o disco. Para ter o filme, basta copiar o arquivo MP4 integral que vem junto com o DVD. Cortesia dos realizadores.

É a melhor imagem? Não, mas o que você espera ocupando menos de meio giga?

Depois de tanta exposição, é vantagem que o filme seja distribuído socialmente, que ele seja assistido e comentado, porque o que tinha para render de lucro, já entrou. Pedir mais seria mesquinharia.

Não sei se isso já aconteceu outras vezes, do próprio DVD do filme oferecer ao locatário o arquivo do mesmo material em formato amigável para computador. Eu nunca ouvi falar, pelo menos aqui no Brasil acho que é novidade. Mais uma atitude que mostra que o sucesso do Tropa de Elite não aconteceu à toa ou por acaso.




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