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blog | Não Zero

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Mosquito e a responsabilidade de conferir a informação

Publiquei hoje um texto sobre o blogueiro Mosquito, morto na terça-feira (13).

Eu nunca tinha ouvido falar nele até saber de sua morte.

Os textos publicados falam de cara que não media as consequências, frequentemente exagerava na tinta, mas que tinha uma função: falar o que os outros não falavam.

Me apaixonei pela história do blogueiro assassinado.

E me vejo agora na posição de adicionar algo em relação a essa história.

O Felipe Vaz, meu amigo, me apontou para o post de outro blogueiro relativamente próximo ao Mosquito e que trouxe mais informação.

Segundo ele, o Mosquito estaria, sim, deprimido, de maneira que não se deve descartar a possibilidade do suicídio.

Fiz um post apaixonado sobre a liberdade e sobre como não bastava as ferramentas de comunicação existirem, a gente precisa poder usar, sentir que tem respaldo para isso.

Agora me vejo na posição oposta, pensando nas consequências dessa nova liberdade.

Por mais bem-intencionado que o post tenha sido, ele também foi algo irresponsável.

Conhecendo pouca coisa sobre o assunto e movido apenas pela indignação, falei dos indícios de assassinato.

Fui apressado. Mais uma lição.

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Traduza um parágrafo em nome do Mosquito, o blogueiro morto esta semana

Esta semana, no dia 13, o blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto, enforcado, em sua casa - leia mais aqui e aqui. A notícia circulou intensamente na rede na quarta, mas não foi pinçada pelos veículos de comunicação tradicionais e já perdeu força.

Muita gente gosta de promover a importância política da internet ter aberto a oportunidade para o pequeno se expressar. Eu não conhecia o Mosquito até receber a notícia de sua morte, mas, pelo pouco que eu li, ele encarnava essa característica.

Se repetimos e repetimos que os meios digitais balancearam a relação entre indivíduos, pequenos grupos e os barões da mídia, Mosquito demonstrava como fazer. Veja, por exemplo, o vídeo acima.

Mas aparentemente existem outros limites separando a pessoa da capacidade de falar publicamente: a disposição para fazer isso é uma delas. A outra é que o país proteja o cidadão que quiser fazê-lo.

No caso do Mosquito, existem indícios de que ele tenha sido assassinado. Quem conhece seu trabalho, sabe como ele incomodava. E quem o conhecida, diz que ele não tinha perfil suicida. (Este, no entanto, indica que isso pode ter acontecido.)

Calar e aceitar que um possível assassinato seja cometido impunemente significa reconhecer que a liberdade de expressão na internet só funciona em alguns casos, o que significa dizer que ela não existe.

Não dá para fazer isso sozinho, mas conversei com um grupo de amigos e estamos propondos duas ações: a tradução para o inglês de uma "recortagem" sobre a morte do Mosquito e o envio desse texto para ativistas e jornalistas fora do país.

A tradução está sendo feita de forma colaborativa, parágrafo a parágrafo. Você só precisa acessar o documento no Google Docs, pedir para ter acesso e escolher e traduzir um parágrafo. São menos de 20.

A outra coisa é sugerir nomes na área de comentários abaixo ou mesmo enviar o texto traduzido para pessoas fora do país que possam usá-lo ou dar visibilidade a ele.

Além disso, aqui vai uma ideia despretenciosa mas que poderia ser uma boa homenagem ao Mosquito: a criação de um prêmio com o nome dele para dar a categorias diversas de blogueiros e comunicadores que se destaquem na defesa da liberdade de expressão e popularização da mídia independente.

Fica a proposta.

P.S. Mosquito saiu de cena criticando a reforma do código florestal.

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"Me parece um excelente canal para disseminar valores e reposicionar marcas"

Especialistas de determinadas áreas vêm sofrendo com a Internet. Li um artigo na revista New Yorker dizendo que a Wikipedia não diferenciava um acadêmico de um garoto de 14 anos que lê bastante. E eu sinto prazer verdadeiro sempre que encontro esses amadores, pessoas que, por exemplo, nunca escreveram profissionalmente, nunca venderam um texto, talvez nem tenham pensado em fazer isso, mas tem paixão por um assunto e isso as coloca numa posição interessante em relação ao profissional da área. O amador geralmente tem mais liberdade para dizer o que pensa, porque ele faz isso porque quer, quando quer, sempre depender de prestar contas a uma organização.

Estou fazendo essa introdução porque o post sobre o Blog do Planalto e o Twitter do Serra aproximou o jornalista Vinicius Gorgulho, que se deu ao trabalho de deixar um longo e lúcido comentário após o texto - como o José Murilo do MinC também fez. Pedi autorização a ele para publicá-lo aqui pelo valor da reflexão e também por gratidão, na medida em que é um texto crítico ao meu, mas feito abertamente e com argumentos.

Sou um bastante preocupado com política e acho que a política partidária é o lodo do fundo da fossa da participação política no mundo moderno. Sou mais pela participação direta, via plebicitos sustentados por um modelo de educação que torne as pessoas protagonistas de suas vidas, famílias e comunidades.

PT partido sem mídia, PSDB mídia sem partido, Marina criacionista, os sombrios Demos etc. são todos farinha do mesmo saco. Nenhum deles se preocupou pra valer em fazer um projeto que revolucionasse a educação, como vários emergentes no mundo fizeram com sucesso, assegurando sustentabilidade para projetos de desenvolvimento.

Ainda que, como os outros, o foco do PT seja um projeto de poder, entre os demais é o que mais chega perto de um projeto de desenvolvimento, porque concentra esforços na distribuição de renda, coisa que nunca foi projeto de tucanos e demos.

Lula é totalmente populista, meio caudilho, messiânico, sem protocolo e muitas vezes sem noção, mas toca um projeto que já originalmente tinha vocações mais participativas que os opositores.

O problema é como novo rico político (nunca teve e agora tem muito poder) o PT come iguarias e arrota lavagem. Não prima pela gestão, nem pela idoneidade, tem rabo preso com coronéis como Sarney, mas ainda assim é menos voltado ao modelo que esvazia o estado e centraliza decisões no mercado, ou seja, no poder econômico.

Infelizmente, diante do poder, o PT se afastou da base e está cada vez mais parecido com o PSDB: são partidos de caciques. Sem mídia para fazer costas quentes, como rola com os tucanos, fica muito mais fácil para nós policiarmos os petistas.

Dito isso, acho que é muita ingenuidade esperar que blogs e twitters de partidos como esses sejam esferas de participação popular. Eles são meramente ferramentas de RP.

O blog não dialógico do planalto é simples apoio à imprensa, o modelo torcido de RP, onde só se pensa em relações com a imprensa. O twitter do Serra serve ao reposicionamento da imagem do político, um RP online com caráter mais amplo, de relacionamento com a classe média graduada ou pós-graduada e usuária pesada de internet, público notadamente formado por uma maioria de profissionais de comunicação, gente influente no engajamento da opinião pública.

Se é ele mesmo que responde eu não sei. Sei que qualquer bom profissional de comunicação pode ser um ótimo ghost writer, inclusive emulando a naturalidade do personagem.

Vale dizer também que uma mídia que oferece "peças" de 140 toques, demanda uma hiper-rotatividade e já tem credibilidade de canal de informação e opinião entre o público que mencionei, acaba fazendo o seguidor ler e "comprar" discursos subjacentes, sem muita análise do discurso a priori.

Dessa perspectiva, me parece um excelente canal para disseminar valores e reposicionar marcas. Marcas como José Serra.

Por fim, acho que a internet é sim "O" grande canal para operacionalizarmos uma democracia verdadeira, de participação direta em rede. Só que ela sozinha, sem um projeto de educação transformadora pode simplesmente nos transformar num povo fascistóide, comos os malucos que foram ao discurso do Obama fortemente armados.

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O Blog do Planalto é a regra, Serra tuitando é a novidade

O triste do debate sobre o Blog do Planalto é que as críticas ao produto têm mais a ver com a posição política de quem fala do que com o blog em si.

OK, o blog não permite comentários. Deduz-se que quem tem a palavra final sobre a comunicação do Presidente não entende de comunicação em rede. Nenhuma novidade nisso. Aliás, os jornais do mundo estão falindo pelo mesmo motivo.

O Blog do Planalto têm méritos. Contratou "insiders" da Web para a equipe - falo do Daniel (Duende) Carvalho e do Daniel Pádua. Se fosse a Voz do Brasil online, a assessoria de imprensa teria sido incumbida de atualizar a página e o resultado não seria diferente da grande maioria dos blogs institucionais de hoje, mantidos com conteúdo frio.

A grande surpresa, portanto, não é o Blog do Planalto ser como é. Ele é a regra, é o que se espera do blog de uma grande organização, sujeita a ataques e administrada tendo como referência o paradigma do controle da informação. O surpreendente não é o blog sem blog e sem presidente. O que não tem recebido a devida importância é um governador cara a cara com sua audiência, tuitando com a desenvoltura de um nerd.

José Serra é um político da geração do Lula, com uma trajetória que inclui combate à Ditadura e exílio. Atualmente governa o Estado mais rico da União. E está dando olé em burocracias e protocolos, passando por cima de assessores e assessorias, para se dirigir diretamente às pessoas.

O Gabeira que é o Gabeira não fez isso na disputa pela Prefeitura do Rio e não faz isso hoje, tinha na época e continua tendo uma equipe para blogar e tuitar por ele. Já o Serra - nota-se - tem o mesmo comportamento compulsivo com o Twitter que os tuiteiros mais envolvidos com o serviço: tuita de dia e de noite, inclusive pelo celular.

Isso é tão fora do esperado que já faz alguns meses que o Serra é o único governador que tuita. Nenhum outro teve a ousadia de segui-lo, nem Aécio Neves, seu rival à candidatura presidencial pelo PSDB, nem a provável candidata do Presidente, ministra Dilma Roussef.

O problema do Blog do Planalto não é ele ter ou não espaço para comentários. É ele, na prática, servir mais para jornalistas produzirem notícias do que para os cidadãos e eventuais leitores / interlocutores se informarem / conhecerem as perspectivas do Presidente. Quantas pessoas vão acompanhar esses debates, ainda mais se a área for moderada? É quase insignificante.

Se os responsáveis pela comunicação do Presidente estão com receio de liberar o diálogo, poderiam pensar no Twitter, que é mais público que comentários em blog, e podem usar o Serra como referência para ver que isso não será um bicho de sete cabeças, que dá para ser feito e que vale a pena abrir o canal de comunicação.

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Aécio Neves recebe comitiva de representantes do campo das mídias sociais

Na segunda-feira vou a Belo Horizonte, a convite do Rodrigo Mesquita, do Peabirus, para participar de um encontro do governado do Estado, Aécio Neves, com pessoas ligadas às mídias sociais no Brasil. No mesmo dia será anunciado um acordo entre na área da educação entre Minas Gerais e o Google.

O anúncio que circulou dizia de um encontro entre o governador e blogueiros. Não acho que isso seja preciso, primeiro porque cada um está responsável por pagar as próprias despesas e, em função disso, só os blogueiros mineiros poderão ir representando eles mesmos, os outros vão patrocinados pelas instituições que cada um representa. Além disso, não sei se existe uma unidade entre blogueiros e, mesmo se existir, não acredito que nós, especificamente, sejamos representantes da blogosfera.

O que na verdade está acontecendo - e não vejo nenhum problema nisso, ao contrário - é uma demonstração pública de que o governador presta atenção na internet, sente que esse será um elemento importante para quem for disputar a presidência em 2010 e quer se familiarizar mais com o assunto conversando com quem vem realizando ações na área, tanto no âmbito acadêmico como empresarial.

O mais importante de tudo, na conversa com o governador na segunda e com outros representantes do poder público no futuro, é deixar claro que o item mais caro de uma campanha online de sucesso não é tecnologia, mas entendimento. Se o candidato entender que ficou muito mais barato e acessível estabelecer conversas grupais e estiver disposto ouvir e participar, já estará com meio caminho andado, pelo menos. E quem estiver se perguntando por onde começar, recomendo a leitura deste texto do Moriael, meu colega na Talk, que é veterano da Web e também do marketing político.

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Telefonica reconhece publicamente que errou com consumidores - é uma vitória, em parte, da internet

Existem empresas que pisam tanto na bola com o consumidor que a gente passa a fazer propaganda contra. Entre as que têm esse comportamento, bem alto na minha lista, está a Telefonica.

Telefonica, para mim e para muitas pessoas, é sinônimo de péssimo atendimento ao cliente. E não é só ruim por falta de qualidade, eu sou levado a pensar que a dificuldade imposta ao cliente faz parte do plano de retenção.

Estou falando isso porque ontem eu participei, junto com um grupo de blogueiros nerds, do anúncio de um serviço novo da Telefonica, o Xtreme, que oferece entre 8 e 30 mega de banda para acesso à internet e TV à cabo. Fui sem expectativas e saí surpreso pela estratégia que a empresa deu a entender que está adotando. (Continue lendo.)

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Para onde o blog e o blogar estão indo - eis minha aposta

BlogueiroFaz tempo que este blog está em processo de mudança. Devo ter postado alguma coisa sobre isso, mas estava esperando o processo principal de implementação de novas funcionalidades estar concluído para publicar/compartilhar.

A idéia central é que apesar da mídia social ser um assunto muito importante na minha vida, existem várias outras coisas que me interessam também e que eu tenho vontade de compartilhar. Ao invés de ser uma "revista de um homem só", quis fazer deste espaço a minha presença online.

(Isso é fruto da percepção de que as redes de relacionamento podem ser constituídas de maneira descentralizada por blogs interligados pela conversa de seus autores. E também da sensação de que blogs de pessoas se valorizam pela informalidade, por se despirem dos cacoetes institucionais.)

Isso se materializa na prática incorporando a este blog outros tipos de conteúdo, mas com a preocupação de que isso fique localizado em um espaço separado de maneira a não confundir quem só esteja interessado nas reflexões e informações sobre Web colaborativa.

Segue a relação das mudanças junto com ligeira explicação sobre o motivo de cada um.

Outros interesses: Usei o Friedfeed para juntar os meus rastros na rede, incluindo: links salvos no delicious, fotos compartilhadas no Flickr, atualizações referentes à vida profissional no LinkedIn, alguns comentários enviados pelo Twitter, itens marcados para a minha wish-list na Amazon, vídeos favoritados e próprios no YouTube, entre outras coisas.

Essa informação está aparecendo na coluna da esquerda.

Postagem pelo Tumblr: O Tumblr facilita o processo de registro de coisas interessantes que vamos encontrando ao navegar pela Rede. Você acha uma coisa bacana, clica no botão que aparece no navegador e o serviço envia o conteúdo da página para uma espécie de blog.

Agora, o "motor" do NãoZero, a cada hora, checa a minha página no Tumblr para ver se tem alguma coisa nova e se tiver, traz para este blog. Assim, vou poder compartilhar coisas pequenas, passageiras, que, do contrário, ficariam de fora porque daria muito trabalho abrir o admin do blog para fazer o post.

Acesso móvel: Ter a possibilidade de acessar a Web pelo celular não é apenas um facilitador para se compartilhar conteúdo nas horas vagas. Esse conteúdo transmitido pelo aparelho móvel pode incluir contexto, informação relacionada ao espaço em que se está.

O tecladinho é um elemento que facilita a produção e publicação de texto. O mesmo equipamento, um N95 da Nokia, permite a captura de fotos, vídeo e audio em qualidade razoável - levando-se em consideração que tudo isso está dentro do mesmo aparelho.

Mas além de capturar, o bacana é ter acesso à internet por banda larga via celular para evitar ter que sincronizar o conteúdo no computador para depois publicar. Simplifico o processo cortando a etapa de sincronização com a máquina decidindo, logo ao tirar a foto, se quero compartilhá-la.

(Isso também vale para a agenda de contatos e compromissos, mantidas atualizadas do celular para a Web e vice-versa, sem passar pela HD do computador.)

Comentários inteligentes: Já tinha comentado aqui que a funcionalidade comentário é importantíssima mas estava desatualizada.

Optei por usar um serviço gratuito chamado Intense Debate, que, entre outras coisas, integra comentários a email e Twitter, permite a avaliação de cada comentário pelos usuários e disponibiliza opções para cultivar o debate enriquecedor e barrar o ruído.

Enfim, acho que essas são as principais mudanças.

Mais uma vez, agradeço de coração e publicamente ao André, por fazer as mudanças no motor do blog para que muitas dessas novidades pudessem funcionar e também por ter, junto comigo, debatido sobre o sentido e as vantagens de cada item, especificamente sobre o conceito de reunir a presença online e facilitar a postagem.

Valeu, mancebinho!

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Reinaldo Azevedo conta como fazer um blog de sucesso

Graças ao convite do Roberto Gerosa, editor-executivo da Veja.com, assisti na segunda (24) o blogueiro e jornalista Reinaldo Azevedo palestrando aos jornalistas da Editora Abril sobre como fazer um blog de sucesso.

Reinaldo Azevedo conta como fazer um blog de sucesso from juliano spyer on Vimeo.




Conheça as idéias que nortearam a criação do blog da Ruffles

A Pepsico, empresa responsável pela marca de batatas Ruffle, lançou recentemente um blog para seu público principal, que são adolescentes. A Edelman assina o projeto que se diferencia por não tentar disfarçar uma mensagem publicitária tradicional na ação online.

Os autores do blog foram garimpados em sites de relacionamento como o Orkut por serem comunicativos e hubs de conversas dentro de suas comunidades. É um projeto ousado e relacionado a uma empresa conhecida mundialmente. É feito a base de conversas que não precisam fazer referência ao produto anfitrião - só por isso já merece distinção.

Assim que o projeto foi lançado mandei algumas perguntas para a Thiane Loureiro, da Edelman Digital, que me respondeu no começo deste mês dando informações sobre os bastidores da elaboração do projeto.




O comentário é fundamental nos blogs mas a funcionalidade precisa evoluir (e parece que vai)

A primeira coisa que eu presto atenção em um blog é se ele tem comentários. Acho isso muito mais relevante do que estatísticas para se ter uma idéia rápida do desepenho do blog. O comentário mostra se o conteúdo está inspirando engajamento.

O problema é que o funcionamento do comentário continua o mesmo desde que ele apareceu. Depois de uma certa quantidade de comentários, fica desestimulante participar de uma discussão porque implica em gastar muito tempo lendo coisas que nem sempre são relevantes.

Já quem tem pouco tráfego também sofre porque o comentário fica subordinado ao post, escondido, não serve de ponte para que gente de fora chegue à discussão porque necessariamente o usuário terá que acessar o post para entrar no comentário.

Esse é um dos motivos para eu ter incluido o botão para se tuitar direto de cada post. Tudo bem que o conteúdo comentado não fique dentro do blog, em compensação, haverá mais possibilidades desse conteúdo se alastrar se as pessoas o discutirem publicamente o post.

Mas o motivo deste post é compartilhar a informação de que existe gente trabalhando justamente nesse problema. A Intense Debate, por exemplo, pretende aditivar a seção de comentários dos blogs feitos em WordPress e outras plataformas com soluções como threading, resposta por email, votação, reputação e perfils globais.

Olha que maravilha:

1) threading - um post abre multiplas frentes de discussão, mas a seção de comentários é linerar, não permite a criação de frentes de debate autônomas.

2) resposta por email - eu não preciso mais ficar acessando o site e procurando os novos comentários para acompanhar uma discussão porque isso chegará para mim pela caixa postal.

3) votação - quem observar a área de comentários do Digg, por exemplo, vai ver que maravilha é poder avaliar comentários, porque quem tem tempo para ler tudo vai fazendo uma pré-seleção para quem não tem e poderá apenas listar os mais votados.

4) reputação - por enquanto na área de comentários todos são iguais, mas e se eu participar mais intensamente, minha participação poderá aparecer em destaque ou eu poderei avaliar/moderar os outros comentários.

5) perfis globais - permite que eu seja reconhecido e construa minha reputação participando de discussões em comentários feitos em plataformas diferentes como Blogger, WordPress ou outras.

Só o WordPress.com recebe três comentários legítimos por segundo - 250 mil por dia. Imagina o impacto de se acrescentar interatividade e funcionalidades sociais entre comentários e como isso produzirá aumento de tráfego e engajamento.




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