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Várias coisas que a Copa do mundo está me fazendo pensar e sentir

* Show de abertura chinfrim. Ok que ninguém se lembra de aberturas, mas qualquer carnavalesco teria dado mais estofo e empolgação ao momento. Os olhos do mundo estavam aqui

* A Copa é aqui mesmo? A sensação é de que os brasileiros que irão aos Estádios são os mesmos que iriam se fosse no exterior. O que significa exatamente que a Copa aconteça no Brasil?

* Meu coração brasileiro escolheu ficar só lado dos meninos do Felipão. Eles ganham fortunas mas, diferente de seleções do passado, parece que o grupo é menos moleque. Parece que eles desejam seriamente mostrar a competência, a graça, a inventividade do país. Eles, sim, por suas origens, representam as aspirações da maioria do Brasil. Eram as estrelas, mas eram também talvez os únicos no estádio que viveram o Brasil do andar de baixo.

* Estou confuso em relação aos protestos. A elite que foi ao estádio cuspindo no prato do governo que trouxe a festa para cá. Uma coisa rancorosa. A elite protestando como ralé, deselegante e irresponsável. E como esse protesto ao mesmo tempo contrastava mas também ecoava o daqueles que escolheram protestar nas ruas durante a Copa. Parecia que PSOL e PSDB eram a duas moedas do mesmo lado - o que quer que isso signifique.

* Esses malabarismos ideológicos acabaram por não permitir o extravaso da sensação coletiva de que está Copa custou muito mais caro do que deveria e de que vários canalhas estão agora rindo às nossas custas.

* É também parte do preço da Copa ter que assistir comerciais presunçosamente poéticos que buscam, de um milhão de maneiras, amarrar um nacionalismo raso e babaca com a venda de sanduíches, refrigerantes, cervejas e carros. Mas alguns se distinguem e valem a pena.

* Parece que houve um consenso entre os "especialistas" de que o Fred forjou a falta que levou ao pênalti que desempatou o jogo e abriu caminho para a virada brasileira. Eles parecem dizer também que esse ato, antiesportivo, resume e expõe as fraquezas da nossa alma mulata, que só saberia ganhar traspasseando. Essas observações possivelmente falam mais sobre eles do que sobre o ato em si. Me pergunto por que não falam da malandra simulação do defensor que também desequilibra fingindo não o fazer?

* Em resumo, apesar de tudo e também por causa de tudo, a realização do evento funcionou bem. As pessoas chegaram ao estádio, se divertiram e foram embora sem grandes problemas. A presidenta talvez não esteja tão nua nem tão sozinha. Ao que tudo indica, #vaitercopa. E o Brasil, meus amigos, corre o risco de vencer por seus méritos, para o desencanto de alguns.

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Orkutizando Obama: que tal olhar pro nosso usuário?

Vivi de dentro campanhas eleitorais em 2008 (Kassab) e 2010 (Marina). E a pergunta continua no ar: quando a internet vai desafiar a lógica do dinheiro nas disputas pelo voto? Quando a mensagem do candidato associada ao poder de auto-organização da rede vai mudar o resultado de uma eleição majoritária no Brasil?

A minha hipótese é que isso ainda não aconteceu porque a internet se tornou um espaço de disputa entre as classes AB, que controlam a indústria, e os emergentes, que são a maioria e vêem a internet como grande aliada em seu processo de ascensão social. Agências e grandes produtores de conteúdo têm como Meca o Vale do Silício e tendem a desprezar e se envergonham da maneira como o Novo Usuário da Internet do Brasil (NUIB*) se comporta.

O problema disso é que são 70 milhões de NUIBs só na classe C contra 18 milhões dos usuários no segmento AB. Ou seja, enquanto esse eleitorado é mantido à distância (como uma espécie de "usuário de segunda categoria"), o candidato continuará precisando de dinheiro para fazer suas campanhas usando as chamadas "mídias clássicas", cuja industria está amadurecida para atender todos os segmentos de público.

Na última sexta fiz uma apresentação no Social Media Brasil, aqui em São Paulo, explicando por que prestar atenção nos usuários emergentes e fazendo algumas recomendações aos candidatos que queiram usar a internet como um canal mais eficiente para ativar seu eleitorado. O vídeo abaixo traz a "versão pocket" dessa palestra. Ou veja apenas os slides.

* O termo é meu, para facilitar a referência a este conjunto; baseado no já aceito "Nova Classe Média Brasileira".

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