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reflexão | Não Zero

reflexão

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Nassif será o próximo a ser demitido pelo IG?

Recentemente publiquei aqui e na revista WebInsider uma reflexão sobre os problemas de implantação do chamado jornalismo participativo nos grandes portais. Os responsáveis reclamam que esses canais geram muito ruído e pouco conteúdo aproveitável. A Ana Carmen, que estava comigo em um evento recente na BBC sobre esse assunto, complementou a idéia explicando por quê as pessoas que têm o que dizer ignoram esses veículos. E essas idéias abriram boas frentes de debate na WebInsider. Vou aproveitar a falta de tempo para atualizar o blog para compartilhar algumas dessas idéias.

De Dr. Gap: Olha, realmente vc tocou num ponto interessante. O último episódio claro de que os portais defendem interesses “próprios”, e são influenciados por “figurões”, foi o caso do Paulo Henrique Amorim ter sido demitido do IG após vários posts comprometedores sobre alguns medalhões da politica. Eu quero ver o que o IG vai alegar pra mandar o Nassif embora. As séries sobre Daniel Dantas do Nassif e do PHA não diferiam muito não. O que vc acha?

Caro Dr. Gap, eu confesso que nem sabia que Nassif tem seu blog no IG. É tanta coisa, tanta informação, que é impossível acompanhar tudo. Sobre o caso do PHA, acho chato ele ter sido demitido por fax. Mas não descarto que pelo menos um dos motivos tenha sido o custo da operação. Não acompanho particularmente o dia a dia do IG, mas tenho ouvido que a empresa está se desfazendo de contratos de compra de conteúdo que custam caro e não correspondem à expectativa em termos de tráfego. É também uma questão estratégica definir se voce quer ter associado ao seu veículo o nome e o prestígio do PHA ou se prefere usar o mesmo dinheiro para ter dez blogueiros em início de carreira, super antenados e que possivelmente trarão mais tráfego (talvez nao tão qualificado) para o portal. Enfim, existem muitos elementos a serem considerados. Não sou ligado ao IG, mas isso me passou pela cabeça... Lendo, posteriormente, a discussão na área de comentários deste texto do PD e neste texto da última edição da Carta Capital, parece que existe uma relação entre a compra da Brasil Telecom pela Oi e o afastamento do PHA, que é desafeto do banqueiro Daniel Dantas.




Por que o jornalismo participativo não decola nos portais?

As soluções implementadas hoje do chamado jornalismo participativo, colaborativo ou cidadão pelos principais portais de notícia brasileiros têm de novo só o nome, porque geralmente funcionam da mesma forma como as antigas seções de cartas do leitor.

A chamada internet comercial existe há quase 20 anos e os veículos de comunicação continuam se justificando: - "Precisamos filtrar a informação enviada pelos usuários para garantir a correção da notícia e não comprometer a reputação do veículo." Mas desde 1997 o site de notícias tecnológicas Slashdot popularizou a auto-moderação, que significa usar soluções para medir a reputação de usuários e compartilhar a filtragem do conteúdo entre os mais comprometidos com o site.

A ação descentralizada dos indivíduos - cada qual votando no que gosta ou não gosta - faz emergir uma ordem que revela de maneira surpreendentemente precisa os interesses da comunidade. Essa solução é mais barata porque usa a contribuição voluntária de centanas, milhares ou milhões de usuários para fazer a triagem do conteúdo. É também mais eficiente porque os editores não precisam mais advinhar o que a audiência quer. Por que nenhum dos grandes quer saber disso?




A busca pela eficiência, até quando? Ou: será que estamos doentes?

Me lembro de uma história. Não sei quem me contou ou quando. Era mais ou menos assim: um cientista visitou uma aldeia miserável no Peru. Os índios trabalhavam de sol a sol para tirar o mínimo para sobreviver. O visitante pensou: - Imagine a prosperidade deste lugar se eles tivessem tecnologia. E voltou à civilização, fez lobby e etc, até conseguir tratores para os moradores da tribo.

Voltou no ano seguinte à tribo e encontrou a mesma situação de penúria.




Se você acha que a internet é dispersiva, imagine viver disso...

A internet é, sim, dispersiva. Tantos atrativos, um labirinto de links para todos os lugares. A curiosidade pode borboletear horas sem pousar. Reclamam os patrões pelos funcionários, reclamam os pais pelos filhos. Agora, para quem vou reclamar? Vivo da internet. Sou eu quem banco a minha dispersão e a dispersão, de certa forma, é o que garante o meu sustento. Que situação!

Cheguei depois das 21h em casa. Várias coisas para fazer, não sei direito o que, pontas por amarrar, adio. Primeiro email, coisas aleatórias. Daí uma coisa leva a outra, o novelo se desenrola, vários novelos simultâneos, e já são quase 22:30h e o trabalho definitivamente ficou para amanhã.

A título de registro, vou refazer o caminho da aleatorização nesta última hora.




Ronaldo Lemos fala de xerox ilegal, registro de livros em CC e sobre a guinada de Lawrence Lessig

Mês passado, Ronaldo Lemos, advogado e presentante do Creative Commons no Brasil, distribuiu por email o vídeo de uma apresentação que ele fez a convite do Google nos Estados Unidos.
Não assisti até o fim - overload informativo, correrias -, mas me chamou a atenção o momento em que ele disse que as leis aqui não permitiam o "fair use" de conteúdo registrado, ou seja, aqui, a pessoa que compra um CD e ripa as músicas para escutar no tocador de MP3 é um criminoso. Isso tem consequências, por exemplo, para blogueiros e para as pessoas que usam a internet como veículo de comunicação em geral, na medida em que elas ficam expostas a serem acionadas judicialmente por violação de direitos autorais.

Encontrei rapidamente com o Ronaldo na semana do Campus Party e aproveitei para pedir que ele falasse um pouco sobre a ausência do "fair use" (parte 1 da entrevista) no Brasil e as maneiras para resolver esta situação. Não foi uma entrevista jornalística no sentido ruim do termo, eu não pretendia criar conteúdo, mas me esclarecer sobre o assunto partindo de experiências e vivências como a de lançar um livro. E por conta disso surgiram outras dúvidas e a conversa se desenvolveu, sempre tratando da questão do direito autoral.

Eu quis saber como ele se posicionava em relação às empresas fotocopiadoras (parte 2 da entrevista) que funcionam dentro das faculdades e universidades públicas. É um debate antigo e que está relacionado à maneira como a constituição regula o direito autoral. E o bacana das respostas do Ronaldo é que elas não soam fundamentalistas, "xiitas" em favor da abertura irrestrita do uso de conteúdo registrado. Ele está pensando no bem comum, e não em alimentar disputas com as indústrias que vivem do direito autoral - como gravadoras, estúdios de cinema e editoras.

Do xerox, a conversa evoluiu para as vantagens de se lançar livros pela internet com uma licença Creative Commons - parte 3 da entrevista. Desde o lançamento do Conectado, algumas pessoas me cobram em relação a isso, e eu respondo que estou de acordo - inclusive porque isso beneficiaria a distribuição do livro - contanto que a editora esteja de acordo. E mais uma vez, o Ronaldo traz uma perspectiva razoável e pragmática sobre as situações em que isso valeria a pena.

Finalmente, aproveitei para perguntar a ele sobre a decisão do Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, de mudar o foco de seu trabalho da questão do direito autoral e passar a estudar a corrupção - parte 4 da entrevista. E esse tema fechou bem nossa conversa porque mostrou que o Lessig se refere a uma definição jurídica de corrupção, que é diferente do sentido que usamos no dia a dia. Isso mostra que essa mudança aparente na verdade representa uma abertura do escopo da pesquisa para entender o motivo dos governos não estarem abraçando como deveriam - na medida em que isso beneficia a sociedade - alternativas mais flexíveis de licenciamento autoral, condizentes com o mundo interconectado.

PS. Apesar de ter sido relativamente simples editar os vídeos, ainda assim investi boas quatro horas fazendo isso. Tentei tirar as minhas participações fazendo perguntas, inclusive para reduzir o tamanho do arquivo final. Espero que o resultado tenha ficado compreensível mesmo para quem não entende do assunto.




Como o Twitter ajuda a resolver o overload informativo e como aperfeiçoá-lo

Overload informativo é um dos assuntos recorrentes deste blog. Outro dia, proseando com o André Passamani, ouvi ele falando que gostaria de não ter que ler a não ser material recomendado e já resumido. Esse é o sonho de quem se embrenhou na rede e está atravessando essa fase de adaptação do broadcast para o "socialcast" (que tal o termo?), a informação transmitida por identificação dentro de grupos de interesse comum informais.

Segue uma reflexão rápida sobre o Twitter como solução pra esse problema e de como essa solução de filtragem poderia ser aperfeiçoada.




Por que algumas vezes a coisa flui e outras, trava?

Tenho sido convidado para falar, principalmente para estudantes universitários, particularmente para áreas da comunicação, sobre colaboração online. Acho que fiz minha melhor apresentação neste último sábado, no Seminário Tecnologias contectadas nas mídias sociais, promovido pela Faculdade Cásper Líbero.

Tem ocasiões em que a conversa dá certo. Isso acontece em parte por causa de treinamento, também por estado de espírito - se estou cansado, nervoso, ou tranquilo e concentrado. Mas tenho tido a impressão de que existe um elemento meio místico que também contribui. Veja se você concorda e observa isso na sua vida.




Primeiras impressões sobre The Cult of the Amateur

O conectado André Avorio esteve pessoalmente no lançamento em Londres do The Cult of the Amateur, cujo subtítulo é "Como a internet hoje está matando nossa cultura e assaltando nossa economia". Se eu não me engano, esse foi o livro que o Caio Túlio perguntou recentemente se eu tinha lido e me recomendou ler. Agora ele chegou às minhas mãos - graças ao André, meu companheiro de indigestão informativa.

Estou curioso para ler o resto, mas já posso registrar algumas impressões após a leitura da introdução: o autor não faz questão de ponderar, de observar com serenidade problemas e vantagens da internet. Com isso, seu livro se parece mais com um panfleto provocativo do que com uma tentativa honesta de entender o que está acontecendo - como é o caso do A Riqueza das Redes, por exemplo.




Tem uma parte do meu cérebro que não me pertence

O assunto é complicado e não pretendo resolvê-lo nessas poucas linhas que vou escrever. Aliás, eu não ia escreve hoje, mas seguindo minha proposta de ler diariamente os feeds dos blogs, acabei trombando com a seguinte notícia: conteúdo aberto cria mais valor econômico que o direito autoral.

Eu já tinha feito comentários sobre esse assunto enquanto lia o Free Culture do Lawrence Lessig, e justamente ontem estava pensando no seguinte: se eu quiser inventar uma história que, ao invés de personagens "originais", faça interagir personagens da minha infância como a turma da Mônica, Disney, Speedy Racer, Ultraman e Snoopy, das duas, uma, ou eu gasto uma fortuna e perco meses negociando com os donos dos direitos autorais, ou me exponho a ser processado - caso minha obra se torne pública.




Do email ao blog: comunicação no atacado e no varejo

Completando o que eu estava escrevendo no post anterior. Estou esperando o momento em que vamos reduzir as conversas no varejo (via email pessoal) e aumentar as no atacado (pelo blog).

Não me entendam mal. Não acho que a gente deva só falar com as audiências. Não tem a ver com se afastar dos relacionamentos pessoais. Me refiro ao fato de que muitas mensagens individuais poderiam aparecer em uma plataforma aberta e dessa maneira incitar o prolongamento da conversa (inclusive sem a presença dos "donos" da conversa, por exemplo, nas áreas de comentário e em outras plataformas.)

Em algum momento é possível que o blog se torne o veículo principal, o espaço onde falamos dos assuntos abertos. E deixamos o email para o que for confidencial, privado ou irrelevante para o coletivo.

Alguém tem pensado sobre isso?




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