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organização | Não Zero

organização

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Peter Senge palestrará em SP sobre organizações que aprendem

O Banco Real está trazendo um intelectual americano, o professor Peter Senge, do MIT, para palestrar no primeiro Encontro de Sustentabilidade de 2009, dia 1 de junho, 19:30h. Não conheço o trabalho dele, mas o MIT é uma instituição importante mundialmente na área da tecnologia e o assunto da palestra também me chamou a atenção: organizações inteligentes, que aprendem e resolvem problemas coletivamente. Honestamente tenho um pouco de preguiça do tipo de livro que traz regras - tipo: as nove passos para o sucesso, coisas assim. E no livro dele, segundo o verbete da Wikipedia em inglês, "The five disciplines represent approaches (theories and methods) for developing three core learning capabilities: fostering aspiration, developing reflective conversation, and understanding complexity." Mas quero tirar as minhas conclusões.

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O que vocês acharam do Flashmob que aconteceu esta madrugada na Campus Party?

por acaso acabei ficando até mais tarde ontem na campus party. estava esperando carona e cansadíssimo.

estava trabalhando numa tradução quando olho para trás - eu estava virado para a parede - e vejo uma ola feita com cadeiras ao ar.

pena mesmo eu ter estado cansado, queria ter investigado melhor. perguntei ao @renatotarga, que estava observando aquilo sem expressão de surpresa - acho que poucas coisas merecem o olhar surpreendido do renato - e ele disse:

- é algum tipo de flashmob...

Flashbull?

suspeitei que pudesse se tratar de um efeito colateral do consumo massivo de red bull, que aqui, é como água. e isso parece que foi ao menos um dos motivos da manifestação. digo isso porque em um momento, ouvi um grupo, durante a performance, entoar o refrão:

- mais red-bull, mais red-bull...

no sentido mais perverso, vi na ação uma especie de manifestação grupal do personagem Beavis, quando comia açucar demais incorporava um ser ao mesmo tempo visionário e esdruxulo chamado Great Cornholio, mistura de Allen Guinsberg e xamã, possuído e alucinado.

no sentido otimista, vi pessoas experimentando com as possibilidades da coordenação descentralizada. E mobilizadas, de certa forma, pela peraltice da criança que sabe que está sendo vista.

Ser visto era parte do motivo da mobilização. Aqui na Campus Party, provavelmente a maior concentração percapta de equipamentos de registro do Brasil neste momento, é só fazer alguma coisa inusual que as câmeras, como periscópios manuais, aparecem por todos os lados, supostamente motivadas pelo desejo de registrar o que ninguém tem. (O que, em si, é contraditório na medida em que praticamente não existe privacidade e quase todos têm câmeras.)

tinha uma coisa divertida nesse acontecimento. parecia uma dança ritual e também uma performance. ritual no sentido de que era movimento e canto, ritmo e som. performance porque ia acontecendo, aparentemente sem coordenação.

de repente, era correr com cadeiras ao ar. em seguida, percutir batendo as cadeiras no chão. um determinado canto-chamado logo dava lugar a outro. e tudo isso, eu especulo, acontecia por algum motivo meritocrático, eventualmente por o sujeito que faz a proposta ser visto como líder, eventualmente por a variação proposta ser original e interessante.

a questão é que esse "flash-bull" tinha ou pareceu ter um senso de organização emergente, onde o indivíduo abre mão de sua individualidade (e talvez de seu senso crítico, no bom e no mau sentido), e se torna parte do coletivo, reagindo aos estímulos do grupo ao mesmo tempo em que suas presenças também influenciavam ou podiam influenciar o curso da ação.

enfim, estou curioso para saber mais detalhes sobre o que aconteceu. se alguém tiver inside-information ou tiver participado, por favor, registre a sua percepção/vivência na área de comentários. queria saber como isso começou, se o Twitter teve influencia nisso, etc.

o que eu sinto é que existe um desejo latente e coletivo de estabelecimento dessa ordem grupal. parece que estamos flertando com a idéia de corpo coletivo emergente dessa possibilidade de comunicação instantânea, tanto pela Web como ao vivo por estarmos no mesmo espaço, e também por outros estímulos sociais e químicos.

todo mundo quer tocar o nervo que fará o corpo social tremer, quer levar o viral para outro nível, físico e imediato, corpóreo. e pensando nisso, hoje de manhã, me ocorreu a imagem dos arrastões nas praias, o indivíduo organizado mas sem organização central, o mob, o flock.

enfim, fiquei me perguntando como aquilo acabaria, porque eventualmente iria acabar, haja Red Bull. Deve ter acabado com a rotina, com a repetição e com o cansaço.

ps. desculpem a talvez falta de objetividade do relato, é pela pressa, principalmente.

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Clay Shirky e o valor das coisas sem valor

Here ComesAcabei de viver uma maratona Clay Shirky. Li o Here Comes Everybody, tive dificuldades para organizar as informações e os argumentos do livro, e fui assistir as palestras dele disponíveis em video pela Web para ver como ele organiza o que vai falar quando tem menos de uma hora para isso.

Devo falar muito dele por aqui nas próximas semanas. É uma leitura que provocou desconfortos. E é justamente isso que eu busco. É legal o livro com o espírito auto-ajuda que dá conforto, mas é melhor ainda aquele que desorganiza.

O dilema central do Shirky - filtrado pelas minha lentes - é que a Rede reduz a quase nada o custo de coordenação para ações de grande porte, que geralmente precisariam de instituições para acontecer, mas que não aconteciam até agora porque não tinham valor comercial.

Como eu estava comentando por aqui na Campus Party, existem coisas sem valor (comercial) que valem muito, tem valor imponderável.

Shirky fala de como as empresas acabam tendo postura conservadora, uma mentalidade conservadora. Na perspectiva de maximizar resultados, abre mão de valor.

Ele explica que a idéia da média (produtividade média, usuário médio) não faz sentido em ambientes sociais porque não existe média. Existe uma colméia, cada um desempenhando suas funções segundo capacidade e disponibilidade.

Se você observar o nível de participação na concepção e desenvolvimento de um artigo na Wikipedia, por exemplo, tem pessoas que participam demais, têm produtividade altíssima, mais de cem edições. Mas frequentemente essas edições correspondem a correção gramatical, melhora do texto. Já o fulano que faz uma participação, muitas vezes contribui com porções de conhecimento original que fazem a diferença no artigo.

Como avaliar quem é mais importante?

Esse é o nó que, segundo ele, a Microsoft, segundo o exemplo que ele dá, não consegue resolver, porque não concebe que uma pessoa seja paga durante meses para contribuir com uma idéia. Mas e se essa for A Idéia?, ele pergunta.

Enfim, essa é uma prévia dessa vivência com as idéias do Shirky. Vamos ver se consigo compartilhar aqui na Campus Party a apresentação que montei. É sempre bom trocar idéias.

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Sistemas emergentes não são intrinsecamente melhores que os top-down

Percebo que acontecem aproximações simplistas como, por exemplo, entre open source e socialismo. Tem aspectos do open source que podem ser profundamente liberais e individualistas. Fala-se em meritocracia mas isso pode ser lido como a sobrevivência do mais forte. Quanto mais o sujeito se entrega ao trabalho, mais oportunidades ele tem.

Mas estou apontando para o outro lado dessa moeda para falar sobre outra questão que, na minha opinião, costuma ser tratada com essa mesma superficialidade. Sinto que a idéia de sistemas emergentes - bottom up - também é percebida como uma espécie de evolução do sistema com controle central chamados de top-down. Segue abaixo um fragmento da entrevista do Steven Johnson falando sobre as vantagens de um e outro.




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