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mídia | Não Zero

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Orkutizando Obama: que tal olhar pro nosso usuário?

Vivi de dentro campanhas eleitorais em 2008 (Kassab) e 2010 (Marina). E a pergunta continua no ar: quando a internet vai desafiar a lógica do dinheiro nas disputas pelo voto? Quando a mensagem do candidato associada ao poder de auto-organização da rede vai mudar o resultado de uma eleição majoritária no Brasil?

A minha hipótese é que isso ainda não aconteceu porque a internet se tornou um espaço de disputa entre as classes AB, que controlam a indústria, e os emergentes, que são a maioria e vêem a internet como grande aliada em seu processo de ascensão social. Agências e grandes produtores de conteúdo têm como Meca o Vale do Silício e tendem a desprezar e se envergonham da maneira como o Novo Usuário da Internet do Brasil (NUIB*) se comporta.

O problema disso é que são 70 milhões de NUIBs só na classe C contra 18 milhões dos usuários no segmento AB. Ou seja, enquanto esse eleitorado é mantido à distância (como uma espécie de "usuário de segunda categoria"), o candidato continuará precisando de dinheiro para fazer suas campanhas usando as chamadas "mídias clássicas", cuja industria está amadurecida para atender todos os segmentos de público.

Na última sexta fiz uma apresentação no Social Media Brasil, aqui em São Paulo, explicando por que prestar atenção nos usuários emergentes e fazendo algumas recomendações aos candidatos que queiram usar a internet como um canal mais eficiente para ativar seu eleitorado. O vídeo abaixo traz a "versão pocket" dessa palestra. Ou veja apenas os slides.

* O termo é meu, para facilitar a referência a este conjunto; baseado no já aceito "Nova Classe Média Brasileira".

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Por que os grevistas da polícia não têm voz nos notíciários? Uma nova Revolta da Chibata?

Em 1910, marinheiros que eram tratados como escravos pelos oficiais se rebelaram, tomaram conta de navios de guerra e apontaram as armas para o Rio de Janeiro, então capital do país. Encurralado, o governo aceitou assinar um acordo de rendição, mas, tão logo os insurgentes se entregaram, foram traídos e receberam punições crueis. "Para mostrar quem manda nesta porra!" O evento ficou conhecido como a Revolta da Chibata porque queria-se o fim da punição usando esse tipo de chicote.

Hoje esses insurgentes, especialmente seu lider, são cantados em verso e prosa, aparecem como herois lutando por uma causa justa nos livros de história. Ironicamente, essa revolta vira-e-mexe vira tema de desfile de escola de samba. Digo "ironicamente" porque estamos acompanhando o que parece ser uma nova revolta da chibata: governo e conglometados de mídia calando a voz de grevistas que, como recurso de negociação, estão ameaçando cancelar o carnaval no Rio e na Bahia.

Os líderes são presos em presídios de segurança máxima e a sociedade é manipulada para se indispor contra o movimento. A posição dos grevistas não aparece diretamente. Na reportagem de hoje do Jornal Hoje só quem fala são os políticos e aqueles contrários à greve. A mensagem é: o movimento acabou, a polícia está nas ruas, a greve é ilegal, os líderes são vândalos e o Exército está ponto para agir. Só quem fala é o governo, não há outro lado.

Mas o outro lado resiste. Se a notícia oficial é de desmobilização, o movimento revive no Rio. Qual jornal noticiou que isso estava para acontecer? E qual é o ânimo das corporações nos outros estados do país? Há um grande silêncio, todos com medo de que a greve se alastre mais.A notícia de ontem era: câmara carioca vota aumento parcelado em regime de urgência, mas - a minha dúvida - por que a pressa? Silêncio. De manhã, jornais noticiam a mobilização pública da categoria à noite decidindo em favor da greve.

O outro lado aparece apenas em escutas telefônicas editadas para conter apenas partes específicas de conversas. (O audio chega para quem? Para o Jornal Nacional...) O outro lado aparece também dentro de pequenas notas técnicas e desinteressantes: os grevistas querem isso, querem aquilo. PEC 300 para cá, reajuste parcelado para lá. Quantos espectadores entendem isso? O que quer dizer? Qual é a diferença entre o que eles pedem e o que é oferecido? E onde está o calor do grevista e da família do grevista tocando a sociedade com a força de sua raiva, de sua indignação?

Dá a impressão clara de ser uma operação abafa que tem por objetivo salvar o carnaval. Não o espírito carnavalesco, mas os contratos de anúncios relacionados aos desfiles. Se não houver público, se os turistas cancelarem suas viagens, vão mostrar as arquibancadas das passarelas vazias? Se as escolas não desfilarem ou desfilarem incompletas, vão ter que devolver o dinheiro dos anunciantes? Qual é o prejuízo para a imagem do país que está para sediar Copa e Olimpíada nos próximos seis anos?

É interessante ainda que não apareça nas reportagens a opinião pública. E eu suspeito que seja porque a sociedade está, apesar do silenciamento dos grevistas, resistindo a comprar a ideia de que os políciais estejam errados. Onde está o instituto de pesquisa colhendo o ponto de vista da sociedade? Onde está essa informação nos noticiários? Apesar de acharem errada a estratégia dos grevistas, tenho a impressão de que a maioria dos brasileiros simpatiza pela causa dos policiais e bombeiros.

Um taxista resumiu assim a sua percepção dessa história: "os deputados não fazem greve porque eles mesmos se dão aumentos..." O policial não pode se dar aumento nem pressionar o poder público quando a via da negociação não funciona.

Fiquei me lembrando da música dos Titãs. O refrão pergunta: polícia, para que precisa? Aparentemente precisamos muito, mas, se precisamos, por que não dar melhores condições. Agora os papéis se inverteram: são eles que estão em posição de fragilidade frente a esses interesses de poderosos e é a vez de a sociedade se manifestar para proteger os manifestantes e defender o direito de se ter mais paz e segurança no país.

P.S. Os jornais ficam anunciando o número de mortes e crimes na Bahia desde o início da greve. É para, subliminarmente, colocar a sociedade contra os grevistas?

P.S.2 Eu tenho família morando na Bahia e eles estão surpresos com o peso das tintas usadas para pintar a situação no estado. Parece que na TV o problema é muito maior do que nas ruas. É o espetáculo da notícia ou outro indício de manipulação da opinião pública.

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O Culto do Amador, uma provocação e uma oportunidade

Capa da edição inglesa
Andrew Keen escreveu um livro polêmico, um livro para chocar e fazer barulho. Para produzir esse efeito, ele utilizou alguns recursos: não se preocupou em ser imparcial e explorou ao máximo os medos e inseguranças provocados pela Web. E de empreendedor Web - como existem muitos no Vale do Silício - O Culto do Amador elevou Keen à condição de guru - ou "anti-guru" -, ele passou a ser um nome reconhecido.

(A popularidade dele levou um amigo a me procurar ontem à noite para dizer que está com receio porque tem promovido intensamente o TalkShow com o Keen e queria saber se o volume de tráfego não comprometeria a transmissão. Fiquei impressionado com a quantidade de vezes que o post do Wagner anunciando a entrevista foi clicado.)

O que faz o projeto de Keen digno dessa atenção, no entanto, não é o talento dele para a polêmica, mas o fato de ter conseguido ir salpicando aqui e ali, ao longo de seu livro, questões incômodas para quem está surfando a onda da Web, seja em busca de prestígio e reconhecimento, seja pelo menos nobre mas igualmente respeitável retorno financeiro. Selecionei duas passagens do livro em que, acredito, o autor toca na ferida. Segue depois desse apanhado dos debates públicos que ele participou. (Continue lendo.)

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Impacto da internet na audiência do noticiário sobre política

Este artigo é sobre como o surgimento da internet transformou a audiência dos noticiários sobre política.

Segundo o analista, a abundância e a variedade de meios de comunicação segmentou a audiência e reduziu o número de pessoas que acompanha o debate político.

Ele fala dos Estados Unidos mas acho que essa tendência é global. As opções de entretenimento "puxam" 80% do público, que se torna mais alienado, ao mesmo tempo em que torna um grupo reduzido - que ele chama de news junkies - ainda mais envolvido com as notícias.

Por um lado, houve um aprofundamento no interesse e na participação de uma porção da audiência. Por outro, a maioria está desinteressada pelo assunto.




Leitor não é passivo e reconhece a parcialidade dos veículos

Recebi esse email hoje ou ontem e quase apaguei sem ler. Não é o primeiro que eu recebo com esse tipo de conteúdo, brincando com a impressão que o público tem dos veículos de comunicação nacionais.

Essa tipo de mensagem demonstra como o cidadão comum está atento e é crítico em relação aos interesses dos veículos. Como se percebe a maneira como uma notícia é sempre parcial. Isso sempre existiu, mas agora isso circula pela rede, possivelmente em grande escala.

Também vejo nesse email, como nos mitos, uma intenção maior do que entreter, que é compartilhar informação, espalhar experiências.

A brincadeira, no caso, é mostrar como cada veículo de comunicação contaria a história de Chapeuzinho Vermelho.




O lucrativo começa a se mostrar não-lucrativo

Sigo aproveitando os comentários deixados neste artigo sobre a dificuldade dos portais de fomentar a participação de sua audiência.

O arquiteto de informação Lex Blagus, daqui de Sampa, disse o seguinte:

Ainda estou em processo de formação de opinião sobre isso tudo, mas o pouco que concluí é que dar atenção aos veículos de notícias tradicionais, tanto em papel quanto online, é perda de tempo.

Além da citada manipulação de informações (pelo dossiê Veja e os apontados neste post) essas “grandes corporações” ainda não pegaram o espítrito da web. Porque a web é muito mais humana e muito menos business.

Não que eu ache business algo ruim — muito pelo contrário — mas business somente visando lucros é algo que pouco a pouco começa a se mostar paradoxalmente não-lucrativo.




Por que a imprensa não noticia o Dossiê do Nassif sobre a Veja?

Ontem fiquei sabendo, pelo post do blog Biscoito Fino, do dossiê do jornalista Luis Nassif sobre a revista Veja e do silêncio da grande mídia em relação ao assunto. Nassif investiga os motivos que levaram o maior semanário brasileiro a se transformar em "um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho". São palavras fortes vindas de um profissional credenciado, mas os veículos se fazem de desentendidos.

Uma busca simples pelo Google mostra que fora a Carta Capital e o Observatório da Imprensa, apenas blogueiros e canais alternativos via internet mantém o assunto vivo. Por que os jornalistas dos grandes veículos estão privando a sociedade brasileira de participar desse debate? Onde está o compromisso do comunicador de apurar, destrinchar e informar seu público?

Em 2005, a Veja publicou que "o mérito da Wikipedia ... é o mesmo da internet em geral: é uma fonte democrática de conhecimento que permite atualização rápida. O difícil é saber em que informação confiar." Ironicamente, a Wikipedia já menciona o Dossiê, "furando" todos aqueles que defendem a importância do notório saber para a produção de jornalismo de qualidade.




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