Warning: Table './db186965_naozero/watchdog' is marked as crashed and should be repaired query: INSERT INTO watchdog (uid, type, message, variables, severity, link, location, referer, hostname, timestamp) VALUES (0, 'php', '%message in %file on line %line.', 'a:4:{s:6:\"%error\";s:7:\"warning\";s:8:\"%message\";s:40:\"Creating default object from empty value\";s:5:\"%file\";s:93:\"/nfs/c06/h04/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/modules/taxonomy/taxonomy.pages.inc\";s:5:\"%line\";i:33;}', 3, '', 'http://naozero.com.br/taxonomy/term/44?page=1', '', '54.198.71.184', 1503482477) in /nfs/c06/h04/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/includes/database.mysql.inc on line 135
twitter | Não Zero

twitter

warning: Creating default object from empty value in /nfs/c06/h04/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/modules/taxonomy/taxonomy.pages.inc on line 33.

Associar RSS e Twitter facilita a leitura de feeds e pode ajudar outras pessoas

Eu não gosto de RSS. Eu tendo a querer assinar conteúdo demais e depois fico angustiado por não dar conta de ler tudo. O Twitter é mais legal porque é dinâmico, se você não pode dar atenção às mensagens novas, esquece e volta depois. Pensei, então, numa solução para casar o aspecto positivo dos dois serviços de maneira que eu pudesse ler o RSS pelo Twitter.

A idéia é simples: pegar os feeds que me interessam e retransmití-los para o Twitter. As vantagens são: concentrar a leitura em uma plataforma, não ter a sensação de que o conteúdo esteja se acumulando e poder disponibilizar esse conteúdo específico para outras pessoas que se interessem pelo mesmo assunto.

O primeiro passo foi criar uma conta nova no Twitter. Você pode também direcionar o feed para a mesma conta, mas preferi manter a minha conta como um espaço pessoal. Isso ajuda também a quem quer o conteúdo específico, mas não quer todas as outras mensagens.

Meu interesse era reunir conteúdo publicado de estudos sobre Internet feitos pela perspectiva da antropologia. Ao invés de usar todo o conteúdo, usei o FeedRinse para filtrar tudo o que não fosse sobre o assunto de interesse. Em seguida, usei o link do feed filtrado em um serviço chamado RSS2Twitter para publicar o conteúdo que chegasse na nova conta do Twitter.

Finalmente, passei a seguir essa conta como se fosse outra pessoa, podendo desfrutar do conteúdo que ela publica, sem acessar o RSS e também sem me preocupar em ler cada item. E a conta também fica disponível para quem se interessar pelo mesmo recorte de assunto.

A mesma solução pode servir, por exemplo, para se filtrar determinado tipo de conteúdo do próprio Twitter. O mashup acima teria como fonte o < a href="http://search.twitter.com/advanced">modo avançado da ferramenta de busca do Twitter para selecionar determinados conteúdos como: 1) todas as mensagens, 2) dos usuários A, B e C; 3) que contenham links; e 4) que contenham as termos relacionados.

Essa seria uma maneira, por exemplo, de criar listas de usuários e receber conteúdo sobre o que várias pessoas escrevem sobre determinados assuntos -- ao invés de ter que ler tudo o que elas escrevem sobre tudo para ficar sabendo apenas de questões pontuais.

Espero que isso possa ser útil para alguém. Comentários sobre como soluções relacionadas a essa são bem-vindos.

Comentários



Graças ao apagão, a esposa do @Interney entendeu para que serve o Twitter

Abaixo você vai encontrar toda a sequência de mensagens que eu publiquei pelo Twitter ao longo de duas horas, pelo celular, durante o período do apagão.

São Paulo no apagão

O motivo de publicar estas mensagens é documentar / registrar como o serviço foi utilizado nessa situação de crise.

O apagão mostrou para algumas pessoas menos envolvidas com tecnologia que o Twitter é mais do que uma diversão.

O interessante do episódio foi ver que as pessoas preferiram o Twitter a outros canais de comunicação como o rádio - que também vem em muitos aparelhos celulares.

O Twitter serviu para transmitir informação, para amigos se ajudarem, para a troca de dicas relacionadas à situação e também - fundamental - para reduzir a tensão.

A seguir, as mensagens retuitadas. Elas estão em sentido cronológico invertido, ou seja, as mais recentes estão em cima. Vá até o final deste post se quiser acompanhar o passo-a-passo. Vou marcar algumas com negrito.

. A proposito, bateria do N97 guentou 2h de acesso continuo à internet. Mto bom

. Gente, ta voltando, acho q vai ficar tudo bem. Foi bacana ter tido a companhia de @todos. Agora, cama e salvar 1 pouco da bateria

. Aqui tbem RT @MissMoura: Pronto! Bateria só com um pontinho. E agora? #comofaz? :(

. RT @Neto: O Ministro Edson Lobão informou que o abastecimento deve ser normalizado ainda esta noite. (via Folha Online e Agência Estado)

. RT @jeffpaiva: Galere, cuidado ao voltar a luz. Desliguem aparelhos da tomada pra corrente que chega desequilibrada não queimar nada.

. Rá RT @s1mone: Aqui também! RT @lelira: Pronto, começou a orgia no vizinho. #inveja

. RT @menta90: @jasper Aqui na consolação estamos com luz

. RT @Isabelladallas: acessor da itaipu disse que não tem como prever qto demora, mas q termoeletricas podem fornecer a energia por enquanto

. RT @MissMoura: Enquanto vc, publicitário, estará de folga sem luz, os jornalistas vão ter que se virar... Fiz a escolha certa!

. Rá RT @jampa: Não estamos num apagão. Estamos no cérebro do Gilberto Gil durante uma entrevista. (via @leandro_batata)

. I was thinking about that RT @alexdc: @jasper interesting that Brazilians aren't using hashtags to group these tweets #blackout

. RT @Mobilon: @jasper O presidente d Itaipu acabou d anunciar no Globo News. Em até 30 minutos será possível retomar o abastecimento. #apagao

. RT @andreablois: @jasper tudo apagadono rio ainda.

. RT @ahaportugal: aqui no morumbi tbem no escuro. RT @jasper: Aqui em Pinheiros/Pompeia, ainda no escuro #apagao (Gravity) (a min ago)

. RT @ClaudiaCManso: @jasper Zona Norte Sampa continua sem luz tb.

. RT @psouva: @jasper Em são josé dos campos, sp, voltou.

. Aqui em Pinheiros/Pompeia, ainda no escuro #apagao

. T @Helton: E a luz voltoooou galeraaaa #SP

. RT @fugita: RT @advogadaonline: Itaipu nos trending topics. risos. #apagao

. Noticias contraditorias: uns falam q vai durar dias, outros q tá pra voltar. E ficamos na mesma

. RT @Knuttz: Presidente de Itaiú: 2 trechos de uma das linhas já foram reparados, um terceiro (e o último), será reparado em 30 min.

. Lembranças de 11 de setembro. #euestavala

. RT @alexdc: AP mentions possibility of hackers having caused Brazil's blackout tonight. The Associated Press: Brazil's 2 largest cities hit by blackouts

. Hurray! RT @interney: Minha esposa finalmente achou o twitter útil #blackoutfacts :)

. Xi RT @mlemos: aparentemente a Internet começa a capotar por aqui. PING degrading para vários lugares #apagao como tá a coisa ai com vocês?

. RT @Cabianca: Catso: se foi queda na linha de transmissão por conta de ventania, pode demorar 1 a 2 dias #medo #apagao #2012

. OPA! RT @baunilha: voltou a luz aqui no centro de sp

. RT @gabidias: Lembrancas de qdo a vida era mais simples... #apagao

. RT @emiliomoreno: RT @fimdejogo: reporter da cbn diz q está seguindo as informações pelo twitter. Ligação da entrevista caiu

. Eita! RT @adrianosbr: No Jornal da Globo: se for problema nas linhas de transmissão de Furnas, o #apagao pode demorar dias...!

. RT @jlgoldfarb: RT @lilian_ferreira: Três ouvintes da Bandnews dizem ter voltado a luz em Campinas.- como está no rio?

. I guess its because the energy is out ;-) RT @alexdc: @jasper I'm surprised Itaipu's Wikipedia page hasn't been updated yet

. RT @Cabianca: 800 cidades no Brasil sem energia. #apagão

. Hopefully @shirky will write a post on this ;-) RT @alexdc: @jasper This is Brazil's first big Twitter moment ;)

. @alexdc 10M? Sao Paulo city alone has 20M...

. Será que os tecnicos de Itaipú estão trabalhando no escuro?

. @alexdc A lot of us using Twitter to share news and to keep the sense of humor up #thankstwitter #blackout #brazil

. Serio RT @gilgiardelli: #apagão preso em Cumbica! Nunca na história deste pais o aeroporto ficou sem luz!

. RT @Knuttz: Causa do Black Out: Itaipú está *completamente* paralisada, técnicos ainda não sabem o que aconteceu.

. RT @Cabianca: Vixe, #Paraguai sem luz. Pane em Itaipu e o problema é considerado sério, sem previsão de solução. #JornaldaGlobo #apagão

. RT @bilaamorim: Ja voltou em Recife... RT @andrelmaraujo: @bilaamorim já voltou aqui.

. RT @jampa: #ficadica desligue a chave geral da sua casa, porque quando a energia voltar... Aiai (via @trentas) já fiz. Conselho nerd!

. RT @jampa: RT @eduardonasi: manchete da zero hora amanhã: inabalavel, rs resiste a apagão histórico. (via @accsalgueiro)

. RT @ianblack: RT @gusfune: Parece que a luz vai voltar aos poucos pra quem for convidado. Tenho 10 convites! #blackout

. Tipo quem? RT @vanessaruiz: Pessoal, estamos apurando: outros países podem estar sem energia também. Mas muita calma nesta hora. #apagaoabout 10 hours ago from Gravity

. RT @pedrodoria: RT @rmesquita: RT @robertoharaujo: Furnas terminou a migração para o windows 7 :)

. Quanto tempo vai durar o apagao? Façam suas apostas #bolaodoapagao

. RT @Neto: Tem um cara tocando flauta doce aqui perto. Vamos combinar? Ou falta luz, ou o cara toca flauta né gente?

. RT @crisdias: RT @peruka: Meu nome é John Connor e se você está lendo isso, você é a resistência. #terminator

. RT @jampa: Bebendo como se não houvesse amanha

. Atravessando a Rebouças pela Brasil #oquevoceestavafazendoquandoasluzesapagaram

. RT @mariacarol: Alias para quem está feliz por ter internet 3g neste momento: a autonomia das torres não passa muito de duas horas!

. #arrastoes por #sp e #rio. #blackout #cuidado

. RT @vanessaruiz: Arrastão na região do Vale do Anhangabau. Pessoas saindo do terminal Bandeira e indo p o metrô sendo assaltadas.

. Xiiii RT @MissMoura: Arrastão no tunel velho em Botafogo #RJ. Afirma radio taxi

. Esse #apagao tem q render coletaneas de frases. RT @cavallini: Quando acaba a luz, namorado vai transar e casado twittar.

. RT @belcolucci: paraguai também tá sem luz. Deve ter sido itaipu

. RT @vanessaruiz: Apuramos aqui na CBN, c o Ministério de Minas e Energia, q o problema é em RJ e SP. ES acaba de reportar problemas. #apagao

. Rá! RT @jampa: Onde estão as mulheres quando a gente precisa delas?about 11 hours ago from Gravity

. Aqui, só celular RT @miltonjung: Rádio a pilha e internet por celular nos mantém conectados

. Se vc quiser MESMO brincar com essa situação, tenha o cuidado de sinalizar #piada pra ñ confundir e gerar boatoabout 11 hours ago from Gravity

. Pô, e ninguem sabe ainda o que tá acontecendo? #blackout #brazil

. Putz, nao duvido RT @cavallini: Não é blackout, é uma ação de guerrilha da telefonica

. Total, tava pensando nisso RT @fugita: Esse é daquels momentos que o tuíter é extremamente útil. #apagao

. Atençao, perigo. Caiu a luz geral. Eu vi acontecer. Acabo de cruzar Pinheiros e Perdizes. tudo apagado #apagaosp

Comentários



"Me parece um excelente canal para disseminar valores e reposicionar marcas"

Especialistas de determinadas áreas vêm sofrendo com a Internet. Li um artigo na revista New Yorker dizendo que a Wikipedia não diferenciava um acadêmico de um garoto de 14 anos que lê bastante. E eu sinto prazer verdadeiro sempre que encontro esses amadores, pessoas que, por exemplo, nunca escreveram profissionalmente, nunca venderam um texto, talvez nem tenham pensado em fazer isso, mas tem paixão por um assunto e isso as coloca numa posição interessante em relação ao profissional da área. O amador geralmente tem mais liberdade para dizer o que pensa, porque ele faz isso porque quer, quando quer, sempre depender de prestar contas a uma organização.

Estou fazendo essa introdução porque o post sobre o Blog do Planalto e o Twitter do Serra aproximou o jornalista Vinicius Gorgulho, que se deu ao trabalho de deixar um longo e lúcido comentário após o texto - como o José Murilo do MinC também fez. Pedi autorização a ele para publicá-lo aqui pelo valor da reflexão e também por gratidão, na medida em que é um texto crítico ao meu, mas feito abertamente e com argumentos.

Sou um bastante preocupado com política e acho que a política partidária é o lodo do fundo da fossa da participação política no mundo moderno. Sou mais pela participação direta, via plebicitos sustentados por um modelo de educação que torne as pessoas protagonistas de suas vidas, famílias e comunidades.

PT partido sem mídia, PSDB mídia sem partido, Marina criacionista, os sombrios Demos etc. são todos farinha do mesmo saco. Nenhum deles se preocupou pra valer em fazer um projeto que revolucionasse a educação, como vários emergentes no mundo fizeram com sucesso, assegurando sustentabilidade para projetos de desenvolvimento.

Ainda que, como os outros, o foco do PT seja um projeto de poder, entre os demais é o que mais chega perto de um projeto de desenvolvimento, porque concentra esforços na distribuição de renda, coisa que nunca foi projeto de tucanos e demos.

Lula é totalmente populista, meio caudilho, messiânico, sem protocolo e muitas vezes sem noção, mas toca um projeto que já originalmente tinha vocações mais participativas que os opositores.

O problema é como novo rico político (nunca teve e agora tem muito poder) o PT come iguarias e arrota lavagem. Não prima pela gestão, nem pela idoneidade, tem rabo preso com coronéis como Sarney, mas ainda assim é menos voltado ao modelo que esvazia o estado e centraliza decisões no mercado, ou seja, no poder econômico.

Infelizmente, diante do poder, o PT se afastou da base e está cada vez mais parecido com o PSDB: são partidos de caciques. Sem mídia para fazer costas quentes, como rola com os tucanos, fica muito mais fácil para nós policiarmos os petistas.

Dito isso, acho que é muita ingenuidade esperar que blogs e twitters de partidos como esses sejam esferas de participação popular. Eles são meramente ferramentas de RP.

O blog não dialógico do planalto é simples apoio à imprensa, o modelo torcido de RP, onde só se pensa em relações com a imprensa. O twitter do Serra serve ao reposicionamento da imagem do político, um RP online com caráter mais amplo, de relacionamento com a classe média graduada ou pós-graduada e usuária pesada de internet, público notadamente formado por uma maioria de profissionais de comunicação, gente influente no engajamento da opinião pública.

Se é ele mesmo que responde eu não sei. Sei que qualquer bom profissional de comunicação pode ser um ótimo ghost writer, inclusive emulando a naturalidade do personagem.

Vale dizer também que uma mídia que oferece "peças" de 140 toques, demanda uma hiper-rotatividade e já tem credibilidade de canal de informação e opinião entre o público que mencionei, acaba fazendo o seguidor ler e "comprar" discursos subjacentes, sem muita análise do discurso a priori.

Dessa perspectiva, me parece um excelente canal para disseminar valores e reposicionar marcas. Marcas como José Serra.

Por fim, acho que a internet é sim "O" grande canal para operacionalizarmos uma democracia verdadeira, de participação direta em rede. Só que ela sozinha, sem um projeto de educação transformadora pode simplesmente nos transformar num povo fascistóide, comos os malucos que foram ao discurso do Obama fortemente armados.

Comentários



"Quando entramos no clássico modelo de debate competitivo, construímos pouco"

Falar de assuntos relacionados a política fatalmente atraem trolls - pessoas que não se identificam e que atacam o texto por motivos que nem sempre ficam claros. O bacana, o outro lado da moeda, é receber feedback construtivo de pessoas que estão do lado que seria o da oposição.

Já falei algumas vezes do meu respeito pelo José Murilo Junior, que é um dos responsáveis por projetos relacionados a Internet no Ministério da Cultura. Ele deixou um comentário longo no meu texto sobre o Blog do Planaldo e as tuitadas do Serra. Leia abaixo a íntegra dessa mensagem e veja como uma pessoa pode discordar construtivamente, acrescentando ao debate e sem precisar se esconder. Valeu, Murilo.

Alô Juliano, Seu post é muito bom. A parte mais inspirada para mim '... as críticas ao produto (blog do planalto) têm mais a ver com a posição política de quem fala do que com o blog em si'.

Todos temos nossas preferências políticas, e quando entramos no clássico modelo de debate competitivo, construímos muito pouco.

A Rede embaralha um poucos estes modelos clássicos, não é? Foi mais ou menos o que apontei no texto 'Por uma cultura digital participativa', que integra os documentos de apresentação do 'Fórum da Cultura Digital Brasileira' (culturadigital.br), processo lançado recentemente pelo Ministério da Cultura.

Um pouco de história: em minha experiência de implementação web no governo, tive a honra de assessorar o prof. Bresser, então ministro da administração e reforma do estado, em um chat aberto (ele mesmo) com os servidores públicos sobre a extinção do RJU (regime jurídico único). Isto aconteceu ainda no século passado (1999), e até hoje nenhuma autoridade brasileira foi tão arrojada no uso da web, posso assegurar.

Mas depois de viver a experiência da gestão Gil no MinC, que alavancou uma sofisticada reflexão sobre os impactos do digital na cultura, e agora a gestão Juca Ferreira, que se empenha em traduzir a reflexão em prática, posso afirmar que a sensibilidade para as possibilidades do digital não são prerrogativas de partidos ou movimentos. Exige antes de tudo uma postura de abertura, e de colaboração.

O uso de blogs e twitter faz parte do dia-a-dia do MinC há muito. Fomos pioneiros em tudo, inclusive no uso do wordpress para gerenciar um portal institucional (em 2007), o que foi estratégico para implementar a cultura da transparência e demonstrar a importância da conversa online com públicos usuários.

É por isso que digo: novidade mesmo é a rede social do culturadigital.br - 'um novo jeito de fazer política pública' ;-)

"As pessoas mais criativas jamais estão reunidas todas em uma só empresa, ou governo, ou organização, ou país. Abrir os processos de construção de políticas públicas na rede, facilitando a colaboração dos interessados, é uma iniciativa quase óbvia neste início de século. Promover a inovação distribuída em questões de governança pode qualificar a democracia, transformar a sociedade." (Por uma cultura digital participativa).

Comentários



Sobre a campanha #Inconfundivel

Há coisa de dois meses, fui convidado para ser um dos curadores de uma campanha da qual participariam também outras pessoas da Web que eu respeito e admiro, entre elas Cris Dias, Merigo e Wagner Fontoura.

A campanha consiste no seguinte: semanalmente tuitamos links de coisas bacanas encontradas na Rede identificando a mensagem com a palavra "inconfundivel". Esse conteúdo é, então, reunido no site criado para a ação.

Os curadores têm liberdade total para escolher os temas de seus tweets e, como cada um tem interesses diferentes, o resultado é um caldo de informações que vai da bizarrice ao sublime, incluindo muita cultura geek. Veja alguns exemplos:

@kibeloco: Espetacular! Bobby McFerrin é #inconfundivel

@jasper Aluno d jornalismo tuita sobre mofo em laboratorio e reitor responde.Caso isolado ou o futuro? http://migre.me/50Qn #inconfundivel

@nickellis Um conto sobre o passado (e futuro) da América pelo genial Robert Crumb! #inconfundivel

Para mim, participar dessa campanha é o máximo porque sou pago para fazer uma coisa que já faço por amor - na linha de o que o Shirky chama de amor.

A meta da campanha, até onde eu vejo, é criar um buxixo que leve as pessoas mais curiosas a garimpar a rede até chegar ao site da ação e desvendar o mistério - como uma espécie de desafio - para, então, divulgar essa descoberta para os amigos.

Comentários



O guia sobre o Twitter é um sucesso e a "culpa" é do Talk Labs

Você viu? A Talk criou e lançou um guia sobre o Twitter. Eu escrevi, o Pedro Albuquerque criou a capa, outras pessoas participaram. Foram 40 dias de trabalho. Juntamos todo esse conhecimento, organizamos, testamos e, ao invés de ficar só para a gente, ou para os nossos clientes, ou até vender, foi tudo para a rede, integralmente, junto com um repositório de conteúdo em português sobre o Twitter.

O resultado disso: mídia espontânea nos principais veículos, milhares de recomendações espontâneas e isentas apontando para o blog da Talk e - o principal indicativo de sucesso - 7 mil downloads em menos de 24 horas. Imagine que um livro como esse, se fosse sair impresso no Brasil, teria provavelmente 3 mil cópias que se esgotariam, com sorte, em um ano. O livro da Talk alcançou o dobro disso em menos de um dia. Interessante, não?

Mas esse livro não é um produto solto, ele está no contexto de uma iniciativa da Talk chamada TalkLabs. É ao mesmo tempo o playground, o lugar de experimentação, e também aquilo que promove a empresa para clientes potenciais e para a sociedade pelo compartilhamento de conhecimento.

O TalkLabs não é uma iniciativa rasteira. Veja o investimento para a criar e lançar o guia do Twitter: três semanas e mais uns quebrados do meu trabalho, mais o trabalho do nosso designer & artista Pedro Albuquerque, mais o trabalho de revisão e correção, mais o pagamento do cachê do Tas para produzir o prefácio. Mais infra, equipamento. É um investimento.

Esse tipo de ação é tão incomum no meio empresarial que o site Ciência Hoje de Portugal, ao anunciar o lançamento do guia, se referiu à Talk como uma editora. Desde quando empresa faz livro?

Nem o Orkut, maior sucesso da história da internet no Brasil, porta de entrada para a internet e "casa virtual" de 26 milhões de brasileiros motivou outras agências a produzirem um guia com as mesmas características. E quantas pessoas conhecem colegas de área que já "ganharam" três semanas de trabalho remunerado para produzir um livro?

O TalkLabs serve para isso: para promover a empresa de maneira diferenciada, oferecendo conhecimento e experiências relevantes e úteis para usuários da internet. O livro é um exemplo, mas existem outros.

Foi pelo Talk Labs que chegamos ao TalkShow, uma solução para produzir podcasts e entrevistas online usando o Twitter como plataforma de interação ao vivo com a audiência. E tem ainda o Adote um Parágrafo, uma ação para realizar traduções colaborativas de textos importantes sobre internet, e o MobileCamp, uma encontro presencial para as pessoas envolvidas com projetos mobile se conhecerem e trocarem idéias.

Enfim, esse é o TalkLabs e eu gostaria de ver mais empresas seguindo essa trilha.

Comentários



Tudo o que você precisa saber sobre Twitter, em português e grátis

capa do livro: Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

“Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” será lançado na rede esta semana pela Talk Interactive e ficará disponível gratuitamente na Web - faça o download aqui.

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” será lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro (http://www.twitter.com/lets_talk). O conteúdo ficará disponível na internet com uma licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas. “O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”, afirma.

A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço. “É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:
- O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson
- O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando "sozinho", eventualmente alguém responde. @saintbr
- Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte
- O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
- Criação: Talk Interactive
- Páginas: 110
- Licença: Creative Commons
- Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

Sobre a Talk

A Talk (www.talkinteractive.com.br) é uma agência especializada na formulação de estratégias de marketing digital, mídias sociais e tecnologias 2.0 para clientes de vários segmentos, especialmente da área institucional.

O texto acima é o release oficial. Agora, algumas considerações

Eu queria tanto escrever um guia sobre o Twitter - tanto, tanto, tanto - que estimei que conseguiria fazer isso em uma semana: 5 dias úteis! Agora que ele finalmente está pronto, penso na corrida de montanha-russa que foram os últimos 40 dias e me pergunto como eu cheguei a esse prazo tão otimista / sem noção.

Um livro em 5 dias

Em parte, estimei que conseguiria produzi-lo em uma semana pelo desejo de fazer o que eu gosto: pesquisar e escrever sobre um assunto que vem sendo a minha vida há 12 anos, e também pela noção de que uma semana é o que dá para garantir na rotina acelerada das agências de publicidade.

Também fiz essa estimativa partindo da premissa de que o livro demandaria relativamente pouco esforço criativo já que toda a informação sobre o Twitter está disponível na Rede. O esforço se resumiria a encontrar, escolher e organizar o conteúdo.

É claro que seria possível fazer um guia do Twitter em uma semana, até em um dia, mas ele não teria 110 páginas, nem cobriria a mesma extensão de temas, teria uma diagramação mais básica, uma capa simples e, consequentemente, menos utilidade e chamaria menos a atenção de eventuais interessados.

De volta da montanha-russa

Foi uma pauleira - sábado, domingo, madrugada, fim de semana, férias -, mas consegui fazer o livro que eu queria. Se eu tivesse mais tempo, acredito que o resultado não seria muito diferente disso, principalmente porque o Twitter continua evoluindo e se reformulando. Um livro maior ou mais reflexivo correria o risco de ficar desatualizado (mais) rápido e não compensaria o esforço.

O conteúdo está há duas semanas sendo revisado e corrigido e durante esse tempo me preocupei em inserir informações relevantes que foram aparecendo. A última modificação foi feita hoje para incluir uma menção ao ataque que paralisou o Twitter por algumas horas ontem - e espero que não aconteça nada até segunda =)

Tudo o que você precisa no mesmo documento

É um livro prático onde todo usuário deverá encontrar alguma novidade para aperfeiçoar a maneira como usa a ferramenta. Você pode gastar horas procurando e filtrando informações sobre o Twitter na Rede ou pode baixar o livro e encontrar quase tudo de relevante publicado sobre o serviço, voltado para pessoas e também para organizações.

Concordo com o Steven Johnson quando ele escreve que daqui a dois anos é possível que tenhamos trocado o Twitter por alguma outra novidade, mas mais importante que o Twitter - e daí a motivação para produzir este guia - são as novidades que ele traz para o usuário comum da Web e a maneira como o serviço acompanha a tendência de usarmos o celular como computador portátil.

Nesse contexto, o objetivo do livro é trazer mais gente para o Twitter, apostando que mais pessoas experimentando e registrando suas descobertas ajudará a amadurecer o mercado da internet aqui e em lugares culturalmente próximos como o restante da América Latina e os países lusófonos.

Talk, thanks ;-)

Finalmente, é importante ressaltar que esse livro não existiria hoje do tamanho e com a qualidade que está sem o apoio integral da Talk a este projeto. Em uma indústria muito frequentemente movida por resultados financeiros, não deixa de me surpreender a demonstração de interesse em fazer um guia "pra valer", com função exclusivamente educativa. É o que faz a diferença.

Depois devo escrever mais sobre isso, mas este manual foi mais uma experiência em relação à produção de livros digitais. Ele foi ainda mais artesanal que o Para Entender a Internet, no sentido que, além de escrever, eu fiz a pesquisa de imagens, a diagramação do texto e das imagens, além de coordenar a correção e também a negociação para contratar o mestre Marcelo Tas para produzir o prefácio.

Uma das consequências curiosas desse processo intenso é que eu praticamente parei de tuitar depois que concluí a fase de pesquisa. Fiz isso para evitar ver coisas interessantes e me dispersar das metas e também para não me confrontar com as dezenas de notícias relacionadas ao Twitter que são tuitadas diariamente.

Agora e acabou e espero voltar à correria normal de trocas de links, conversas e debates.

Comentários



Faz sentido tuitar por SMS no Brasil? - exemplo de uma reportagem que substitui entrevista por conversa

O que voce vai ver a seguir exemplifica como dá para montar um texto substituindo a entrevista pela conversa.

O Twitter surgiu nos EUA para facilitar que grupos de conhecidos conversassem entre si - posto de outra forma, eles estava explorando o promissor filão resultante do cruzamento entre sites de redes sociais e plataformas móveis. Nesse contexto, ao invés de mandar o mesmo SMS para todo mundo, você mandava um SMS e a mensagem ficava publicada na Web para todos lerem. Faz todo o sentido e, no entanto, eu nunca tinha ouvido falar de pessoas que usassem SMS para atualizar o Twitter aqui no Brasil. Resolvi perguntar: voce acha que teria alguma vantagem mandar e receber updates pro Twitter via SMS? #duvida. (Continue lendo.)

Comentários



Brincando de Roberto Marinho (ou "Sejamos imperialistas! Cadê?")

Esses dias, participei de um evento apresentado pelo Marcelo Tas e ele falou sobre como a internet, para ele, é como brincar de Roberto Marinho. Ele falou isso se referindo a como, quando ele começou a trabalhar com comunicação, era complicado e caro falar com audiências.

Depois de todo o buzz da Web 2.0 se espalhar pelo mundo, é até chavão dizer que a internet abriu oportunidades infinitas, revolucionárias. Mas o Tas falava de como isso ainda é pouco explorado e de como existem possibilidades de combinar serviços gratúitos para testar os limites dessa plataforma.

Estou dizendo isso para convidar quem quiser / se interessar para brincar de Roberto Marinho de uma maneira diferente, que está saindo do forno do nosso Talk Labs e que se chama Talk Show. A brincadeira consiste em participar de uma conversa em rede, descentralizada e auto-organizada, realizada a partir de um streaming de audio.

Comentários



Nesta terça (dia 17), 18h, lançamento pelo Twitter do livro "Para entender a internet" - ajude a divulgar

Capa Para entender - em alta

Mais um livro está saindo do forno. E, dessa vez, um livro 100% Web, integralmente disponibilizado em PDF e também por um site para leitores debaterem e conversarem entre si e com os autores sobre assuntos de interesse comum. O livro é uma coletânea e se chama Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede - ao lado, a capa. Participam 38 autores, todos eles protagonistas brasileiros em seus campos de atuação.

Apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a Web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar. E os autores têm intimidade com o assunto para fazer isso. Por exemplo, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons. E por aí vai a lista.

Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa.

Para chegar a essas pessoas sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k - para caber em uma mensagem de email - e é por isso também que o lançamento deste livro não será em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter.

Resumindo, nesta terça (dia 17), às 18 horas (horário de Brasília) vou disponibilizar pelo Twitter o link para o site e para fazer o download do livro. Naturalmente, todos os autores têm conta no Twitter e serão convidados especiais para essa conversa. Não sei se isso já foi feito e nem o que vai acontecer, mas, no mínimo, vamos ter um bate-papo com quem quiser saber mais sobre esse projeto.

PS. Aproveitando o convite para a conversa na terça, já adianto um possível assunto: que este livro pretende demonstrar que está muito mais fácil produzir livros úteis coletivamente e em prazos reduzidos utilizando a Web.

PS2. Para quem estiver em Sampa, vamos tomar uma cerveja e jogar conversa fora no Exquisito na sequência do lançamento, às 20h.

Comentários



Syndicate content