Warning: Table './db186965_naozero/watchdog' is marked as crashed and should be repaired query: INSERT INTO watchdog (uid, type, message, variables, severity, link, location, referer, hostname, timestamp) VALUES (0, 'php', '%message in %file on line %line.', 'a:4:{s:6:\"%error\";s:7:\"warning\";s:8:\"%message\";s:40:\"Creating default object from empty value\";s:5:\"%file\";s:93:\"/nfs/c06/h05/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/modules/taxonomy/taxonomy.pages.inc\";s:5:\"%line\";i:33;}', 3, '', 'http://naozero.com.br/taxonomy/term/826', '', '54.224.191.72', 1493068144) in /nfs/c06/h05/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/includes/database.mysql.inc on line 135
ecossistema | Não Zero

ecossistema

warning: Creating default object from empty value in /nfs/c06/h05/mnt/186965/domains/naozero.com.br/git/public/modules/taxonomy/taxonomy.pages.inc on line 33.

Compensação de CO2 criativo; liberando bens para o ecossistema cultural - oportunidade de negócio?

Há um link que vem sendo construido relacionando o movimento ambientalista e o que defende a cultura livre. Lessig fala sobre "externalidade positiva" já faz tempo e esse enquadramento apareceu para uma audiencia mais ampla em matéria recente da The Economist que o José Murilo resumiu e comentou para o blog Cultura Digital.

Em síntese, o link está no objetivo de preservar o que pertence a todos. Ambientalistas querem que as florestas e a biodiversidade planetária sobreviva para as proximas geraçoes. Os ativistas defensores da cultura livre querem que a cultura - livros, filmes, fotografias, etc - não estejam amarradas por tantos anos a direitos autorais, mas que possam circular e promover o desenvolvimento da sociedade.

Vou apresentar uma proposta partindo dessa associação. Os ambientalistas oferecem hoje uma solução interessante para empresas que querem ganhar o reconhecimento social por colaborar com a preservação do ecossistema: é a possibilidade de compensar o planeta pela emissão de gás carbônico pelo replantio de florestas - veja via SOS Mata Atlântica. Uma atividade que vá causar a liberaçao de CO2 - que influencia na geração do efeito estufa - é equilibrada, então, por uma camada verde que ajudará a reverter esse processo.

A ideia a ser proposta, então, é que empresas possam oferecer uma compensação parecida via liberação de produtos culturais ainda fechados ao acesso da sociedade por leis de direito autoral. Estou me referindo a um tipo especial de produto cultural que sofre as consequencias da alongamento do prazo de validade das leis autorais. Conforme explicou tantas vezes o professor Lessig, essas leis existem para proteger uma pequena quantidade de produtos que continuam rendendo dinheiro hoje (tipo Mickey Mouse), mas acaba valendo para todos os produtos. Resultado: muita coisa que já nao rende nada há decadas não pode legalmente ser copiada e compartilhada.

Imagine a quantidade de livros que foram publicados nos ultimos cinquenta anos e quantos desses ainda estao em circulaçao rendendo dinheiro para editoras. Não tenho esse dado, mas imagino que, fora os clássicos, sobre pouca coisa. Daí a proposta: uma companhia poderia comprar os direitos dessas obras dos detentores dos direitos e digitaliza-los e libera-los para a sociedade. É uma solução boa para todos porque o responsavel legal já nao tinha perspectivas de ser recompensado e agora será.

Imagino que haja espaço para ONGs ocuparem esse nicho se colocando como intermediárias desse serviço. E vejo tambem a possibilidade de os livros liberados terem a indicaçao da organização que ofereceu cada doação para a sociedade, de maneira que a sociedade saberá de sua participaçao e poderá exprimir sua gratidão. Vejo o acordo sendo feito por lote: acorda-se um valor pelo catálogo que não vem sendo reimpresso há pelo menos 20 anos, digamos. Algo justo e que faça sentido comercialmente para quem vende.

Essa é a ideia. Quem quiser pegar, que pegue.

Comentários



Syndicate content