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comentário

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A antropologia tem hoje um grande divulgador?

Publiquei em maio um post entitulado Sobre o fato de os executivos da ONU não "sacarem" a antropologia. Esse texto gerou um comentário bacana do Rafael Barba. Demorei para responder para dar a atenção merecida, mas, tendo respondido, achei que vale a pena transformar esse conteúdo em um novo post.

O assunto debatido é a (falta de) divulgação de pesquisas antropológicas fora do ambiente acadêmico.

Comentário do Barba:

"Antropologia e’ tipo uma psicologia para grupos - antropologos, nao me apedrejem! -, mostra como somos iguais na diferenca e diferentes na semelhanca - nao vou poder elaborar mais sobre isso agora, mas e’ verdade."

Acho que essa de mostrar esse tipo de coisa é uma das consequências do fazer antropológico, não seu pressuposto como ciência. O primeiro motivo que você enumerou ilustra melhor. Acho que o melhor define o que é antropologia é a expressão cunhada pelo Lévi-Strauss: antropologia é a ciência do observado. O que está em jogo é apreender aquele que se observa em seus próprios termos, claro, sempre traçando analogias, comparações. E no final é porque o antropólogo quer conhecer a diferença que é possível que ele afirme que "somos iguais na diferenca e diferentes na semelhanca". "Raça e História" talvez seja o melhor texto feito nesse sentido, um grande tratado contra o racismo.

Já sobre a austeridade dos textos eu não sei muito bem o que dizer. Alguns autores têm textos difíceis porque tentar apreender complexidades que parecem estar fora das nossas noções cartesianas de pensamento. Outros só escrevem mal mesmo, rs. Mas eu só comecei a gostar de antropologia porque passei a ler mais etnografias. É que ficamos lendo livros que contém teorias elaboradas posteriormente a ótimos trabalhos de campo, mas quase nunca lemos as etnografias que os originaram. Aí complica!

Acho que a questão que você levanta no post não é exatamente algo que é sintomático da antropologia. Temos problemas similares com outras áreas da academia, cujo trabalho é super mal compreendido e divulgado. De toda forma, a antropologia precisa de divulgação e escrita para um público maior sim. Os antropólogos precisam escrever mais na imprensa, divulgar seu trabalho para um público não especialista, trabalhar para dissipar um senso comum perverso - por má fé ou desinformação - sobre alguns conceitos e políticas balizadas pelo fazer antropologia.

Quem sabe assim a gente chega a algum lugar!

Minha resposta:

nunca li levi-strauss - a minha entrada para a antropologia aconteceu de uma maneira meio torta -, mas registrei a recomendacao.

tambem acho que as outras disciplinas enfrentam o problema de nao divulgarem ou divulgarem mal seus resultados, mas tenho a impressao que a antropologia é um caso a parte por trabalhar com um tema potencialmente tao interessante (universal?) e ao mesmo tempo manter essa pesquisa murada - particularmente pela linguagem.

veja, por exemplo, o caso dos grandes best-sellers de divulgacao cientifica como Steven Pinker para linguistica e cognicao, Richard Dawkins e Matt Ridley para biologia e genetica, ou Oliver Sacks para a neurologia. existe um antropologo nessa mesma posicao de divulgador e nessa mesma posicao como grande "guru" do assunto? se existe, eu nao conheco.

de todo modo, ja estou muito contente por ter encontrado o blog sevage minds, que cumpre um pouco e com muitas qualidade essa funçao de divulgar e debater as pesquisas e os temas da antropologia com o leitor nao especialista.

Comentários



Mais sobre procedimentos para participar da Wikipedia

Um post mais antigo sobre as regras e problemas relacionados a publicacao de textos na Wikipedia trouxe um novo comentario-reclamacao, o que estimulou o Ale, um representante da comunidade de editores da Wikipedia, a dar uma resposta atenciosa e informativa. Segue:

Comentario: Eu concordo com todos que estão indignados contra os administradores da Wikipedia, que se comportam não como administradores, mas como donos. Lá nos textos de orientação se fala em colaborar com o conhecimento, ser audaz na redação, não ter medo de postar nem de errar.Isso tudo é pura mentira. Eu acreditei na proposta e tentei colocar um artigo sobre um escritor de uma cidadezinha do interior de SP. Esta pessoa tem 7 cursos superiores e já publicou 5 livros, mais inúmeros artigos publicados em jornais do interior de SP. Mas para os administradores, não é relevante, não há fontes confiáveis, nada serve para provar a veracidade. Pode não ser relevante para eles, mas para a cidadezinha, é! Estou indignada e desistindo de COLABORAR com a Wikipedia.

Resposta: Fernanda, quando for reclamar de um caso assim, aproveite sempre para compartilhar o nome específico do artigo. Gente de bem que contribui da Wikipédia sempre fica curiosa para ver os detalhes do que você está contando.

Contudo, entenda que a Wikipédia não é uma coletânea, nem uma etnografia, nem um livro de história, é uma enciclopédia. Isso também está nos mesmos textos que falam sobre compartilhar conhecimento, ser audaz e não ter medo de errar. As definições detalhadas do que entra e o que não entra encontram-se juntas àqueles.

Essas definições estão abertas a discussão, mas precisam ser discutidas antes de serem alteradas, pois assim foram anteriormente e entendeu-se haver boas razões para serem como são. A Wikipédia é um espaço comum, o que significa que ninguém tem o direito de alterar um procedimento sem discutir e obter o amplo consenso da comunidade.

Ter curso superior, publicar livro e artigo em jornal não garante, pela documentação da própria Wikipédia, ter um artigo próprio.

Há motivos bons para isso, motivos cuja importância muitos consideram que vem apenas se confirmando nos agora 10 anos de existência do projeto.

Por exemplo, exclusivamente pelo critério "ter mais de um curso superior, mais de um livro publicado e mais de um artigo publicado em jornal", - e já estou dispensando restrições como "circulação estadual ou nacional" para incluir seu conterrâneo - teríamos de aceitar vários milhares de biografias na enciclopédia que não teriam sentido algum. Só para começar, praticamente todo professor universitário brasileiro teria um artigo na Wikipédia, mais boa parte dos jornalistas, e boa parte dos brasileiros que fizeram mestrado ou doutorado, o que, pelo menos ao meu ver, não tem o menor cabimento.

Por outro lado, pode até ser que seu escritor seja passível de inclusão no projeto atualmente, mas não pelas razões que você apresenta aqui. E, num espaço público, contam apenas os argumentos cabíveis ao processo, que creio foram sugeridos para você nas respostas dos editores, mesmo que talvez não tão gentilmente quanto você gostaria - o que não sei pois não vi. É um aprendizado, decerto.

Por último, os administradores não mandam em nada, quem sugere o artigo para eliminação não precisa ser administrador e para votar para o artigo ser eliminado ou não, também não requer ser administrador. As pessoas tem essa ideia equivocada de que os administradores tem qualquer autoridade excepcional. Eles apenas tem mais experiência e estão mais presentes nas discussões por em geral serem mais dedicados ao projeto, mas qualquer um pode sugerir uma eliminação e qualquer um com um nível de participação mínimo (300 edições em artigos) pode votar contra ou a favor - e cada voto conta igual. E todos são livres para argumentar e tentar convencer os demais, mesmo os que não votam e os anônimos.

Agora, que há na comunidade pessoas de pouca educação e até brutamontes é inegável.

Mas não misture problemas de indivíduos com os procedimentos que fazem a enciclopédia manter-se útil.

Se não, não conseguiremos corrigir uns e nem aprimorar os outros.

Abraço,

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O comentário é fundamental nos blogs mas a funcionalidade precisa evoluir (e parece que vai)

A primeira coisa que eu presto atenção em um blog é se ele tem comentários. Acho isso muito mais relevante do que estatísticas para se ter uma idéia rápida do desepenho do blog. O comentário mostra se o conteúdo está inspirando engajamento.

O problema é que o funcionamento do comentário continua o mesmo desde que ele apareceu. Depois de uma certa quantidade de comentários, fica desestimulante participar de uma discussão porque implica em gastar muito tempo lendo coisas que nem sempre são relevantes.

Já quem tem pouco tráfego também sofre porque o comentário fica subordinado ao post, escondido, não serve de ponte para que gente de fora chegue à discussão porque necessariamente o usuário terá que acessar o post para entrar no comentário.

Esse é um dos motivos para eu ter incluido o botão para se tuitar direto de cada post. Tudo bem que o conteúdo comentado não fique dentro do blog, em compensação, haverá mais possibilidades desse conteúdo se alastrar se as pessoas o discutirem publicamente o post.

Mas o motivo deste post é compartilhar a informação de que existe gente trabalhando justamente nesse problema. A Intense Debate, por exemplo, pretende aditivar a seção de comentários dos blogs feitos em WordPress e outras plataformas com soluções como threading, resposta por email, votação, reputação e perfils globais.

Olha que maravilha:

1) threading - um post abre multiplas frentes de discussão, mas a seção de comentários é linerar, não permite a criação de frentes de debate autônomas.

2) resposta por email - eu não preciso mais ficar acessando o site e procurando os novos comentários para acompanhar uma discussão porque isso chegará para mim pela caixa postal.

3) votação - quem observar a área de comentários do Digg, por exemplo, vai ver que maravilha é poder avaliar comentários, porque quem tem tempo para ler tudo vai fazendo uma pré-seleção para quem não tem e poderá apenas listar os mais votados.

4) reputação - por enquanto na área de comentários todos são iguais, mas e se eu participar mais intensamente, minha participação poderá aparecer em destaque ou eu poderei avaliar/moderar os outros comentários.

5) perfis globais - permite que eu seja reconhecido e construa minha reputação participando de discussões em comentários feitos em plataformas diferentes como Blogger, WordPress ou outras.

Só o WordPress.com recebe três comentários legítimos por segundo - 250 mil por dia. Imagina o impacto de se acrescentar interatividade e funcionalidades sociais entre comentários e como isso produzirá aumento de tráfego e engajamento.




Impacto da internet na audiência do noticiário sobre política

Este artigo é sobre como o surgimento da internet transformou a audiência dos noticiários sobre política.

Segundo o analista, a abundância e a variedade de meios de comunicação segmentou a audiência e reduziu o número de pessoas que acompanha o debate político.

Ele fala dos Estados Unidos mas acho que essa tendência é global. As opções de entretenimento "puxam" 80% do público, que se torna mais alienado, ao mesmo tempo em que torna um grupo reduzido - que ele chama de news junkies - ainda mais envolvido com as notícias.

Por um lado, houve um aprofundamento no interesse e na participação de uma porção da audiência. Por outro, a maioria está desinteressada pelo assunto.




Jornalismo participativo está além do que acontece nos portais

O José Murilo Junior comentou o post sobre por quê o chamado jornalismo participativo ainda não emplacou nos portais. Ele registra duas perspectivas, a de que o blog está se valorizando, por um lado, e a que a imprensa tradicional perde ao tentar se 'amadorizar' para ficar parecida com os blogs. O ponto principal que ele faz parece ser que jornalismo participativo não se limita aos canais disponibilizados pelos veículos tradicionais.




O lucrativo começa a se mostrar não-lucrativo

Sigo aproveitando os comentários deixados neste artigo sobre a dificuldade dos portais de fomentar a participação de sua audiência.

O arquiteto de informação Lex Blagus, daqui de Sampa, disse o seguinte:

Ainda estou em processo de formação de opinião sobre isso tudo, mas o pouco que concluí é que dar atenção aos veículos de notícias tradicionais, tanto em papel quanto online, é perda de tempo.

Além da citada manipulação de informações (pelo dossiê Veja e os apontados neste post) essas “grandes corporações” ainda não pegaram o espítrito da web. Porque a web é muito mais humana e muito menos business.

Não que eu ache business algo ruim — muito pelo contrário — mas business somente visando lucros é algo que pouco a pouco começa a se mostar paradoxalmente não-lucrativo.




Obesidade informativa

Tenho registrado minha angústia por não dar conta de administrar a quantidade de informação que eu gostaria. Entre prazer, obrigações e curiosidade de pesquisa, estou (não é de hoje) me afogando em RSSs, email, artigos, livros e informação de outros tipos.

A Silvana Gontijo, minha parceira de Arena Jovem na Bienal, me ouviu falar do termo "information overload" e riu dizendo que por conta própria tinha cunhado sua versão brasileira: "obesidade informativa".




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