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lawrence lessig | Não Zero

lawrence lessig

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Compensação de CO2 criativo; liberando bens para o ecossistema cultural - oportunidade de negócio?

Há um link que vem sendo construido relacionando o movimento ambientalista e o que defende a cultura livre. Lessig fala sobre "externalidade positiva" já faz tempo e esse enquadramento apareceu para uma audiencia mais ampla em matéria recente da The Economist que o José Murilo resumiu e comentou para o blog Cultura Digital.

Em síntese, o link está no objetivo de preservar o que pertence a todos. Ambientalistas querem que as florestas e a biodiversidade planetária sobreviva para as proximas geraçoes. Os ativistas defensores da cultura livre querem que a cultura - livros, filmes, fotografias, etc - não estejam amarradas por tantos anos a direitos autorais, mas que possam circular e promover o desenvolvimento da sociedade.

Vou apresentar uma proposta partindo dessa associação. Os ambientalistas oferecem hoje uma solução interessante para empresas que querem ganhar o reconhecimento social por colaborar com a preservação do ecossistema: é a possibilidade de compensar o planeta pela emissão de gás carbônico pelo replantio de florestas - veja via SOS Mata Atlântica. Uma atividade que vá causar a liberaçao de CO2 - que influencia na geração do efeito estufa - é equilibrada, então, por uma camada verde que ajudará a reverter esse processo.

A ideia a ser proposta, então, é que empresas possam oferecer uma compensação parecida via liberação de produtos culturais ainda fechados ao acesso da sociedade por leis de direito autoral. Estou me referindo a um tipo especial de produto cultural que sofre as consequencias da alongamento do prazo de validade das leis autorais. Conforme explicou tantas vezes o professor Lessig, essas leis existem para proteger uma pequena quantidade de produtos que continuam rendendo dinheiro hoje (tipo Mickey Mouse), mas acaba valendo para todos os produtos. Resultado: muita coisa que já nao rende nada há decadas não pode legalmente ser copiada e compartilhada.

Imagine a quantidade de livros que foram publicados nos ultimos cinquenta anos e quantos desses ainda estao em circulaçao rendendo dinheiro para editoras. Não tenho esse dado, mas imagino que, fora os clássicos, sobre pouca coisa. Daí a proposta: uma companhia poderia comprar os direitos dessas obras dos detentores dos direitos e digitaliza-los e libera-los para a sociedade. É uma solução boa para todos porque o responsavel legal já nao tinha perspectivas de ser recompensado e agora será.

Imagino que haja espaço para ONGs ocuparem esse nicho se colocando como intermediárias desse serviço. E vejo tambem a possibilidade de os livros liberados terem a indicaçao da organização que ofereceu cada doação para a sociedade, de maneira que a sociedade saberá de sua participaçao e poderá exprimir sua gratidão. Vejo o acordo sendo feito por lote: acorda-se um valor pelo catálogo que não vem sendo reimpresso há pelo menos 20 anos, digamos. Algo justo e que faça sentido comercialmente para quem vende.

Essa é a ideia. Quem quiser pegar, que pegue.

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A Internet é grátis, mas a mensagem não tem preço; sobre o encontro entre o professor Lawrence Lessig e a senadora Marina Silva

Por fazer parte da equipe de comunicação da senadora Marina Silva, tenho escutado muita gente se perguntado se ela conseguirá enfrentar uma disputa com pré-candidatos com muito mais tempo de TV.

Ela responde que investirá nas mídias sociais e na internet, mas como sabe que os outros farão o mesmo, diz que aposta no poder de suas mensagens despertarem a paixão.

Hoje a senadora visitou a Campus Party. Depois de passar pelo "batismo digital", foi conversar rapidamente com o professor e jurista Lawrence Lessig -- internacionalmente conhecido pela criação e defesa do Creative Commons.

Por falta de alguém melhor capacitado, eu ocupei a função de tradutor de uma conversa rápida e superficial, que deve ter durado uns cinco minutos, se tanto, e tinha apenas o objetivo de plantar a semente para novos diálogos.

Depois que o encontro terminou, fui me despedir do professor Lessig e ele me pediu para dizer uma última coisa para a senadora: que eles dois tinham lutas irmãs, a dela para que a floresta seja um bem de todos e a dele, para que o mesmo aconteça com a cultura.

Mais tarde, por email, ele me mandou um link explicando mais precisamente o que é o "ambientalismo cultural" ao qual ele se referia: http://lessig.blip.tv/file/1940325/. E acrescentou: "Boa sorte. Como eu disse, ela é uma inspiração para o mundo inteiro."

E aí está um pequeno exemplo disso que a senadora vem falando. Todos os que participarão da campanha presidencial terão a internet, inclusive porque é uma plataforma de acesso gratúito, mas a mensagem que apaixona é algo mais complexo de se conseguir.

À noite, depois de sua palestra na Campus Party, o professor Lessig registrou o encontro pelo Twitter:

Ele escreveu: "Marina Silva faz a história de Obama parecer fácil. Cresceu na floresta, aprendeu a ler aos 16." E completou: "os programadores da Campus Party podem fazer da campanha dela uma realidade."

Isso é despertar a paixão, é ter alguém desse calibre de importância oferecendo publica e espontaneamente o seu prestígio por sentir-se comovido pela mensagem.

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