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youtube | Não Zero

youtube

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Uma camera na cabeça e uma ideia na mão - é o espírito do concurso da @inter_gen

Adoro coisas com "a cara da internet". Coisas que aparecem feitas sob medida para acomodar como a gente tem inventado jeitos de ser e se expressar pela internet.

Esse concurso, por exemplo http://www.if.org.uk/filmcompetition, realizado pela Intergenerational Foundation (IF) e promovido pelo respeitado jornal inglês The Guardian.

Feito para pessoas entre 16 e 30 anos. O participante é convidado a gravar uma história. Qualquer história com até 3 minutos.

O que é tão brilhante em relação a isso:

1) Não distingue entre "video makers" e "nao video makers"; é para qualquer pessoa, considerando que a realizaçao pode ser simples, mas o conteúdo ser especial - e muitos serão.

2) tem um elemento de registro pessoal como o I Thought My Father Was God, que inspirou a criaçao do Viva São Paulo. A ideia de mostrar a beleza muitas vezes singela (outras nem um pouco) da vida comum.

3) o fato de que o resultado estará em um meio do caminho interessante entre exploraçao artistica (roteiro, realizaçao) e documento social; quantas possibilidades de a sociedade se reconhecer e conversar a partir das vozes que circularam via o concurso.

4) o fato de demandar apenas a mais simples infraestrutura de produçao que é uma camera de video (até de um celular) e um editor de imagens (tem grátis no YouTube).

5) esse projeto expressar esse potencial de retorno à oralidade que deu origem ao meu Naum Eh Tv. Neste caso a gente quase cai na tentaçao de dizer que "mais simples que isso seria fazer um concurso de redaçao" e de algum modo este é isso, mas tenho a sensaçao que aprender a escrever é mais difícil que aprender a fazer um vídeo nessas condiçoes.

Adoraria ver coisas assim acontecendo no Brasil, lugar tao receptivo ao video (6o maior mercado do YouTube) e que atravessa um momento de tantas mudanças. Será que alguma organizaçao forte no Brasil teria as manhas de dar um empurraozinho?

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Até meados de junho estou no NaumEhTv.com.br

Este mês, excepcionalmente, mudei de casa online. De meados de abril a meados de junho estou no endereço: www.naumehtv.com.br (Pronuncia-se "não é tv".)

Em setembro de 2011 eu entreguei a minha pesquisa de mestrado. Foi um processo intenso de aprendizado e não me conformava com a perspectiva de que algumas porções dessa experiência não estivessem disponíveis para a sociedade.

Graças ao Catarse.me, captei recursos para transformar as partes da pesquisa sobre vlogagem em vlogs, ou seja, em vídeos onde a pessoa conversa com sua audiência.

Tenho podido compartilhar o conhecimento, pedaço a pedaço, e também tido a experiência de vivenciar o processo de criação desse tipo de vídeo online. Segue um exemplo e, fora alguma outra novidade de última hora, vou estar lá mais duas semanas.

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Google Translator traduz "Videolog" por "YouTube"

Olha que coisa bizarra.

Vá ao Google Translator: http://translate.google.com.br.

Digite: "Eu assisto o Videolog".

A tradução para qualquer língua é: Eu assisto o YouTube.

Dá a entender que o Google interfere nas traduções sempre que o conteúdo fere seus interesses. (Se você não sabe, o Videolog é concorrente do YouTube.)

Isso é muito errado. Será que está dito nas letras miudas: "O Google se reserva ao direito de interferir no conteúdo das traduções"?

Me surpreende o jogo baixo. Isso se traduz em: "eu vou bater no carro do meu adversário para tira-lo da pista". Jura que é assim?

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Aprenda os segredos de "vlogar" pelo YouTube

Ainda tem algumas vagas para oficina que eu vou dar sobre técnicas e conceitos de produção de vídeo para o YouTube - é recompensa por apoiar esta proposta com R$200. Um amigo pediu para eu explicar de forma breve o que o projeto trata e quais seriam os potenciais interessados. Em uma casca de noz, pretendo mostrar que existe muita técnica na produção daquilo que a gente chama de "vídeo amador".

Essa técnica não aparece por dois motivos principais: 1) a gente está acostumado com ter a televisão como referência do que seja "técnico" e, portanto, profissional; e em muitos aspectos a TV é o que existe de mais diferente do vídeo para a internet; 2) essas técnicas novas pertencem ainda ao mundo da prática; ela não está formalizada, as pessoas adotam práticas imitando e fazendo experimentos. A seguir, um exemplo do conteúdo da oficina.

Será que a gente pode chamar de amador o trabalho de quem tem mais de duzentos vídeos publicados de forma constante ao longo de meses ou anos? Será que esse termo vale mesmo a pessoa tendo audiência de centenas de milhares (não estou exagerando) de seguidores? E se considerarmos de muitos desses vlogueiros tem interesse em fazer dinheiro com a sua produção de vídeos - eles continuam sendo amadores? A categoria caducou e precisa ser reinventada. A gente não enxerga essa técnica porque não tem palavras para descrevê-la.

Quem pode se interessar: Público em geral que tem interesse em aprender a vlogar (= blogar com vídeo). Também estudantes e profissionais da comunicação (jornalismo, publicidade, etc.), especialmente os envolvidos com comunicação digital. Importante: a participação terá mais resultado se a pessoa souber rudimentos da produção e edição de vídeos usando programas comuns como iMovie e Windows Movie Maker.

Dinâmica da oficina: A oficina será sobre esses assuntos, mas sempre com o componente de pensar a partir da experiência prática, vivida, experimentada. Vamos ver e comentar casos e ainda - muito importante - fazer, realizar, para sair da perspectiva de quem observa para a de quem faz. Serão duas tardes, muito provavelmente em dois sábados à tarde, para todo mundo estar mais sossegado da correria da semana.

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YouTube: #1 Segredo Revelado

Algumas pessoas que se interessaram por apoiar a minha proposta no Catarse, pediram para eu falar um pouco sobre o tema do meu mestrado. Fiz um videozinho novo dando um exemplo de como será a série. Para quem gostar, têm uma palestra e uma oficina como recompensas para apoiadores. É curtinho, dá uma olhada:

Faltam um pouco mais de uma semana para terminar a captação. E a meta é bater a meta! Toda ajuda será bem-vinda e há recompensas para quem doa a partir de R$ 15. E não deixe de passar a dica para quem você conhece que se interessa pelo assunto da comunicação por vídeo na internet!

PS. É justo você querer saber por que estou publicando esses videos no Vimeo se a pesquisa é sobre o YouTube. É que o Catarse pede que os vídeos apresentando as propostas sejam publicados no Vimeo, que tem menos propaganda. É isso.

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Estou passando o chapéu para fazer uma coisa muito bacana

Entre 2010 e 11 eu fiz uma pesquisa antropológica sobre o YouTube - saiba mais. Mesmo estando disponível para download, pouca gente pode aproveitar porque está escrita em inglês acadêmico.

Estou me propondo a transformar as partes mais interessantes e relevantes dessa pesquisa em uma série de vídeos a serem publicados no YouTube. Será uma tradução radical: do inglês para o português, do academiquês para a língua do dia a dia e do texto para o vídeo.

Para conseguir fazer isso, inscrevi esse projeto em um site de captação de recursos chamado Catarse. É fácil, seguro e você pode ajudar doando qualquer valor a partir de R$ 10. Outro resultado disso será uma oficina presencial de dois dias sobre esse assunto, aqui em São Paulo, para quarenta pessoas que doarem a partir de R$ 200.

Além de doar, vai ser muito útil ter a sua ajuda para divulgar estas informações para o seu círculo de amigos. E eu já agradeço pelo esforço!

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Os segredos do YouTube: série de vídeos e oficina

Entre 2010 e 11 eu mergulhei como antropólogo no dia a dia das pessoas comuns que se comunicam via vídeos publicados no YouTube e isso rendeu uma pesquisa de mestrado.

Na pesquisa antropológica a gente tenta se transforma naquilo que está estudando e não apenas observa de longe. A meta é entender as lógicas internas da cultura do outro.

Olhando o mundo a partir do YouTube, fiquei surpreso com a falta de entendimento que as pessoas de fora têm sobre esse ambiente de comunicação.

Conceitos como o que é "amador" e "profissional" ou "privado" e "público" deixam de fazer sentido no YouTube. Por exemplo: uma pessoa pode ser famosa no YouTube e continuar anônima. Os vídeos que ela faz atraem centenas de milhares de visualizações, mas a gente diz que são "amadores".

O grande segredo de quem adotou o YouTube como plataforma para falar com o mundo é que existe, sim, uma técnica para a produção de vídeos de sucesso. Mas ela está tão fora do nosso campo de visão sobre o que um vídeo deva ser que só aprende quem se envolve com isso.

Já ouvi muita gente se queixar do mundo acadêmico, de como a contribuição científica, especificamente nas ciências humanas, dificilmente chega para a sociedade. Eu também fico puto com isso. Depois de por tanta energia pesquisando, o trabalho recebe uma nota e pronto.

- Parabéns, você está aprovado...

Não quero que seja dessa forma. A pesquisa já está feita. Com um pouco mais de trabalho ela sairá dessa casca de palavras difíceis para ficar muito mais acessível. E você pode ajudar isso a acontecer.

A minha meta é trabalhar um mês transformando os principais insights da minha pesquisa sobre o YouTube em vídeos a serem publicados no próprio YouTube. E pelo site Catarse, esse esforço pode ser compartilhado entre muitas pessoas.

O vídeo lá em cima explica tudo isso direito. O ponto é que com muitas pessoas oferecendo um pouquinho este projeto vai levantar vôo. E quem quiser ter esse conhecimento ao vivo e a cores em uma oficina presencial, é só doar a partir de R$ 200. Mas nesse caso as vagas são limitadas.

Vamos?

Informação complementar:

O programa de mestrado que eu fiz de chama Antropologia Digital - link.

Você pode baixar a minha pesquisa em PDF nesta página.

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Como eu parei de fumar (já faz 10 anos)

em 2001, depois de infinitas tentativas frustradas, eu consegui parar de fumar.

como eu não consegui parar apenas abandonando o cigarro - a dependência era maior do que a minha vontade - fui atrás de entender o que estava por trás da dificuldade.

o primeiro passo para conseguir parar foi, para mim, admitir que não se tratava de eu ter pouca força de vontade, mas de estar com pouco entendimento.

eu relato o meu processo para parar de fumar sempre que encontro pessoas que estão atravessando a mesma situação que eu vivi.

daí pensei que seria uma boa deixar isso disponível em vídeo para chegar a outras pessoas.

fiz o vídeo. espero que te ajude e torço para voce conseguir.

não desista. é possível.

ps. de certo modo, este é um post #offtopic em relação à temática recorrente deste blog, mas ele é também um experimento em vlogging, o que o coloca 100% dentro.

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Uma introdução (à introdução) antropológica ao YouTube

Recomendo enfaticamente que você assista o vídeo acima. Sim, são 55 minutos e está em inglês, mas você não vai se arrepender de ter "desperdiçado" esse tempo.

O vídeo apresenta uma pesquisa feita por uma turma de estudantes para um curso de antropologia. E esse é o primeiro ponto a ser ressaltado. O produto gerado não foi feito pela BBC e nem por outra mega-organização de mídia. Ele é uma criação que pode ser classificada de "caseira", algo que pode ser feito usando um laptop.

O atrativo deste vídeo não é a tecnologia ou a infraestrutura usada para produzi-lo, mas insights, criatividade e colaboração. Outro elemento importante: a presença de um orientador para estimular a participação do grupo e depois juntar os pedaços para chegar ao resultado.

Como você vai ver ao assistir o vídeo, a apresentação do projeto inclui a história do projeto: de onde veio a motivação para dar início à pesquisa e quem são as pessoas envolvidas no projeto. A descoberta é mostrada como o percurso para se chegar a cada insight, e não só o resultado em si, a conclusão.

Mais um aspecto que se destaca: o fato do grupo de pesquisa se envolver com o assunto, sair da posição de observador e se engajar, vivenciar o assunto que está sendo estudado.

É uma pesquisa sobre como estamos usando o YouTube para nos comunicarmos e sobre como isso afeta e modifica a nossa cultura. E os pesquisadores do grupo, mais do que ver de fora, passaram a produzir vídeos caseiros para experimentar a sensação de operar o equipamento e se expor.

Dessa forma, eles passam a conversar com a comunidade, a interagir com ela. E o mais bacana, o resultado da pesquisa em si não é um documento em papel escrito em linguagem acadêmica. Aliás, pode até ser isso, mas não é só isso, é também o vídeo acima, que é devolvido à comunidade via o próprio YouTube, como uma forma de retribuição, para que ela se veja e aprenda com aquilo que ela mesma ajudou a fazer.

Acho que esse é o vídeo mais bacana / inteligente / relevante / bem acabado que eu vi este ano sobre a Internet. Confira.

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Ronaldo Lemos fala de xerox ilegal, registro de livros em CC e sobre a guinada de Lawrence Lessig

Mês passado, Ronaldo Lemos, advogado e presentante do Creative Commons no Brasil, distribuiu por email o vídeo de uma apresentação que ele fez a convite do Google nos Estados Unidos.
Não assisti até o fim - overload informativo, correrias -, mas me chamou a atenção o momento em que ele disse que as leis aqui não permitiam o "fair use" de conteúdo registrado, ou seja, aqui, a pessoa que compra um CD e ripa as músicas para escutar no tocador de MP3 é um criminoso. Isso tem consequências, por exemplo, para blogueiros e para as pessoas que usam a internet como veículo de comunicação em geral, na medida em que elas ficam expostas a serem acionadas judicialmente por violação de direitos autorais.

Encontrei rapidamente com o Ronaldo na semana do Campus Party e aproveitei para pedir que ele falasse um pouco sobre a ausência do "fair use" (parte 1 da entrevista) no Brasil e as maneiras para resolver esta situação. Não foi uma entrevista jornalística no sentido ruim do termo, eu não pretendia criar conteúdo, mas me esclarecer sobre o assunto partindo de experiências e vivências como a de lançar um livro. E por conta disso surgiram outras dúvidas e a conversa se desenvolveu, sempre tratando da questão do direito autoral.

Eu quis saber como ele se posicionava em relação às empresas fotocopiadoras (parte 2 da entrevista) que funcionam dentro das faculdades e universidades públicas. É um debate antigo e que está relacionado à maneira como a constituição regula o direito autoral. E o bacana das respostas do Ronaldo é que elas não soam fundamentalistas, "xiitas" em favor da abertura irrestrita do uso de conteúdo registrado. Ele está pensando no bem comum, e não em alimentar disputas com as indústrias que vivem do direito autoral - como gravadoras, estúdios de cinema e editoras.

Do xerox, a conversa evoluiu para as vantagens de se lançar livros pela internet com uma licença Creative Commons - parte 3 da entrevista. Desde o lançamento do Conectado, algumas pessoas me cobram em relação a isso, e eu respondo que estou de acordo - inclusive porque isso beneficiaria a distribuição do livro - contanto que a editora esteja de acordo. E mais uma vez, o Ronaldo traz uma perspectiva razoável e pragmática sobre as situações em que isso valeria a pena.

Finalmente, aproveitei para perguntar a ele sobre a decisão do Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, de mudar o foco de seu trabalho da questão do direito autoral e passar a estudar a corrupção - parte 4 da entrevista. E esse tema fechou bem nossa conversa porque mostrou que o Lessig se refere a uma definição jurídica de corrupção, que é diferente do sentido que usamos no dia a dia. Isso mostra que essa mudança aparente na verdade representa uma abertura do escopo da pesquisa para entender o motivo dos governos não estarem abraçando como deveriam - na medida em que isso beneficia a sociedade - alternativas mais flexíveis de licenciamento autoral, condizentes com o mundo interconectado.

PS. Apesar de ter sido relativamente simples editar os vídeos, ainda assim investi boas quatro horas fazendo isso. Tentei tirar as minhas participações fazendo perguntas, inclusive para reduzir o tamanho do arquivo final. Espero que o resultado tenha ficado compreensível mesmo para quem não entende do assunto.




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