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Dados brutos e conclusões iniciais sobre a pesquisa sobre sociabilidade na Internet

Estou disponibilizando o resultado bruto da pesquisa proposta na semana passada - ver o post anterior. A proposta era mapear os canais de pesquisa que o usuário de internet usa para conversar com grupos diferentes de sua rede de relacionamento.

Motivação da pesquisa

Estou interessado em entender como o brasileiro lida com o fato de os sites de redes sociais reunirem públicos diferentes. Na vida presencial aprendemos a controlar e a entender contexto, de maneira que a gente sabe o que dizer e não dizer em em determinados lugares e circunstâncias, mas esse aprendizado está se dando em relação ao uso da internet.

Há N casos de pessoas que tiveram problemas mais ou menos complicados por terem partes de suas vidas reveladas a públicos de contextos diferentes. Por exemplo: as fotos da professora na balada que circulam entre os alunos e chegam aos pais e à direção da escola.

Na medida em que os sites de redes sociais ainda não oferecem soluções para compartilhar informação dentro de contextos - conforme indica este estudo do Google -, a intenção da pesquisa foi ver se os usuários constroem por conta própria soluções para administrar esses contextos em sua vida online.

Montagem do questionário

A pesquisa, portanto, pedia para os participantes apontarem quais canais de comunicação eram importantes para eles conversarem com grupos diferentes. Os canais eram: presencial, fone, SMS, comunicador instantâneo (Messenger, etc), email, Orkut, Facebook e Twitter.

Os grupos relacionados foram 1 (família direta): pais, irmãos e filhos; 2 (família próxima a) tios e avós; 3 (familia próxima b) primos; 4) amigos de grupos (igreja, clube, vizinhança, etc); 5) amigos do ensino fundamental e médio; 6) amigos do ensino superior; 7) amigos do trabalho.

Os participantes tinham quatro opções de resposta para indicar a importância de cada canal para o contato com o grupo, a saber: fundamental, útil, indiferente e não se aplica.

A amostragem foi de cem pessoas, sendo que 86 responderam todas as perguntas. Em torno de 50% dos participantes disseram morar no Estado de São Paulo, principalmente na capital. Os estados do Sudeste e do Sul aparecem também em destaque, junto com Brasília. Aproximadamente metade dos participantes responderam que têm entre 20 e 29 anos e cerca de 30% disseram ter de 30 a 39.

Resultado e conclusões iniciais

Fiz um esforço para que o experimento fosse controlado, solicitando o preenchimento do questionário nos mesmos horários e pelos três canais de sistes de rede social mencionados na pesquisa: Orkut, Facebook e Twitter. Tenho dúvidas sobre a validade desse cuidado porque entendo que existem outros fatores sutis que podem impactar de maneira relevante o resultado.

A análise dos dados a princípio indica que canais que exigem mais atenção individual e/ou disponibilidade imediata (como telefone e email) são preferidos para se falar com familiares, ao passo que canais online supostamente menos intrusivos (como sites de relacionamento) servem para a gestão de contatos entre amigos. Há ainda uma aparente separação de canais por geração: usa-se mais os sites de rede social para falar com primos do que com tios e avós.

O resultado indica, portanto, que o site de rede social parece estar sendo usado como ponto de contato entre grupos de origens diferentes. É possível especular, no entanto, que há um acordo não implícito de que informações relativas a contextos sejam compartilhadas por canais diretos e sigilosos como mensagem direta ou email.

Inteligência coletiva

No final, acho que aprendi mais COM a pesquisa do que DA pesquisa.

Valeu a pena ter incluído no final do questionário uma pergunta sobre outros grupos e ferramentas que não teriam sido mencionadas. Várias pessoas indicaram ter sentido falta da inclusão de listas de email - como Google Groups - entre as ferramentas. Outro item que teria feito sentido incluir é o Ning. Os dois se prestam justamente para conversas verticais.

Entre os grupos não relacionados, apareceram as seguintes recomendações de categorias: amigos íntimos; amigos no exterior / distantes; contatos profissionais; pessoas que são referências em setores (que a gente segue pelo Twitter e ocasionalmente encontra); colaboradores (talvez o correspondente ao contato profissional para ativistas e acadêmicos); e companheiro/a, marido/esposa, namorado/a.

Essas são as minhas impressões e vou ficar grato pelo feedback que for compartilhado publicamente no campo de comentários abaixo ou mais discretamente por email.

Recados finais

Ao fazer a tabulação dos dados, senti necessidade de acrescentar duas colunas, uma para indicar a soma das respostas afirmativas (funtamental e útil) e a soma das negativas (indiferente e não se aplica), para visualizar também desta forma a importância da ferramenta. No documento, uso as cores: laranja para indicar destaque de uso; lilás para indicar destaque de não-uso; e verde para indicar um resultado intermediário ou de transição entre uso e não-uso.

É importante deixar claro, caso isso já não esteja, que este foi um experimento pessoal, usando uma conta básica da ferramenta de pesquisas Survey Monkey. A intenção foi: 1) fazer uma sondagem inicial para refletir sobre os caminhos para avançar no entendimento da questão indicada e 2) compartilhar esses resultados para abrir canais de interlocução sobre o assunto.

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Overload informativo - comentário sobre o texto do Cris Dias

O Cris Dias publicou hoje um texto que repercutiu bastante na Rede sobre o velho assunto do overload informativo. Digo "velho assunto" não por desdem, mas por resignação, por considerar o overload informativo uma espécie de carma ou, sei lá, uma condição neurológica.

Se a ansiedade decorrente do overload não comprometeu a minha capacidade de assimilação de conteúdo, o Cris diz que deixou de se preocupar com estar sempre por dentro de tudo, de ficar naquela pilha para ver o que se tuitou, emails novos, etc. Essa nova postura, ele explica, vem da observação de que as coisas realmente importantes são retuitadas, circulam... e acabam chegando para a gente. (Continue lendo.)

Torço para que daqui para frente o Cris não se veja mais tendo crises de abstinência informativa, mas as minhas experiências com esse tipo de reprogramação de hábito sempre trouxeram, depois do alívio inicial, mais pressa.

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Jovens e adolescentes gostam de redes sociais, o que não é toda a internet

Conversei bastante neste fim de semana com o Alex de Carvalho (@alexdc no Twitter), militante/evangelista/professor de mídia social da Universidade de Miami.

Anotei num guardanapo uma coisa que ele falou para compartilhar aqui.

Em geral, levamos como certo que os jovens estão à frente no uso/apropriação da Web como ferramenta de comunicação/coordenação.

E de fato estão em alguns ambitos como o das redes sociais. Mas não em todos.

O Alex disse que pergunta aos alunos de suas turmas da universidade e também em palestras quem conhece/usa wikis, quem bloga, quem sabe o que é Twitter.

E muitos não sabem. Sabem de redes sociais porque tem a ver com o agora, com coordenação e mobilização dentro de grupos.

Mas para o Alex, eles ainda não têm uma reflexão sobre o passado. Não tem tanta preocupação em registrar e analisar e trocar esse tipo de experiência sobre o que estão vivendo em relação ao que já foi vivido.

Pelo que me lembro, ele disse que isso começa a aparecer por volta dos 25 anos, que é quando essa preocupação com o registro e a troca de impressões geralmente emerge.

Enfim, é uma leitura que de certa forma fez sentido e resolveu uma confusão. Eu percebia, mesmo, que adolescentes e jovens-jovens têm pouco interesse (em geral) fora das redes sociais. Mas existe mesmo essa impressão de que eles nascem com a cultura internalizada, o que não confere.




Como você ri online? - um registro de caso

Faz tempo que eu presto atenção nas formas como as pessoas riem online. Existem basicamente três maneiras:

* RSSSSS, que é - ou pelo menos eu imagino que seja - a constação da palavra "riso" ou "risos". Ou seja, voce está comunicando aos seus intelocutores o que está fazendo.

* :-D ou variações desse emoticon, usado para mostrar graficamente o seu estado.

* Hahahaha e variações, que transpõe para o texto o som que voce estaria emitindo.

Todas as possibilidades funcionam. Eu, pessoalmente, uso a última, mas o que me levou a escrever este post foi uma conversa via comunicador com o blogueiro Rafael Ziggy, que trabalha comigo na Knowtec.

A risada online do Rafael é idêntica à do André Passamani. Eles riem meio que no estilo do som grafado, mas, ao invés de colocar sequencias certinhas de Hs e As, eles põem sequencias desorganizadas de As, Es, Hs e Us.

Fica assim: "aehueahueae".

Talvez você não esteja percebendo onde eu quero chegar. Explico: rir usando Hahahaha parece história em quadrinho - mas nos HQs o desenhista usa recursos gráficos para dar vida à risada. Mas pelo comunicador fica meio como rir forçado, sem vontade, deixa essa impressão.

A risada é das coisas mais espontâneas do ser humano e é um mecanismo, segundo pesquisadores evolucionistas, que demonstra sinceridade, naturalidade. Ninguém ainda consegue fingir que está rindo e ser convincente.

E este é o meu ponto. Pode parecer ridiculo rir online usando "aehueahueae". Pode parecer meio Uga-Uga. Mas rir é Uga-Uga, é informal, é espontâneo. É também muitas vezes o contrário da repetição padronizada do "hahahaha", que soa falso.

Agora, a minha curiosidade: a risada desordenada é mesmo uma expressão natural, espontânea, - e parece ser isso - ou revela uma percepção desses mecanismos de convencimento e um utilização coinciente deles para demonstrar espontaneidade?

Ah-ham!




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