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lessig | Não Zero

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Compensação de CO2 criativo; liberando bens para o ecossistema cultural - oportunidade de negócio?

Há um link que vem sendo construido relacionando o movimento ambientalista e o que defende a cultura livre. Lessig fala sobre "externalidade positiva" já faz tempo e esse enquadramento apareceu para uma audiencia mais ampla em matéria recente da The Economist que o José Murilo resumiu e comentou para o blog Cultura Digital.

Em síntese, o link está no objetivo de preservar o que pertence a todos. Ambientalistas querem que as florestas e a biodiversidade planetária sobreviva para as proximas geraçoes. Os ativistas defensores da cultura livre querem que a cultura - livros, filmes, fotografias, etc - não estejam amarradas por tantos anos a direitos autorais, mas que possam circular e promover o desenvolvimento da sociedade.

Vou apresentar uma proposta partindo dessa associação. Os ambientalistas oferecem hoje uma solução interessante para empresas que querem ganhar o reconhecimento social por colaborar com a preservação do ecossistema: é a possibilidade de compensar o planeta pela emissão de gás carbônico pelo replantio de florestas - veja via SOS Mata Atlântica. Uma atividade que vá causar a liberaçao de CO2 - que influencia na geração do efeito estufa - é equilibrada, então, por uma camada verde que ajudará a reverter esse processo.

A ideia a ser proposta, então, é que empresas possam oferecer uma compensação parecida via liberação de produtos culturais ainda fechados ao acesso da sociedade por leis de direito autoral. Estou me referindo a um tipo especial de produto cultural que sofre as consequencias da alongamento do prazo de validade das leis autorais. Conforme explicou tantas vezes o professor Lessig, essas leis existem para proteger uma pequena quantidade de produtos que continuam rendendo dinheiro hoje (tipo Mickey Mouse), mas acaba valendo para todos os produtos. Resultado: muita coisa que já nao rende nada há decadas não pode legalmente ser copiada e compartilhada.

Imagine a quantidade de livros que foram publicados nos ultimos cinquenta anos e quantos desses ainda estao em circulaçao rendendo dinheiro para editoras. Não tenho esse dado, mas imagino que, fora os clássicos, sobre pouca coisa. Daí a proposta: uma companhia poderia comprar os direitos dessas obras dos detentores dos direitos e digitaliza-los e libera-los para a sociedade. É uma solução boa para todos porque o responsavel legal já nao tinha perspectivas de ser recompensado e agora será.

Imagino que haja espaço para ONGs ocuparem esse nicho se colocando como intermediárias desse serviço. E vejo tambem a possibilidade de os livros liberados terem a indicaçao da organização que ofereceu cada doação para a sociedade, de maneira que a sociedade saberá de sua participaçao e poderá exprimir sua gratidão. Vejo o acordo sendo feito por lote: acorda-se um valor pelo catálogo que não vem sendo reimpresso há pelo menos 20 anos, digamos. Algo justo e que faça sentido comercialmente para quem vende.

Essa é a ideia. Quem quiser pegar, que pegue.

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Aaron Swartz, martírio e redenção do Robin Hood da cultura digital

Ainda estou digerindo a morte de aaron swartz; a principio me incomodou a "heroicização" dele. Me incomodou a imediata transformação dele em mártir, uma espécie de Robin Hood do cyberespaço, vivendo escondido nos ecossistemas "florestais" livres da internet - a associação entre sustentabilidade ambiental e da cultura não é minha, veja aqui - vivendo para a causa, tendo aberto mão da riqueza, etc.

Eu nunca tinha ouvido falar dele, me impressionou a quantidade de pessoas, principalmente do grande panteão da internet dos EUA, se manifestando sobre ele, de Lessig, apontado como uma espécie de mentor (ou "pai" ideológico) a Doctorow, boyd, etc - aqui um resumo das declarações. E hoje me surpreendi com o obituário dele na Economist, indicando que a morte repercutiu muito além do nicho dos ativistas do mundo digital.

Li algumas coisas que, se não reduziram o meu incomodo, me deram a dimensão do comprometimento que ele demonstrou ter pela causa que defendeu praticamente desde sempre - veja obituário acima. Entendi a dimensão da tristeza dos que, como ele, compartilham esses ideias. Abaixo incluo uma pequena lista de conteúdo feito sobre ele que eu encontrei e alguns comentários / pensamentos que esses conteúdos me provocaram.

* As lágrimas do professor Lessig nesta entrevista televisiva (abaixo); "nós podíamos ter feito mais, não estávamos à altura dele".

* O pronto chave da história, o que contextualiza e explica o suicídio, é que Aaron, além de ter sido um ativista renomado, foi preso ao baixar artigos academicos no MIT no mesmo momento da prisão do Manning, o ex-soldado que passou os documentos confidenciais do governo dos EUA para o Wikileaks, e também da perseguição ao Assange do próprio Wikileaks. Havia um interesse do governo americano de tornar o caso do Swartz em exemplo para intimidar os que tentassem fazer igual.

* Me chamou a atenção Lessig mencionando que a família do Aaron estaria tendo que vender a casa para pagar por advogados. Circulou uma declaraçao de um ex-advogado dele dizendo que teria avisado aos representantes da acusação que Aaron tinha tendências suicidas, frente ao que eles teriam respondido cinicamente que "ele estaria seguro na cadeia".

* Li um texto que não consegui recuperar para linkar aqui, de alguém mencionando que o "tráfico de artigos científicos" é a coisa mais comum no mundo academico, mas ele acontece por debaixo dos panos. Esse texto falava de ter conhecimento de professores de Harvard que repassam artigos para quem quiser por seus pen-drives. Isso me lembra também a declaraçao de um parlamentar sueco que admitiu baixar músicas e que convidava seus colegas a "sairem do armário" e se revelarem como baixadores de conteúdo irregular. Independente da vontade de governos e corporações, dada a natureza do funcionamento da rede, acho complicado esse tipo de compartilhamento não acontecer. Haverá um ponto em precipitar o que parece ser inevitável, ou seja, que a indústria baseada nos direitos autorais sobre informaçao sejam extintas ou se reinventem? Cartas para a redação.

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A Internet é grátis, mas a mensagem não tem preço; sobre o encontro entre o professor Lawrence Lessig e a senadora Marina Silva

Por fazer parte da equipe de comunicação da senadora Marina Silva, tenho escutado muita gente se perguntado se ela conseguirá enfrentar uma disputa com pré-candidatos com muito mais tempo de TV.

Ela responde que investirá nas mídias sociais e na internet, mas como sabe que os outros farão o mesmo, diz que aposta no poder de suas mensagens despertarem a paixão.

Hoje a senadora visitou a Campus Party. Depois de passar pelo "batismo digital", foi conversar rapidamente com o professor e jurista Lawrence Lessig -- internacionalmente conhecido pela criação e defesa do Creative Commons.

Por falta de alguém melhor capacitado, eu ocupei a função de tradutor de uma conversa rápida e superficial, que deve ter durado uns cinco minutos, se tanto, e tinha apenas o objetivo de plantar a semente para novos diálogos.

Depois que o encontro terminou, fui me despedir do professor Lessig e ele me pediu para dizer uma última coisa para a senadora: que eles dois tinham lutas irmãs, a dela para que a floresta seja um bem de todos e a dele, para que o mesmo aconteça com a cultura.

Mais tarde, por email, ele me mandou um link explicando mais precisamente o que é o "ambientalismo cultural" ao qual ele se referia: http://lessig.blip.tv/file/1940325/. E acrescentou: "Boa sorte. Como eu disse, ela é uma inspiração para o mundo inteiro."

E aí está um pequeno exemplo disso que a senadora vem falando. Todos os que participarão da campanha presidencial terão a internet, inclusive porque é uma plataforma de acesso gratúito, mas a mensagem que apaixona é algo mais complexo de se conseguir.

À noite, depois de sua palestra na Campus Party, o professor Lessig registrou o encontro pelo Twitter:

Ele escreveu: "Marina Silva faz a história de Obama parecer fácil. Cresceu na floresta, aprendeu a ler aos 16." E completou: "os programadores da Campus Party podem fazer da campanha dela uma realidade."

Isso é despertar a paixão, é ter alguém desse calibre de importância oferecendo publica e espontaneamente o seu prestígio por sentir-se comovido pela mensagem.

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Por que o Brasil é tão respeitado pelos gurus da internet? Conversa com José Murilo Junior

No Digital Age me chamou a atenção que Lessig e danah boyd tivessem falado tantas vezes e com tanta ênfase da importância do Brasil no cenário internacional em favor da defesa da cultura aberta, sem tantas restrições como as que são impostas pelas leis de direitos autorais hoje.

Aproveitei um papo via messenger com o José Murilo Junior - que é um dos evangelistas do governo federal nessa área, e que trabalha no MinC e acompanhou de perto o trabalho do Gil nesse âmbito, além de ter viajado muito trocando experiências pelo mundo - para perguntar até que ponto essa opinião sobre o Brasil era deslumbre e em que medida é uma percepção consistente.

A conversa foi rápida, mas elucidativa na medida em que me senti seguro de que o ex-ministro Gil sabia do que estava falando quando se referia à ética hacker, inclusive porque essa ética está intimamente relacionada ao projeto artístico de canibalismo cultural lançado pelos Modernistas e recuperado nos anos de 1960 pelos Tropicalistas.

Enfim, quem quiser, leia e tire suas conclusões.




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