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bomba | Não Zero

bomba

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A prima da capoeira

Esse post e' em homenagem ao meu irmao Boricua.

Me lembro de uma conversa com a entao diretora do escritorio da StarMedia em Porto Rico e de escutar ela dizer que na Ilha nao tinham negros, so brancos e mesticos.

Depende de onde voce vai.

Porto Rico e' uma colonia por vontade propria. Foi tomada da Espanha pelos Estados Unidos - historiadores, me corrijam - mas acabou acostumando-se e hoje tem um estatus de governo hibrido, a politica interna eh administrada pelos caciques locais e a externa por Washington.

Dinheiro, telecomunicacoes, exportacao, etc, sao controlados pelos EUA. A ilha serve para testes de armas que sao proibidos em territorio americano. Em troca, os porto-riquenhos tem o direito aa cidadania e aos beneficios - seguro social, etc.

Eh curioso porque esse estado de coisas, na pratica, faz com que muitos boriquas escolham deixar a ilha para crescer na vida. Os que ficam, nao tem motivo para crescer porque o salario desemprego eh muito melhor que o emprego de segunda disponivel aos pobres.

Isso eh so o contexto para eu falar de uma manifestacao cultural tao viva e genuina e que nasce do meio desse estado ambiguo. Para mim, parece ser o unico primo ou irmao conhecido da capoeira, se chama Bomba.

Digo primo ou irmao da capoeira porque a bomba nao e' o que parece. A capoeira eh uma luta disfarsada de danca e a bomba, um telegrafo disfarsado de danca. Os cantos da bomba circulavam pelos terreiros da ilha levando mensagens que so quem era de dentro sabia interpretar.

Eh possivel cruzar Porto Rico de ponta a ponta em menos de tres horas, mas em cada area da ilha existe um traco cultural peculiar e que se nota pelo estilo da bomba.

Loisa era um manguesal que virou quilombo - o escravo que fugisse para la, escapava de ser perseguido pelos cachorros. Eh a Bahia ou Havana. E eh onde a bomba eh mais malandra e travessa.

Eh engracado como a bomba consegue existir e ser tao relevante para quem a conhece e completamente desconhecida do resto do mundo.

Gracas ao Youtube, isso tudo que eu falei pode deixar de ser blablabla. Vou por so dois videos, um de Loysa, recente, e outro que me comoveu a ponto de querer escrever este post: a uniao de duas coisas muito particulares da minha vida, a bomba e o programa Vila Sesamo. A sensibilidade dos criadores fica mais uma vez manifesta na sofisticacao do quadro, que inclui musica, danca e apresentacao.

O ponto a ser notado eh a conversa do bailarino ou da bailarina com a percussao. Isso, alias, me fez lembrar tambem da maneira surpreendente que comeca o livro Information, escrito pelo renomado James Gleick e lancado recentemente nos Estados Unidos. O primeiro capitulo eh sobre a tradicao - hoje aparentemente extinta - de comunicacao a distancia por tambores, uma especie de telegrafo auditivo com funcionamento muito mais sofisticado do que a gente imagina.

Agora, a bomba de Loysa:

E a bomba no Sesame Street:

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