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potencial | Não Zero

potencial

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O escambo da AirBNB aplicado a livros: o negócio da intermediação da troca

Existem hoje alguns sites para a troca de livros - aqui, aqui e aqui. Eles funcionam da mesma maneira: você lista os livros que quer se desfazer e, ao mandar um livro a alguém, ganha um ponto que vale um livro de outra pessoa da comunidade.

Funciona, mas fiquei pensando que a solução ainda pode evoluir. Pense comigo: se todos os livros têm o mesmo valor (1 ponto), eu tenderei a não querer me desfazer daqueles mais caros. Isso provavelmente restringe o conteúdo que circula.

Por que não, por exemplo, permitir que os usuários coloquem preço em seus livros? Se é um livro mais caro, o usuário pede mais. Ao mandar um livro, seu perfil recebe o crédito-livro valendo aquele montante.

A pessoa pode começar a participar comprando créditos. Ele transfere dinheiro de seu cartão para sua conta no site. A partir daí pode adquirir livros de outras pessoas.

Outra maneira de ela participar é oferecendo livros para outros participantes adquirirem. Assim ela não compra créditos. Na medida em que se desfaz de suas obras, têm dinheiro em caixa para encomendar livros para si.

Essa solução é parecida com o que oferece hoje a Estante Virtual. Eles não vendem livros, apenas aproximam vendedores (sebos) de compradores. E cobram uma taxa por esse serviço que é retirada na hora do pagamento.

Mas a nova ideia da troca direta entre leitores pode ser potencialmente mais lucrativa porque baixa o preço da transação. Os participantes entrarão com bem menos dinheiro porque podem pagar livro com livro.

Já escrevi em outro texto sobre como a compra de livros da maneira como fazemos hoje parece ser um contra-senso. Ao mesmo tempo em que o livro tem uma vida útil potencial de anos ou décadas, depois de lido (quando é lido) ele se torna objeto de decoração; perde sua função original.

Não estou dizendo que a realização do projeto de escambo de livros seja simples. Ele dependerá, por exemplo, de oferecer um esquema seguro e eficiente para os participantes se avaliarem em relação a entrega.

Vou além: esta solução não impede o livreiro do sebo de participar das transações. Ele pode usar o serviço para adquirir bons livros abaixo do preço de mercado para alimentar suas vendas presenciais. Se ficar "expert" no site, saberá de quem e quando comprar. Ele pode também oferecer por ali uma parte de seu acervo.

E se o serviço permitir transformar crédito-livro em dinheiro, o site potencialmente atrairá pessoas que, por exemplo, herdam livros e querem se desfazer deles. Terão uma maneira de identificar obras raras de alto valor e de fazer mais dinheiro do que fariam vendendo "o lote" para sebos ou para fábricas de papel.

No fundo, essa ideia de serviço vai na linha do AirBNB, um site que transforma quartos de "pessoas físicas" em albergues e pequenos hoteis. O espírito é o mesmo: para abrir a casa a um estranho, é importante confiar. O mesmo vale para quem oferece: muitas resenhas positivas aumentam sua confiabilidade.

No caso do escambo de livros (ou de qualquer coisa física), o potencial lucrativo é aparentemente baixo. Afinal, quantas pessoas lêem. Mas o livro pode ser o primeiro passo para atrair participantes. A comunidade de leitores pode ser menor do que muitas outras, mas é apaixonada.

Veja que não foi por acaso que a Amazon começou vendendo livros e depois se tornou um grande mercado para todos os tipos de itens. Além de atender a uma comunidade que compra com constância, o livro tem outra vantagem. Seu tamanho facilita o transporte para o Correio e depois para o envio.

Penso, finalmente, no que isso representa para o comprador: poder consumir independente das lojas. O que se torna inútil na casa não é mais encaixotado e trancado, mas volta a circular. Faz sentido?

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O potencial do uso de ideogramas para a comunicação por aparelhos portáteis

Sabe essa experiência de olhar como alguma coisa era feita no passado e achar aquilo um desperdício de tempo? Exemplo disso: escrever com máquina de escrever e não poder mexer no texto que se está produzindo na hora em que se está fazendo.

Hoje eu tive a sensação de que daqui a uns 20 anos a gente vai sentir isso em relação a escrever mensagens de texto em celular. É um tipo de ação que deveria ser quase instantânea e, no entanto, paramos de fazer tudo para, com a ponta dos dedos, ir construindo frases letra a letra até completar o texto.

Entendo que a gente vai ganhando experiência e esse tempo diminui, mas tenho a impressão que, para esse tipo de equipamento e para o timing da comunicação, a escrita por ideograma pode ser mais eficiente do que o alfabeto.

Não existe uma solução ideal para a comunicação. Para o telégrafo (e para o computador), o melhor é o código binário. Para grupos de pessoas fisicamente próximas, a fala e os gestos entregam a informação com maior densidade. Não sinto que o alfabeto seja o mais interessante em se tratando do uso de um aparelho pequeno que é acionado pelos dedos.

Quando a gente para o que está fazendo para escrever, nos desligamos da experiência que motivou a criação da mensagem. Por exemplo: se você está assistindo ou participando de um evento (palestra, jogo de futebol, etc.), a sua concentração muda de foco por alguns segundos enquanto está tuitando.

A gente sintetiza a escrita de palavras justamente para reduzir esse gap de atencão. É mais rápido escrever "kd vc" do que "cadê você" com todas as letras e acentos. Paralelamente a isso, já se recorre a símbolos na comunicação online. O emoticon é isso: uma imagem que condensa ideias. Tipo: \o/ ou :-) Mas sinto que a comunicação por ideogramas ainda não foi explorada como merece e que há uma oportunidade à espera de quem pensar primeiro em uma nova geração de serviço para comunicação de grupos (tipo Twitter, Facebook) por equipamentos móveis que ampliem as possibilidades de misturar símbolos e texto.

Eu não sei muito sobre linguística, mas fico pensando na escrita japonesa como exemplo. Eles usam três conjuntos de sinais para escrever: um de ideogramas e os outros de fonemas que servem para se grafar aquilo que não cabe facilmente em sinais. Penso, inclusive, no impacto que usar uma solução parecida, a partir do desenvolvimento gradual de um vocabulário de símbolos, para a comunicação global.

Com a adoção de mais símbolos, mais pessoas poderão se entender ou terão mais condições para se entender. (Você não precisa saber alemão para entender \o/.) Ao mesmo tempo, esse movimento poderá amplificar o processo de tribalização das sociedades: grupos de pessoas espalhadas pelo mundo criando línguas próprias que funcionariam em paralelo às suas línguas de origem.

Acho que o processo começa por estudar o que já existe de símbolos sendo usados hoje para atender a essa demanda específica de comunicação instantânea por dispositivos móveis.

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