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Virtual Open Day do mestrado em Antropologia Digital da UCL

Durante muitos anos, eu acho, a melhor forma de se aprender sobre a Internet era se envolvendo com ela, arrumando um trabalho na area ou apenas passando horas "brincando" na rede. (Continua sendo, mas finalmente estao surgindo outras.)

Meu diagnostico precario eh que esta area de atuacao rompe a separacao tradicional das universidades e do conhecimento. A atuacao na internet envolve (pelo menos) duas coisas, um interesse por tecnologia - inclusive no sentido literal do termo, de fazer com as maos, de criar artesanalmente - e tambem por pessoas e grupos sociais.

Acho que eh por isso que a Internet nao foi inventada - outros inventos foram sendo apropriados, mas ninguem a anteviu - e tambem por isso que as universidades continuam tentando - para atender a demanda - criar cursos superiores nesse campo.

Quem estiver procurando um caminho menos obvio mas muito promissor - profissionalmente e em relacao a oportunidade de desenvolvimento intelectual - pode acompanhar o Open Virtual Day da University College London.

Sera uma sessao interativa de 1 hora em que os interessados - particularmente no curso de Antropologia Digital - poderao fazer suas perguntas aos professores e mestrandos.

Tem mais informacao aqui, horario, etc. Tambem no "reclame" abaixo.

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Uma introdução (à introdução) antropológica ao YouTube

Recomendo enfaticamente que você assista o vídeo acima. Sim, são 55 minutos e está em inglês, mas você não vai se arrepender de ter "desperdiçado" esse tempo.

O vídeo apresenta uma pesquisa feita por uma turma de estudantes para um curso de antropologia. E esse é o primeiro ponto a ser ressaltado. O produto gerado não foi feito pela BBC e nem por outra mega-organização de mídia. Ele é uma criação que pode ser classificada de "caseira", algo que pode ser feito usando um laptop.

O atrativo deste vídeo não é a tecnologia ou a infraestrutura usada para produzi-lo, mas insights, criatividade e colaboração. Outro elemento importante: a presença de um orientador para estimular a participação do grupo e depois juntar os pedaços para chegar ao resultado.

Como você vai ver ao assistir o vídeo, a apresentação do projeto inclui a história do projeto: de onde veio a motivação para dar início à pesquisa e quem são as pessoas envolvidas no projeto. A descoberta é mostrada como o percurso para se chegar a cada insight, e não só o resultado em si, a conclusão.

Mais um aspecto que se destaca: o fato do grupo de pesquisa se envolver com o assunto, sair da posição de observador e se engajar, vivenciar o assunto que está sendo estudado.

É uma pesquisa sobre como estamos usando o YouTube para nos comunicarmos e sobre como isso afeta e modifica a nossa cultura. E os pesquisadores do grupo, mais do que ver de fora, passaram a produzir vídeos caseiros para experimentar a sensação de operar o equipamento e se expor.

Dessa forma, eles passam a conversar com a comunidade, a interagir com ela. E o mais bacana, o resultado da pesquisa em si não é um documento em papel escrito em linguagem acadêmica. Aliás, pode até ser isso, mas não é só isso, é também o vídeo acima, que é devolvido à comunidade via o próprio YouTube, como uma forma de retribuição, para que ela se veja e aprenda com aquilo que ela mesma ajudou a fazer.

Acho que esse é o vídeo mais bacana / inteligente / relevante / bem acabado que eu vi este ano sobre a Internet. Confira.

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Entrevista boyd: Trajetória pessoal e profissional da 'sacerdotiza das redes sociais'

Sempre disse que o que torna especialmente relevante a pesquisa de danah boyd sobre redes sociais é o fato dela ser íntima desses ambientes.

mas eu simplificava isso dizendo que de alguma forma ela pesquisava a si mesma, que era uma tentativa dela se explicar e se entender.

nesta parte da entrevista ela junta os pontos, da adolescente que fugia pela internet de sua casa e de sua escola, passando pela universitária que estudou ciência da computação, para a pesquisa sobre padrões em ambientes sociais, até desembarcar na sociologia e na antropologia.

em resumo, era isso mesmo, mas é muito mais.

how danah boyd became an anthropologist studying teens using social network sites from juliano spyer on Vimeo.




Entrevista boyd: Por que ela acompanha a maneira como os brasileiros usam a internet?

danah boyd acompanha a experiência dos brasileiros na internet desde que houve um fluxo fora do padrão de brazucas para o site Fotolog. depois veio a invasão do Orkut.

ao mesmo tempo, em termos de desenvolvimento, estamos fundamentalmente subordinados a projetos internacionais.

Neste parte da entrevista, danah boyd explica o que ela vê de especial e diferenciado na nossa presença online.

What is special about the Brazilian internet experience? from juliano spyer on Vimeo.




Para quem ainda não ouviu falar de danah boyd

Encontrei a danah boyd pelo blog coletivo Many2Many que, além dela, traz outros intérpretes - mais ou menos acadêmicos - das transformações produzidas pelas mídias sociais.

danah é a única dos quatro que continuei acompanhando, mesmo de longe. vez ou outra leio um post, um artigo ou acompanho uma palestra disponível online - tudo isso aqui.

Não consigo segui-la de perto, porque falta tempo - ela produz muita coisa -, e porque cada coisa que eu leio ou assisto me mobiliza, me inquieta, pelo conteúdo em si e por me lembrar de como estudar é bom.

Mas quem teve o primeiro contato com danah no Digital Age 2.0 percebeu - quando ela entrou para palestrar com um vestido "da namorada do Luke Skywalker", segundo um dos presentes - que ela é mais que uma acadêmica brilhante.

Quem é danah boyd?

Um dos organizadores do Digital Age confessou que não sabia que existia tanto interesse por ela aqui, apesar do nome dela ter sido indicado por um dos gurus da sociedade da informação, o próprio Chris Anderson, atual editor chefe da Wired e autor do best-seller A Cauda Longa.

É que ela ainda não tem UMA grande contribuição no campo das mídias sociais, ainda não publicou livros e nunca, que eu saiba, fundou start-ups de sucesso. Sua produção é composta por centenas (talvez milhares) de fragmentos, entre posts, entrevistas, artigos, palestras, fundamentalmente analisando o fenômeno das redes sociais.

Uma antropóloga futurista

O que danah faz, em certo sentido, é o mesmo que antropólogos vem fazendo corriqueiramente nos últimos cem anos: interpretar culturas. Mas enquanto a maioria deles estuda dialetos dos chamados indígenas, ela domina o dialeto das máquinas - é formada em ciências da computação - e estuda a tribo dos adolescentes que nasceram praticamente dentro das redes sociais.

Em outra ocasião, eu já resumi os pontos que talvez sejam os fundamentais da pesquisa dela sobre redes sociais. E porque ela se preocupa em se comunicar com quem está fora da academia, seus artigos e palestras são a melhor maneira de conhecer o trabalho dela - aqui uma palestra recente.

Talvez a tecnologia tenha transformado a sociedade tão rapidamente, em termos de valores e comportamento, muito em decorrência da internet, que exista um campo de silêncio entre os adolescentes de hoje e os pais deles. danah é uma das pessoas que mais obstinadamente trabalham para estabelecer conexões entre esses mundos.

Falando de dentro

Mas eu ainda não contei a parte mais importante para se entender a força do trabalho de pesquisa e das análises que ela produz. É que a internet, para ela, é mais do que o assunto da vez.

Nas palestras que eu assisti ela sempre começa falando de si, de como a internet serviu de túnel de fuga do mundo presencial para procurar pares e também para reinventar sua personalidade interagindo com outras pessoas pela Rede.

Ter ido para a academia foi uma das maneiras que ela encontrou para dar continuidade a esse experimento de auto-observação e de observação do mundo.




Quem quer entender melhor a internet deve estudar antropologia

Não tem muito curso sobre internet.

Outro dia, conversando com o Michel da 10 Minutos, ouvi ele dizer que essa é uma das áreas com mais oportunidades.

Até onde eu sei, tem a Jump dando cursos curtos, e mais programas de graduação. A PUC tem o antigo TMD - nao sei o novo nome - e também o MultiMeios.

Nas faculdades de jornalismo já é comum se encontrar cursos específicos para jornalismo online.

Mas curiosamente, o que eu, particularmente, gostaria de estar fazendo, é estudar antropologia. E na sequencia, sociologia.




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