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aprendizado | Não Zero

aprendizado

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Cinese - ensine o que você sabe (e ganhe dinheiro com isso)

No começo deste ano eu recebi um convite para montar um curso de dois meses sobre etnografia para ambientes online para uma universidade aqui de São Paulo, mas depois que a proposta estava elaborada percebemos - eu e eles - que não ia dar tempo para o curso passar pelas etapas de aprovação no curto prazo. Resultado: o projeto foi para a gaveta.

Nessa época eu cheguei a considerar a possibilidade de realizar o curso de forma independente. Mas no final das contas achei que isso exigiria muito esforço ao mesmo tempo em que eu não tinha clareza do interesse que o curso geraria. Me lembrei dessa história conversando recentemente sobre o projeto Cinese. É bem possível que, se esse serviço existisse antes, o curso teria tido uma oportunidade maior de sair do papel.

Vamos imaginar quantas coisas existem por ai que atraem o nosso interesse e que a gente tem que aprender por conta própria porque não existem escolas para isso. Demora um tempo até uma determinada prática ser difundida a ponto de motivar instituições de ensino a abrirem espaço para aquele conteúdo. É que, por enquanto, a ideia de ensinar alguma coisa formalmente está muito amarrada à existência de escolas.

O Cinese oferece uma alternativa para juntar quem quer ensinar e o público interessado em aprender. Digamos que o Babe Terror resolva complementar a renda dele oferecendo um curso sobre criação musical usando a técnica que ele vem desenvolvendo. Ele pode formatar a proposta, publicar no Cinese e distribuir isso dentro da rede em que ele atua e que é constituída por pessoas interessadas no que ele faz. Se a proposta for conveniente para o público, o site intermedia o pagamento e a experiência rolará independentemente do envolvimento de uma instituição de ensino.

Acho essa perspectiva incrível por algumas razões. Primeiro, porque o serviço do Cinese responde a um problema prático. Uma determinada prática pode ser estimulada ao oferecer meios para o dono desse conhecimento comercializar seu know-how. Em outras palavras: o Cinese facilita que o hobby de algumas pessoas, aquilo que elas fazem por amor, se torne uma forma dessa pessoa se manter e, assim, se dedicar mais a esse assunto. E isso vale especialmente para práticas menos populares - tipo ensino de hieroglifo - ou novas, que venham sendo praticadas há relativamente pouco tempo, como aquilo que o Babe Terror faz.

Também me fascinou o contraponto que o Cinese faz à ideia predominante de como a internet pode contribuir com a educação e com a distribuição do conhecimento. A gente normalmente ouve falar de Ensino à Distância (EaD) ou da oferta de recursos em vídeo de disciplinas acadêmicas. Nesse caso, a rede digital favorece as oportunidades de ensino presencial fundado na prática, na experiência direta com um determinado tema e com as pessoas envolvidas com esse tema.

Falo disso e fico pensando, por exemplo, no meu cunhado que é astronomo e que é "forçado" a sobreviver, enquanto faz seu doutoramento, com bolsas que pagam pouco ou dando aulas de matemática e física em universidades privadas. Quantas pessoas em São Paulo não gostariam de ter uma "iniciação à astronomia", por exemplo, e pagariam por isso na medida em que - eu suponho - existem poucas escolas que oferecem cursos de astronomia para leigos? Para mim, todos serão mais felizes com essa possibilidade: ele, capaz de organizar melhor seu tempo e ganhar dinheiro fazendo o que gosta, e o público, tendo a oportunidade de aprender sobre astronomia sem precisar fazer vestibular e entrar na USP.

Você pode apontar que a USP ou outra instituição de ensino tem o "notório saber" e que pelo Cinese qualquer um pode dar uma de sabido e começar a ensinar astronomia. Essa é uma discussão longa e que tem ecos, por exemplo, no debate sobre a relevância do conteúdo da Wikipédia, conteúdo este que também é produzido em parte por "amadores". Mas há uma diferença, me parece, no caso do Cinese: é que a pessoa que se oferece para ensinar precisa ser convincente para atrair aprendizes e uma das maneiras de fazer isso é mostrando suas credenciais, inclusive as acadêmicas.

Enfim, esse texto já está muito maior do que eu gostaria. Existem mais coisas que eu poderia dizer sobre a experiência, mas fico por aqui. Podemos seguir a conversa na área de comentários. Só faltou completar a informação dizendo que o serviço, por enquanto, está aberto apenas para oferta de cursos gratuitos e isso faz parte da estratégia de lançamento, que visa tornar a proposta conhecida e trazer massa crítica para o site. Mas logo - não sei bem quando, vou perguntar - a possibilidade de pagamento estará disponível e funcionará via Pay Pall. Por que apenas Pay Pall? É que assim quem paga tem a garantia de receber o dinheiro de volta se aquilo que for oferecido não for entregue. Ou seja, é mais uma maneira de garantir o retorno para quem quiser participar.

PS - Depois de terminar esse post, "viajei" um pouco mais longe nas possibilidades de trabalho para mestres e doutores que hoje dão aula em escolas comuns ou universidades e que podem expandir seu cardápio de entregas com cursos tipo: "mitologia clássica e o universo de Tolken". Coisas que existem hoje em ambientes restritos como a Casa do Saber, mas que pelo Cinese podem alcançar outros públicos.

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Aprendizado; como as pessoas aprendem sem professores e escolas; o que a internet tem a ver com isso

Aprendizagem é um assunto que me interessa, especialmente relacionado à participação em redes. Como nós aprendemos em ambientes não-estruturados, ou seja, sem professores e sem escolas. Por uma certa coincidência, acumulei neste último mês um certo volume de conteúdo sobre assuntos relacionados a esse e fez sentido montar um postzinho juntando isso tudo. Infelizmente o conteúdo está todo em inglês.

Este vídeo animado dá o sentido do argumento: o que há de errado com a educação como ela existe hoje.

Mike Wesch é um dos meus idolos hoje. Pra começar, ele é antropólogo e conseguiu "hackear" criticamente a cabeça de muitas pessoas a partir de suas reflexões sobre novas mídias. Neste vídeo ele argumenta sobre a importância de o aprendizado estar associado à prática do conhecimento.

Jean Lave é a antropóloga que aparentemente mais contribuiu para o entendimento da prática do aprendizado. Estas duas palestras recentes ajudam a gente a pensar e a entender como tantas pessoas aprendem usando a internet apesar da ausência de ambientes estruturados de ensino. Isso vale para inúmeras circunstâncias, inclusive, por exemplo, o aprendizado sobre a participação no universo dos vlogueiros, que é um dos temas deste meu estudo.

Este projeto ilustra a reflexão da professora Lave indicando como crianças de uma favela na Índia aprenderam a usar um computador sem saber inglês e sem ter nunca mexido nesse tipo de máquina antes.

A mesma ideia aparece neste projeto piloto do Reino Unido, que é inspirado nas oficinas medievais. O problema que pôs em movimento esta ideia foi o fato de uma parte significante dos estudantes britânicos não enxergarem valor na educação oferecida nas escolas ao mesmo tempo em que o mercado reclamava da falta de qualificaçao da mão de obra que estava saindo das escolas. A solução está mostrando a possibilidade de transformar os alunos mais problemáticos em empreendedores em busca do conhecimento que eles precisam para realizar seus projetos.

Depois desta série mais teórica sobre aprendizado, reuni a seguir outras referências de experimentos no âmbito da educação relacionado à internet. Aqui, o experimento de aproveitar estudantes de uma escola para ensinar sobre tecnologia para professores.

Este vídeo de 20 minutos apresenta o case do projeto Coursera, uma solução de e-learning que oferece uma plataforma para solução de problemas e avaliação junto com aulas dos melhores cursos universitários do mundo. "De grátis".

Este slideshow publicado na Mashable traz sete alternativas para quem quer ser um autodidata e apresenter o que for de seu interesse usando a internet. Entre as alternativas apresentadas estão Codacademy, Khan Academy e o MIT Open CourseWare.

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Até meados de junho estou no NaumEhTv.com.br

Este mês, excepcionalmente, mudei de casa online. De meados de abril a meados de junho estou no endereço: www.naumehtv.com.br (Pronuncia-se "não é tv".)

Em setembro de 2011 eu entreguei a minha pesquisa de mestrado. Foi um processo intenso de aprendizado e não me conformava com a perspectiva de que algumas porções dessa experiência não estivessem disponíveis para a sociedade.

Graças ao Catarse.me, captei recursos para transformar as partes da pesquisa sobre vlogagem em vlogs, ou seja, em vídeos onde a pessoa conversa com sua audiência.

Tenho podido compartilhar o conhecimento, pedaço a pedaço, e também tido a experiência de vivenciar o processo de criação desse tipo de vídeo online. Segue um exemplo e, fora alguma outra novidade de última hora, vou estar lá mais duas semanas.

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LittleBits of Geeky Fun: onde compra?!

Este projeto mereceu a chuva de aplausos oferecidos pela platéia do TED que a assistiu. A ideia de simplificar e tornar componentes eletrônicos mais manuseaveis a partir de códigos de cores e imãs está de mãos dadas com o aprendizado que acontece pelo fazer e pelo experimentar. E, meus amigos, que nome sensacional é esse escolhido: LittleBits!

Muitos amigos da infância e da adolescência se envolveram com a eletrônica e seguiram esse chamado para realizar coisas. Eu não dei o passo seguinte, da mesma maneira como tive preguiça para aprender um instrumento. Talvez tivesse sido diferente tendo esse pacotinho de eletrônica quebra-cabeças. Pode ser.

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Peter Senge palestrará em SP sobre organizações que aprendem

O Banco Real está trazendo um intelectual americano, o professor Peter Senge, do MIT, para palestrar no primeiro Encontro de Sustentabilidade de 2009, dia 1 de junho, 19:30h. Não conheço o trabalho dele, mas o MIT é uma instituição importante mundialmente na área da tecnologia e o assunto da palestra também me chamou a atenção: organizações inteligentes, que aprendem e resolvem problemas coletivamente. Honestamente tenho um pouco de preguiça do tipo de livro que traz regras - tipo: as nove passos para o sucesso, coisas assim. E no livro dele, segundo o verbete da Wikipedia em inglês, "The five disciplines represent approaches (theories and methods) for developing three core learning capabilities: fostering aspiration, developing reflective conversation, and understanding complexity." Mas quero tirar as minhas conclusões.

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